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Solidariedade ao Povo Palestino

Declaração da Esquerda Marxista

– Abaixo o imperialismo – Abaixo o estado religioso e racista de Israel!
– Por um Estado laico e democrático onde possam conviver em paz e com direitos iguais judeus, muçulmanos, cristãos, e todo o povo trabalhador da Palestina!
– Pelo direito de Retorno ao lar de todos os palestinos refugiados!

Os ataques em larga escala do exército de Israel contra o povo palestino iniciados no final de 2008 já provocaram centenas de mortes e milhares de feridos. O povo palestino vive outra vez uma tragédia. É a “Nackba” (catástrofe) permanente desde 15 de maio de 1948 com a criação do estado artificial baseado na religião e no “sangue judeu”.

A faixa de Gaza foi transformada em Campo de Concentração, com atrocidades como a fome, a falta de medicamentos e tratamentos médicos, a falta de energia, combustível, falta de água impostas aos palestinos pelo governo racista de Israel. Gaza, que abriga mais de um milhão e meio de palestinos em pouco mais de 350 km quadrados, é palco de crimes de guerra.

Israel usa as ações irresponsáveis (e inúteis) do Hammas – organização reacionária religiosa – como justificativa para o massacre do povo palestino. Enquanto o Hammas se recusa a armar as massas palestinas e continua atirando foguetes, Israel pode agir. O objetivo dos governantes sionistas é estabelecer o “Grande Israel”, do Tigre ao Eufrates, e este é o sentido da declaração de Ehud Barack de que esta ofensiva é para “resolver definitivamente o problema”. O governo sionista, racista, de Israel prepara desta forma uma catástrofe para o já tão sofrido povo judeu.

O apoio internacional do imperialismo, começando pelo governo dos EUA e passando pela ONU, é a base que permite a continuidade da política sionista genocida contra o povo palestino. Bush mantém o tom arrogante e criminoso de suas declarações – o Hamas é o causador da tragédia e Israel só está se defendendo. Como se pudesse haver comparação entre o ocupante sionista das terras palestinas desde 1948 e os palestinos expulsos, perseguidos, torturados, assassinados regular e permanentemente desde a criação do Estado de Israel baseado na “raça” e no “direito de sangue judeu”.

Tão criminoso como Bush é o novo presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que vai tomar posse em 20 de janeiro com as mãos sujas de sangue palestino. Seu silêncio sobre o massacre e a declaração de que “O presidente Bush responde pelos Estados Unidos até 20 de janeiro e nós respeitamos isso”, é coerente com o aval que deu ao governo de Israel para esta guerra total: “Como presidente jamais negociarei quando a segurança de Israel estiver em jogo”… “Aqueles que ameaçam Israel nos ameaçam”. Obama prometeu oferecer a Israel todos os meios disponíveis para se defender “de todas as ameaças vindas de Gaza ou Teerã”.

O governo de Israel só poderia iniciar o ataque com o aval do governo norte americano. E isto significa Bush e Obama.

Os governos árabes reacionários são também responsáveis. Ou não é uma tragédia que o exército do Egito abra fogo contra os milhares de palestinos desesperados que tentam atravessar a fronteira para salvar-se dos bombardeios?

O governo Lula insulta o povo palestino e envergonha a história do PT com suas declarações: “… para ver se a gente encontra um jeito para aquele povo parar de se matar e parar de se violentar”. Como se não houvesse ocupação e massacre permanente de um povo há sessenta anos. A posição do governo brasileiro é, objetivamente, de cobertura de Israel e de justificativa do ataque. Sua proposta de uma conferência internacional para “apartar a briga” é de fato a criação de um “grupo de amigos de Israel”.

Quando o Equador, soberanamente, tomou medidas, inclusive legais, que atingiam os interesses da burguesia brasileira, Lula chamou e trouxe o embaixador brasileiro para “consultas”. Por que não retira o embaixador brasileiro de Israel? Por que não expulsa o embaixador de Israel no Brasil? Por que mantém o acordo comercial do Mercosul com Israel?

A resposta contra tudo isso só pode vir do movimento operário internacional. Só a classe trabalhadora pode apoiar incondicionalmente a causa palestina. Só a classe trabalhadora poderá resolver definitivamente a questão nacional palestina. Só a luta pelo socialismo poderá abrir um caminho de paz e de justiça na Palestina e no Oriente Médio.

– Fim imediato dos ataques contra Gaza! Suspensão imediata do bloqueio econômico!
– Apoio incondicional a luta do povo palestino!
– Abaixo o imperialismo – Abaixo o estado religioso e racista de Israel!
– Por um Estado laico e democrático onde possam conviver em paz e com direitos iguais judeus, muçulmanos, cristãos, todo o povo trabalhador da Palestina!
– Pelo direito de Retorno ao lar de todos os palestinos refugiados!
– Por uma Federação Socialista do Oriente Médio!

05 de Janeiro de 2009.

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