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Solidariedade à causa palestina

A Corrente O Trabalho (Maioria) há anos se mantém solidária à luta do povo palestino que, desde o fim da II Guerra Mundial, foi despejado de suas terras e massacrado militarmente com a criação e a ocupação do Estado de Israel.

A partilha do território histórico da Palestina patrocinada pelo imperialismo americano, britânico e europeu, com o submisso aval da burocracia stalinista da URSS, é um dos atos mais criminosos que a humanidade já teve conhecimento.

A ocupação militar dos territórios palestinos e as freqüentes guerras entre Israel e demais estados do Oriente Médio faz a situação se arrastar por décadas. Além disso, a ONU (dominada pelos EUA) e os grandes meios de comunicação (dominados por magnatas) tentam subverter a opinião pública mundial, ao considerar a resistência palestina como terrorista e legitimar as ações genocidas de Israel.

Guerra de Israel contra o Líbano e a Palestina

Um exemplo disso foi os recentes ataques de Israel ao Líbano – divulgados como ação de resgate de um soldado judeu seqüestrado por um grupo terrorista (o Hisbollah) – quando na verdade, tratava-se de uma iniciativa expansionista e de destruir a infra-estrutura e a economia do país para tornar o governo libanês ainda mais dependente de dólares na reconstrução do país (ver também o Manifesto Não em Nosso Nome).

A guerra também serviu para endurecer a ocupação na Faixa de Gaza e Cisjordânia, com bombardeios, seqüestros de ministros da Autoridade Palestina, além de buscas, apreensões e assassinatos de militantes. Isso também alimentou uma crise entre as principais organizações palestinas pela direção dos territórios ocupados e pela política que Autoridade Palestina deve ter em relação a Israel e a ONU – o que tem suscitado o perigo de uma guerra civil.

Palestino ergue a voz no Encontro Pan Americano

Fawsi El Machine, ex-embaixador da Autoridade Palestina no México, esteve presente ao Encontro Pan Americano para denunciar Israel e incentivar a luta pela libertação do povo palestino. Ele lembrou o aniversário da Intifada e ressaltou o poderio bélico a serviço de Israel. “Dia 08/12 faz 18 anos que fizemos a Intifada, a revolução das pedras, quando os trabalhadores e jovens civis desarmados enfrentaram o maior exército do Oriente Médio, com mais de 400 ogivas nucleares, com mais de 6500 tanques, mais de 500 jatos, mais de 50 submarinos e com todas as armas mais sofisticadas do mundo, fabricadas nos EUA. Além disso, Israel tem 650 mil soldados armados. Nós somos um povo desarmado, mas temos pedras e vontade de vencer”.

Também lembrou os milhões de refugiados que estão sem o direito de retornar às suas terras ancestrais, os milhões de prisioneiros palestinos nos “campos de concentração” de Israel e pediu a solidariedade internacional. “Nosso povo está passando fome: 40 a 50% estão desempregados na Faixa de Gaza, devido ao boicote dos imperialistas. Existem 5 a 6 milhões de refugiados e essa tragédia está na vista dos olhos, mas há um silêncio mortal. Ninguém ergue a voz porque enganaram a opinião pública mundial. Queremos solidariedade, mas não caridade. Não queremos esmolas, queremos que o mundo conheça a verdade sobre a causa palestina. Não queremos guerra e não queremos fazê-la. Não queremos o exército de países árabes reacionários, queremos a solidariedade da militância internacional”.

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