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Sobre o uso da PM contra estudantes nas escolas estaduais de SP e seu significado dentro do contexto político atual

No dia 11 de março, estudantes da E.E. Marilena P. Chaparro foram vítimas de mais uma ação da truculenta Polícia Militar. Os estudantes protestavam com cartazes pedindo ventilador, água gelada e acesso à biblioteca. 

No dia 11 de março, estudantes da E.E. Marilena P. Chaparro foram vítimas de mais uma ação da truculenta Polícia Militar. Os estudantes simplesmente estavam com cartazes pedindo ventilador, água gelada e acesso à biblioteca. A diretora da escola, sem nem ao menos dialogar com os estudantes, chamou a PM, que entrou de modo truculento, agredindo dentro da escola alunos e professores que tentavam impedir a barbárie.

Junto à APEOESP, pais e alunos se organizaram. A diretora foi imediatamente afastada, porém, dificilmente algum policial será punido. Pelo contrário, pais e mães inicialmente ficaram até com medo de registrar o B.O., por medo de represálias. Por fim, a denúncia foi realizada, mas com probabilidades mínimas de algo ocorrer via Corregedoria da PM.

Essa prática, após o movimento de ocupação de escolas do ano passado, tende a se tornar mais corriqueira. Professores e alunos têm relatado maior presença da PM na porta das escolas sob o pretexto de combate às drogas, contudo, alunos panfletando por razões políticas foram abordados pela PM em algumas regiões, como forma clara de intimidação dos mesmos.

Não nos enganemos, esses fatos evidenciam um aprofundamento da repressão estatal pela via coercitiva. Após as ocupações de 2015, ficou clara a incapacidade do estado de controlar pela via unicamente ideológica. Em momentos como esse, de crise orgânica do capitalismo, com mobilizações de massa em todo o país e o mundo, a burguesia não tem outra saída a não ser utilizar cada vez mais dos métodos de repressão e intimidação, na tentativa de conter as organizações da classe trabalhadora à força. Isso explica, por exemplo, o claro ataque às liberdades democráticas contra o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em que a PM chega, invade a sede do mesmo em momento de reunião e tenta prender participantes sem nenhum mandado.

A burguesia avança contra as liberdades democráticas mais básicas. Um elemento a mais nesse sentido é a aprovação da Lei Antiterrorismo, enviado ao Congresso e sancionado por Dilma. O que vemos são ataques centrais da burguesia contra a classe trabalhadora em seu ponto mais importante, sua organização de classe.

Não nos deixaremos calar!

PUNIÇÃO IMEDIATA A TODOS OS PMs ENVOLVIDOS!

A PM DEVE SER PERMANENTEMENTE PROIBIDA DE ENTRAR NAS ESCOLAS!

PELA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO E REUNIÃO POLÍTICAS!

EM DEFESA DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!

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