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SINTUSP fica! Pelo direito da organização política dentro e fora da USP

A reitoria da USP, em conjunto com um forte e ostensivo corpo da PM de Alckmin, cercou com grades a sede do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) a três dias do recesso de Natal.

Crédito: Esquerda Diário

A reitoria da USP, em conjunto com um forte e ostensivo corpo da PM de Alckmin, cercou com grades a sede do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) a três dias do recesso de Natal. Finalizado no começo deste ano, a grade foi feita com a pretensão de cercar todo o espaço onde se encontra a sede do SINTUSP, bem como os espaços estudantis da ECA (Centro Acadêmico, Atlética e todo o espaço da chamada “prainha”, local de convívio estudantil).

A ordem de desocupação veio desde o dia 9 de abril de 2016, onde consta que a direção da USP conferiu um prazo de 30 dias para que o SINTUSP se retirasse do local. Segundo a reitoria, existe uma necessidade acadêmica da Escola de Comunicações e Artes (ECA) para ampliação do espaço físico onde o imóvel se encontra, mas a ECA, por intermédio de sua Congregação no final de abril, declara em nota que “não solicitou à Reitoria da USP a desocupação da sede do SINTUSP para efeito de reorganização dos espaços acadêmicos da Escola”.

Durante o período de férias e visando atingir os trabalhadores quando estes estão se preparando para o recesso e sem a articulação do conjunto dos estudantes, mais uma vez a reitoria ataca as entidades estudantis e sindicais, visando cercear a organização política dentro da universidade. Lembremos do que ocorreu com o espaço estudantil “CANIL”, demolido pela reitoria e a presença da Polícia Militar no campus desde 2011. Em um contexto onde as liberdades democráticas estão sendo cerceadas, é necessário que os estudantes em conjunto com os trabalhadores lutem contra essas medidas que visam cada vez mais desarticular a classe trabalhadora e perder conquistas alcançadas com muita luta. Esse é o tom que o atual governo Temer nos reserva: criminalização dos movimentos sociais, tal como ocorreu com a prisão de Boulos, líder do MTST. A resposta é organização frente a estes ataques.

Pelas Liberdades Democráticas dentro e fora da USP!
Fora PM do campus!

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