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Sindicalistas da Esquerda Marxista combatem na CNQ

Independência política e do programa das entidades da classe trabalhadora são defendidos.

Realizou-se entre os dias 28 de junho e 2 de julho, em Recife, o VI Congresso Nacional do Ramo Químico da CUT. Este foi o maior Congresso da CNQ, com 274 delegados, e o primeiro a se realizar em Pernambuco.

Infelizmente poucos foram os debates políticos, poucas foram as lutas aprovadas para serem aplicadas na base. Campanhas pelo fim do fator previdenciário e Pré-sal foram tratadas superficialmente e sem maiores resultados práticos. As forças nacionais representadas no Congresso foram: ART-SIND, CSD, EM, AE e (4) grupos Regionais que só existem na Bahia. A ARTSIND teve 78% do Congresso, depois veio a CSD e a Esquerda Marxista. A AE participou com apenas um delegado.

Um companheiro da DS fez o seguinte comentário: “Vocês da EM cresceram, hein”? E de fato ele tinha razão. A Esquerda Marxista, com 10 delegados, atuou com paciência nos debates, procurando sempre ajudar no entendimento da situação política e das tarefas para avançar na construção da unidade dos trabalhadores, na direção da construção de um governo socialista
dos trabalhadores.

Como resultado das intervenções dos camaradas da Esquerda Marxista, ao final do Congresso foram eleitos dois de nossos militantes para a Executiva da CNQ: o camarada Álvaro (Bambu) do Sindicato dos Vidreiros de São Paulo e o camarada Belo, do Sindicato dos Químicos de
Pernambuco na suplência.

Cabe salientar que a falta de discussões em plenário motivou ainda mais os camaradas da Esquerda Marxista a intervirem com fôlego redobrado em questões como fator previdenciário e Pré-sal. Mas, infelizmente, não foi aprovada nenhuma resolução contra o fator previdenciário.

Os camaradas da Esquerda Marxista deram uma grande contribuição nas discussões de conjuntura, explicando o papel da classe trabalhadora, onde a independência política e programática de suas entidades devem ser sempre mantidas.

Assembléia dos vidreiros aprova luta pela mudança da data base

O camarada Guido, da direção do Sindicato dos Trabalhadores Vidreiros de São Paulo, na manhã do dia 25 de julho, exatamente às 10:30 h, abre a Assembléia dos trabalhadores dando inicio à campanha pela mudança da data base.

Guido explica: “estamos dando inicio em uma longa caminhada, para conseguirmos a vitória a máxima unidade será necessária entre toda a categoria. Pede para que os trabalhadores presentes na Assembléia se transformem em verdadeiros defensores, em cada fábrica, daquilo que ali se aprovaria. Mudar a data base para que não fiquemos isolados das demais categorias do ramo químico exigirá de todos o maior esforço possível”.

Em seguida abriu para que se apresentassem propostas de datas para a mudança da data base. Apenas novembro foi indicado como o mês ideal. A proposta foi votada e aprovada por unanimidade com todos muito confiantes e seguros que batalharão até o fim pela mudança da data base e pelas demais reivindicações.

Durante os debates falaram também os companheiros Miranda e Chagas, candidatos a deputado estaduale federal pelo Partido dos Trabalhadores. Miranda falou da importância da data base e da necessidade da mobilização, explicou que sua candidatura não é para que ele fique apartado dos trabalhadores, que a campanha na base é para que tenhamos um governo dos trabalhadores, sem patrões, para abrir caminho ao socialismo, arrancando aplausos.

Chagas fez uma vibrante intervenção defendendo a participação da categoria nas eleições, para votar em Dilma, Mercadante, Marta e Neto. Explicou que os trabalhadores devem continuar as lutas e exigir suas reivindicações. Chamou todos a votarem nele e no companheiro Miranda
e também foi muito aplaudido.

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