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Servidores de Joinville: Depois de 12 anos a CUT volta ao sindicato

Chapa de oposição ganha o sindicato dos servidores em Joinvile. Uma política em defesa dos trabalhadores é o que levou a Chapa cutista a vitória.

A oposição da CUT venceu as eleições do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville, realizada nos últimos dias 23 e 24 de fevereiro.

Cinco chapas disputaram a eleição. A Chapa 1 foi organizada pela atual direção da entidade, assim como a Chapa 5, encabeçada pelo atual tesoureiro. A Chapa 4 liderada por um ex-presidente do sindicato e a Chapa 2 constituída pelo Governo Carlito Merss, do PT.

Venceu a Chapa 3 – MovimentAÇÃO , tendo à frente o Professor Ul-rich Beathalter, militante da Esquerda Marxista, com 1.134 vo-tos. As outras chapas obtiveram os seguintes resultados: Chapa 5, 927 votos; Chapa 2, 642 votos; Chapa 1, 510 votos e Chapa 4, 313 votos.

A categoria dos servidores públicos municipais conta hoje com cerca de 11 mil trabalhadores, dos quais 5.583 aptos para ir às urnas. Destes, 3.614 votaram.

A Chapa 3 – MovimentAÇÃO foi a única chapa que aberta e franca-mente dialogou com a categoria sobre a necessidade de uma nova vida para o sindicato, que de uma vez por todas abrevie a dis-tância estabelecida pela atual diretoria com a base dos servido-res, apostando na organização e na mobilização para arrancar conquistas relacionadas com o plano de carreira e a recuperação das perdas salariais.

A Chapa 3 contou com o apoio da CUT-SC e de diversos sindicatos cutistas e outros entidades do movimento social: Químicos de Pernambuco, Sinduprom-PE, Petroleiso do RJ, Municipais de Sertâ-nia-PE, Mirandiba-PE, Sinteep-PE, Itaquetinga-PE, Vidreiros SP, Ferroviários de Bauru, Marítimos de São Francisco do Sul, Sindi-norte-SC, Centro dos Direitos Humanos de Joinville, Sinpronorte, Sindicato da Saúde de Criciúma, Sinpro-Itajaí, Professores e Au-xiliares da Rede Particular de Tubarão e Aprasc.

Vale registro o fato do Sindicato dos Mecânicos de Joinville, filiado à CUT, ter liberado a diretoria para a campanha da Chapa 3 nas vésperas do pleito (seu diretor Betara participou ativa-mente na reta final da campanha). O Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, também filiado à CUT, ao que se sabe omitiu-se.

Estes fatos falam por si só e podem representar um marco impor-tante na unidade dos sindicatos filiados à CUT em Joinville e região, para ultrapassar as divergências e encontrar a unidade nas lutas importantes da classe trabalhadores nesta importante região operária de Santa Catarina.

A posse da nova diretoria tem data indicativa para 20 de abril próximo, para mandato de três anos.

Um pouco da história do Movimentação

O MovimentAÇÃO é um agrupamento de servidores que se formou em 2005, fruto da insatisfação da categoria com o imobilismo da di-reção do sindicato, e desde então mobiliza e dirige importantes manifestações pelas reivindicações, especialmente com relação ao plano de cargos e salários e contra as investidas da administra-ção municipal contra os direitos dos servidores.

Já em 2007 disputou a eleição realizada nos dias 22 e 23 de fe-vereiro, ficando em segundo lugar com 1332 votos, e só não se sagrou vencedora porque uma terceira chapa de maioria petista da CNB fez 558 votos.

Nos últimos três anos o MovimentAÇÃO persistiu com sua vocação mobilizadora, tendo dirigido todas as mobilizações dos servido-res de Joinville, contra a administração municipal e a direção sindical que permaneceu em sua prostração, sempre na defesa de seus interesses particulares e pessoais, e de agrupamentos par-tidários como PSDB, PMDB e DEM.

Nestas últimas eleições mais uma vez uma parcela de militantes do PT, por orientação do governo municipal Carlito Merss, negou-se a fazer uma chapa cutista de unidade e formaram a chapa 2, terceira colocada no pleito com 642 votos.

O MovimentAÇÃO, oposição cutista reconhecida, que tem como maior expoente o militante Ulrich Beathalter, da Esquerda Marxista, forma uma chapa que reúne os servidores que participaram das mo-bilizações dos últimos cinco anos.

Desta vez recebe o apoio concreto da CUT-SC e diretamente de seu presidente Neudi Antonio Giachini.

Esta é uma trajetória vencedora e que promete grandes lutas para Joinville e Santa Catarina.

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