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Segundo dia do Acampamento Revolucionário na Flaskô

A sexta-feira (29/1) no Acampamento Revolucionário 2016 começou cedo com um debate sobre as lutas da juventude no mundo, em que participaram convidados internacionais. À tarde a discussão foi sobre O Programa da Revolução no Brasil.

A sexta-feira (29/1) no Acampamento Revolucionário 2016 começou cedo com um debate sobre as lutas da juventude no mundo, em que participaram convidados internacionais. À tarde a discussão foi sobre O Programa da Revolução no Brasil. 

Manhã

O primeiro informe foi de Deivi Peña, militante da seção venezuelana da Corrente Marxista Internacional (CMI). Ele tratou da conjuntura política a partir da crise do capitalismo, que desde 2008 resulta no crescimento de partidos de esquerda pelo mundo. Quem tomou a fala a seguir foi a militante da Esquerda Marxista Evelyn Mora Gonzalez. Recentemente, ela passou dois meses na Espanha para acompanhar as eleições gerais e o fenômeno Podemos. Logo após, José Luis Hernandez, da seção mexicana da CMI, também falou sobre crise, China e explicou a conciliação do governo mexicano com o narcotráfico.

Tarde

Quem abriu a mesa sobre o Programa da Revolução no Brasil foi Caio Dezorzi, militante da Esquerda Marxista. Ele abordou as jornadas de junho de 2013, onde as principais reivindicações eram transporte, saúde e educação, mas faltava um programa revolucionário para as massas. 

Em seguida, José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, falou sobre questões raciais. Ele explicou que as cotas não contemplam todos os negros e que não há criação de mais vagas nas universidades públicas, enquanto o número de inscritos no ENEM aumenta a cada ano. A palavra de ordem dos jovens do Acampa Revolucionário é Queremos Vagas Para Todos.

Mayara Colzani, dirigente da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes), retratou os cenários das ocupações das escolas de São Paulo contra a reorganização escolar do governador Alkimin. Relembrou também a luta contra a redução da maioridade penal, política de encarceramento da juventude. Por fim, apontou a criminalização dos movimentos sociais e o combate à repressão.

Noite

O dia acabou com o bonito espetáculo musical Doze Poses, de Guilherme Vazquez, e com uma apresentação músico-teatral, da Cia Antropofágica.

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