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Ruas tomadas em Florianópolis pelas liberdades democráticas e sindicais

Nesta quinta-feira (16/2), os trabalhadores municipais de Florianópolis tomaram as ruas da capital para mais um grande ato em favor das liberdades democráticas e sindical e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Nesta quinta-feira (16/2), os trabalhadores municipais de Florianópolis tomaram as ruas da capital para mais um grande ato em favor das liberdades democráticas e sindical e em defesa dos direitos dos trabalhadores. Completando um mês em greve, os trabalhadores demonstraram a unidade e resistência da categoria diante de todos os ataques que vêm sendo anunciados pelo prefeito Gean Loureiro (PMDB) que tenta sem sucesso intimidar os servidores para que retornem aos seus locais de trabalho e coloquem fim ao movimento paredista.

A estratégia política que o governo do PMDB está tentando aplicar em Florianópolis tem relação direta com as medidas que o governo de Michel Temer (também do PMDB) vem desenvolvendo em nível nacional: retirar direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores, acabar com a carreira e com a previdência dos servidores, atacar o serviço público provocando seu desmonte e abrindo cada vez mais espaço para a terceirização e privatização desses serviços. A sintonia dos governos em nível nacional e local coloca a culpa da crise do sistema capitalista nas costas dos trabalhadores, exigindo que estes paguem o jantar com caviar aos grandes empresários e donos do meio de produção, ou seja, aos ricos, enquanto retiram o pão daqueles que movem e produzem a riqueza deste mundo, os trabalhadores. Os servidores de Florianópolis resistem e se negam a pagar a conta de uma crise que não foi por eles gerada.

O prefeito Gean Loureiro tenta dividir a categoria, escolhendo alguns direitos para serem rifados diante do pacote de maldades aplicado. Esse e outros ataques como o corte de salário, ameaças de demissão, prisão dos dirigentes sindicais, entre outros, têm sido respondidos nas ruas em diálogo com a população, em atos organizados nas comunidades, nas assembleias lotadas, nas reuniões intersetoriais organizadas entre saúde, educação e assistência e ocupando as ruas de Florianópolis com grandes atos como desta quinta-feira. Neste ato contamos com o apoio de várias centrais sindicais, sindicatos locais, representantes de partidos políticos do campo da esquerda como Luciana Genro do PSOL, federações, confederações e da juventude. Cerca de 25 instituições que organizam os trabalhadores estiveram presentes e puderam prestar sua solidariedade ao movimento. Embalados por palavras de ordem como “Fora Gean”, “Nenhum direito a menos”, as ruas de Floripa foram tomadas por bandeiras, faixas, cartazes que demonstravam a força e unidade dos trabalhadores para continuar marchando ombro a ombro em favor do serviço público.

Desde que a greve foi deflagrada em 17 de janeiro, os apoios ao movimento crescem a cada dia. A campanha impulsionada pela Esquerda Marxista e Corrente Marxista Internacional (CMI) contra a prisão dos dirigentes sindicais e em favor da greve provocou um salto de qualidade no movimento, agregando mais apoios, incentivando a continuidade da mobilização e demonstrando a todos os envolvidos que a luta dos trabalhadores é internacional. Deste modo, demos um salto de qualidade na consciência política compreendendo no forjar da luta que mundialmente os trabalhadores devem estar unidos pra destruir o capitalismo e construir outra sociedade, uma sociedade socialista.

A greve em Florianópolis continua! Estamos fortalecidos e otimistas na sua construção. Seguimos firmes, contando com o apoio de todos aos que ela se somam e que demonstram na prática que não restam dúvidas do poder da classe trabalhadora organizada!

Fotos: Francine Hellmann

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