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Resposta de Ulrich a Carlito Merrs, prefeito de Joinville

Carlito Merss, atual Prefeito de Joinville, em entrevista ao jornal Notícias do Dia, edição de 25 e 26 de fevereiro de 2012, afirmou que a greve dos servidores públicos municipais no último ano foi “uma greve de um agrupamento de extrema-direita que usa o PT e faz uma política de terra arrasada”.

Onde está a extrema direita?*
Ulrich Beathalter – Presidente do Sinsej
Há um entendimento universal sobre o que significa ser da direita ou da esquerda. Historicamente, os militantes da esquerda são os que se identificam com as lutas mais gerais dos trabalhadores, dos excluídos, ou seja, dos anseios da população de um modo geral. São os que não fecham os olhos para os problemas sociais que nos rodeiam. São os que mantêm vivos os ideais, acima de qualquer interesse pessoal ou particular.

Já com a direita identificam-se os defensores do atual modelo sócio-político-econômico. Com a direita estão os patrões, o grande empresariado, os extratos mais privilegiados da sociedade.

O que define o posicionamento de qualquer cidadão (é da esquerda ou é da direita) são suas ações. O agrupamento citado pelo Prefeito faz parte da direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville, Garuva e Itapoá. Militantes do PT, não se calaram quando o governo – numa atitude típica de qualquer patrão ansioso por lucro – negou reajuste salarial em 2010 e em 2011.
Fizeram o que qualquer dirigente sindical comprometido com sua categoria faria: organizaram e mobilizaram os trabalhadores pela defesa dos seus direitos. A greve conquistou várias reivindicações importantes para os servidores: reajuste de salário, fim da ditadura do atestado, extensão das gratificações no Hospital São José, fim dos descontos das gratificações nos afastamentos legais, ampliação do vale-alimentação, abono para magistério, gratificações setoriais, aumento para médicos, equiparação das ACS’s…
Por outro lado, o governo teve o comportamento típico dos patrões mais cruéis: impetrou ações na Justiça para barrar a luta dos trabalhadores, negou-se a abrir mesa de negociação, perseguiu grevistas – com transferências absurdas e toda sorte de retaliações dentro das unidades – além de não perder qualquer oportunidade de atacar publicamente a entidade sindical representativa dos trabalhadores.
Quem, afinal, representa a extrema-direita? Quem está se utilizando do Partido dos Trabalhadores, que possui um conteúdo programático claro em defesa de toda a classe trabalhadora e os excluídos dessa nação, com o compromisso com a luta pela transformação social?
*Publicado na edição de hoje do Jornal Notícias do Dia.

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