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Resolução sobre os cinco cubanos

Resolução adotada pelo Congresso Mundial da CMI (Corrente Marxista Internacional).

O Congresso Mundial da Corrente Marxista Internacional declara:

1 – No dia 12 de Setembro de 1998, foram detidos em Miami (Estados Unidos) cinco jovens cubanos infiltrados em grupos de extrema direita da máfia cubano-americana. A cidade é o centro de operações de atividades terroristas contra Cuba, que gozam de impunidade e tolerância completa por parte das autoridades dos EUA.

2 – A campanha de terror contra a Revolução Cubana não parou nos 50 anos de sua existência. Isto incluiu sabotagem, assassinatos, bombas, e o ataque criminoso terrorista num avião de passageiros cubanos em Barbados, em que 73 pessoas morreram. Os responsáveis por essa atrocidade, Orlando Bosch e Luis Posada Carriles, passeiam tranquilamente pela Flórida, sem nenhum problema com a justiça dos EUA.

3 – Em contraste, os cinco companheiros cubanos: Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González, e René González, cujas atividades ajudaram a conhecer de antemão os planos de ataques de terroristas anti-cubanos e prevenir para salvar vidas inocentes, foram duramente condenados, depois de dadas as sentenças de prisão, seguido um julgamento arranjado, em que não foi apresentada nenhuma prova real contra eles, frente a um júri completamente parcial e contra Cuba.

4 – Então, como resultado de um prolongado processo de apelação, e depois de 22 meses de espera, um painel de três juizes da Corte de Apelações do 11º Distrito de Atlanta, descartaram quase todos os argumentos da apelação, alegando que eles “não tinham nenhum mérito” e sustentou as condenações contra todos os cinco lutadores cubanos, assim como duas sentenças, a de René González (15 anos) e Gerardo Hernández (prisão perpétua, mais 15 anos).

5 – Ao mesmo tempo, anulou três das sentenças: Ramón Labañino (prisão perpétua, mais 18 anos), Antonio Guerrero (prisão perpétua, mais 10 anos) e Fernando González (19 anos) enviando-os de volta à Corte em Miami, para ser revisado pelo mesmo juiz, Joan Lenard, que impôs as duras sentenças, que a Corte Suprema agora considera excessiva.

6 – Estes cinco companheiros cumprindo 10 longos anos de encarceramento cruel e injusto, foram submetidos a castigos desumanos, privados de visitas regulares da família (a dois deles foi negada qualquer visita de suas esposas). Só estão na prisão por serem cubanos lutando contra os grupos de terroristas situados no sul da Flórida protegidos pelas autoridades dos EUA.

7 – A luta pela liberdade dos Cinco, junto com a defesa do trabalho que eles executavam, deve ser conduzida para explicar e expor, de uma vez por todas, a maquina terrorista da máfia cubano-americano, responsável pelo luto e sofrimento sentido em milhares de lares cubanos cujos membros de família e amados foram mortos ou mutilados por estes terroristas. Nós também devemos denunciar a proteção e estímulo que eles receberam dos presidentes norte-americanos. É necessário denunciar contundentemente o imperialismo dos EUA pela sua hipocrisia quando fala em “guerra contra o terror”. Sabemos que é impossível confiar na justiça burguesa, que é implacável quando se trata de condenar lutadores revolucionários, por isso é tão necessária a solidariedade internacional, pois somente com a mobilização popular, da classe trabalhadora e a juventude em todo o mundo, pode ocasionar a liberação destes companheiros que injustamente estão encarcerados.

8 – A Corrente Marxista Internacional considera que estes companheiros são combatentes da primeira fila, na vanguarda, da causa socialista em escala mundial, que lutavam contra os ataques da extrema direita mais reacionária contra a Revolução cubana, que fica como um farol de esperança para os trabalhadores e oprimidos do mundo. Portanto, a luta pela libertação dos cinco é um dever não só dos cubanos, mas de todos aqueles que acreditam no futuro socialista da humanidade.

Barcelona, 2 de Agosto de 2008

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