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Relato da grande manifestação pela educação no Rio de Janeiro

As experiências das jornadas de junho retornaram e 50 mil pessoas participaram da marcha de apoio à greve dos professores em 7 de outubro. O evento ganhou a solidariedade de outras categorias: bancários em greve; sindicato dos petroleiros em campanha contra os leilões do petróleo; calorosa participação dos bombeiros (que há pouco tempo fizeram greve contra o governador); professores particulares e universitários; servidores da saúde etc. E, majoritariamente, a juventude.

As experiências das jornadas de junho retornaram e 50 mil pessoas participaram da marcha de apoio à greve dos professores em 7 de outubro. O evento ganhou a solidariedade de outras categorias: bancários em greve; sindicato dos petroleiros em campanha contra os leilões do petróleo; calorosa participação dos bombeiros (que há pouco tempo fizeram greve contra o governador); professores particulares e universitários; servidores da saúde etc. E, majoritariamente, a juventude.

Esta foi a grande manifestação no Rio após as “lutas contra o aumento”. O Centro da cidade fervilhou novamente a milhares de graus. E a pauta foi bem avançada e concreta: apoiar a greve dos professores; repudiar a repressão; protestar contra o governador e o prefeito, Cabral e Paes.

Foi possível verificar claramente os significados políticos desses meses de seguidos levantes. O acúmulo de consciência dos trabalhadores e da juventude se aprofundou. Parece que ganhou mais organicidade e densidade política. E as tradicionais camisas e bandeiras vermelhas das organizações de esquerda deram o tom avermelhado do ato.

Sem dúvida, houve um amadurecimento desde junho. É claro que seguem as discordâncias de métodos e programas entre aqueles que compuseram o evento. Mas dessa vez, sem o tom autoritário que havia antes, sem aquela coisa de “abaixa a bandeira”, ou o coro “sem partido” etc. O imenso peso da greve dos professores municipais do Rio, uma categoria que não fazia greve há 20 anos, foi o elemento central na unificação. E novamente marchando ombro a ombro, atravessando a cidade, a sensação foi de que junho não acabou!

Contudo, vimos as cenas protagonizadas por alguns grupos e pela repressão no final do ato. Elas repercutiram como um prato cheio para a polícia, que surgiu reprimindo a todos. E depois o governador e o prefeito as utilizaram para desmoralizar o ato e desacreditar a greve dos professores. Um trabalho completado pela grande mídia, por exemplo, que estampou na capa de O Globo, no dia seguinte, um ônibus em chamas como se a marcha em defesa da educação tivesse transformado a cidade na paisagem do inferno.

Esses grupos confundem os objetivos com os meios. E seus métodos facilitam que os governos e a imprensa burguesa levem o repúdio popular às manifestações. Deveriam se preocupar mais com o fato de que a maioria das pessoas que não tem consciência política se deixa levar pela grande mídia, que trata manifestante como vândalo. Na preparação dos atos de massa eles precisam compreender melhor como funciona a democracia da classe trabalhadora. Estes grupos não são um movimento anarquista e não surgiram do nada. Mas vários desses jovens seriam muito bem-vindos e dariam grande contribuição para grupos com atividade militante organizada, que ajudam os trabalhadores a melhor se organizar em seu combate permanente contra a burguesia e pelo socialismo. Nós da EM já escrevemos uma análise mais aprofundada a respeito. Para ler este artigo, acesse o link: http://marxismo.org.br/?q=blog/2013/09/09/abaixo-repressao-liberdade-para-o-black-bloc. Ler também a edição 53 do Jornal Luta de Classes que pode ser adquirido junto aos militantes da Esquerda Marxista.

A greve dos professores segue mais fortalecida depois dessa grande manifestação. Todos devem seguir apoiando! O sindicato reivindica: “Queremos negociação e revogação do Plano de Cargos e Salários aprovado de forma autoritária no dia 2 de outubro! Queremos uma educação totalmente pública e de qualidade para todos, sem deslocação de verba pública para fundações privadas, como a Fundação Roberto Marinho e o Instituto Ayrton Senna.” (Site do SEPE)

A greve dos professores, somada à conjuntura de mobilizações no RJ, está forçando a direção do PT a romper com o PMDB. Professores petistas, militância de juventude e cutistas participaram massivamente e organizadamente do ato. E estão avançando num movimento que exige que o partido, que ocupa a vice-prefeitura do Rio, não se limite a se manifestar a favor da mobilização da categoria e contra a repressão, como já fez. Exige também que rompa sua aliança com o PMDB! Os governos de Paes e Cabral representam um retrocesso em toda linha nos serviços públicos e na relação com a juventude e os trabalhadores que ocupam as ruas.

Para ler o manifesto da Esquerda Marxista do RJ sobre a greve dos professores e o PT que foi difundido no ato, acesse o link:http://www.marxismo.org.br/?q=blog/2013/10/06/um-milhao-pela-educacao-viva-greve-dos-professores-do-rio-de-janeiro

Saudações Socialistas!

*Felipe Araújo é candidato a Presidente Municipal do PT do Rio de Janeiro – 790

*Luiz Cláudio é candidato a Presidente Estadual do PT do Rio de Janeiro – 390

Ambos são militantes da Esquerda Marxista-RJ

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