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Quem foi John Maynard Keynes

O Keynesianismo é uma das grandes escolas do pensamento econômico contemporâneo da burguesia. Seus fundamentos foram estabelecidos pelo economista inglês John Maynard Keynes (1883-1946).

O Keynesianismo é uma das grandes escolas do pensamento econômico contemporâneo da burguesia. Seus fundamentos foram estabelecidos pelo economista inglês John Maynard Keynes (1883-1946), essencialmente em seu livro intitulado “A Teoria Geral do Emprego, do Lucro e da Moeda”, publicado em 1936. Keynes nunca escondeu que sua teoria tinha o objetivo de impedir que a Revolução Russa de 1917 se espalhasse pelo mundo na esteira de crises como a Grande Depressão de 1929. Uma frase de Keynes, em 1919, é esclarecedora de seus objetivos: “quanto mais aniquilado e mais próximo do bolchevismo estiver um país, obviamente mais necessidade terá de assistência. Mas, é menos provável que a empresa privada venha a fazê-lo” (Carta a Wilson, presidente dos EUA). Por isso, o Estado deve intervir para salvar o capitalismo.

O keynesianismo se opõe essencialmente em dois pontos ao liberalismo:1. Keynes, pondo em questão o princípio de “economia de mercado”, considera que o mercado é insuficiente para regular sozinho os problemas de emprego, das crises econômicas e do crescimento. Para ele, o Estado deve jogar um papel regulador com os meios de que dispõe, especialmente seu Orçamento, mas também através do Banco Central, o controle de emissão da moeda e sua ação determinante sobre a taxa de juros.

2. Para os keynesianos, no mercado é a demanda que determina a oferta e não o contrário. O nível de produção e de emprego é determinado pela demanda efetiva, que representa a previsão que fazem os empresários sobre a demanda futura dos consumidores de seus produtos.

Em conseqüência, Keynes e seus adeptos preconizam uma ação sobre a demanda, principalmente pelo aumento das despesas do Estado e a estimulação do crédito como fatores de crescimento econômico, mesmo à custa de gerar temporariamente Déficits Orçamentários importantes e um excesso de moeda que acaba provocando uma tendência inflacionária.

O keynesianismo inspirou a política de praticamente todos os governos desde o fim da II Guerra Mundial até o fim dos anos 70 (os “Trinta Gloriosos”), sendo que seus precursores foram os Estados Unidos durante os anos 30, com o famoso “New Deal”, de Roosevelt. O keynesianismo constituiu uma das justificações teóricas do desenvolvimento dos Déficits Orçamentários e do parasitismo financeiro, das políticas de retomada da acumulação de capital sustentada pelo endividamento dos Estados, provocando uma acumulação de capitais fictícios, de Títulos da Dívida Pública e da explosão dos “mercados” de câmbio, etc.

Hoje, o keynesianismo é apresentado pela pequena-burguesia de esquerda como uma política que interessa aos trabalhadores. Nada mais falso.

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