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Que linda quarta-feira, um dia extraordinário

Enquanto a imprensa mente, anunciando que a economia vai florescer no próximo ano, todos os dados reais indicam que ela está piorando. Só falta a entrada em cena dos batalhões pesados da classe operária para pôr tudo isso abaixo.

Foto:Mulher tenta impedir avanço da Tropa de Choque Crédito: Mídia Ninja

Enquanto a imprensa mente, e tenta se auto enganar anunciando que a economia vai florescer no próximo ano, todos os dados reais indicam que ela está piorando. A crise que permitiu a queda de Dilma, mesmo com sua política suicida de colaboração de classes com os capitalistas, continua empurrando tudo para o abismo. Temer anuncia todo dia “cortes amargos”.

E as instituições se fragmentando e a luta de classes pressionando. Há poucos dias o juiz Moro ataca o delegado da PF que mete Tófoli, do STF, no meio da Lava Jato. E agora um pandemônio numa só quarta-feira.

Mas, a principal questão para entender a profundidade do trabalho da “velha toupeira” é o início de um desmoronamento nas forças de repressão. Um indício certo de revolução é o enfrentamento das massas com as forças da repressão, o vacilo, hesitação nas tropas e a deserção de soldados que se passam para o lado dos manifestantes e são recebidos com confraternização. Estes dois PMs que abandonaram o batalhão da repressão nesta quarta-feira não passaram com as armas para os manifestantes. Eles abandonaram as armas e se foram, mas é um fato maior. O gesto destes dois terá repercussão profunda em todas as tropas no Brasil. Creio que a punição para eles vai ser muito dura ou serão declarados com “problemas psicológicos”, etc.

O certo é que isso foi um indício do agravamento da crise no Brasil e da revolução que se gesta nas entranhas da sociedade capitalista, no Brasil e no mundo. Afinal outra parte da tropa, desarmada, à paisana, estava manifestando junto com os trabalhadores.

Junto com o bate-boca de Lewandowski e Gilmar Mendes e a invasão, consentida, obviamente, do plenário da Câmara por um bando de 50 reacionários quebrando tudo, quem pode negar o desmoronamento do regime da Nova República?

Só falta a entrada em cena dos batalhões pesados da classe operária para pôr tudo isso abaixo. Isso só não acontece porque essa gente desmoralizada que dirige as organizações de massa, sindicatos, CUT, Conlutas, Intersindicais, são incapazes de mover politicamente suas bases e estão se desacreditando aceleradamente. A direção da CUT é a principal responsável, obviamente. Mas, e estas outras centrais “revolucionárias”, porque não põe suas tropas no combate?  Ou não tem tropas, também?

Os revolucionários devem se concentrar no trabalho de base, não perder tempo com as direções seja qual for sua cor política. Um olho no padre e outro na missa, em cada escola, cada fábrica, cada local de trabalho, explicando a situação e batalhando para ganhar militantes e quadros que sejam capazes de mover a maioria, recusando o vanguardismo aventureiro ou midiático e lutando para reunir e organizar a maioria. Mas, acima de tudo, explicando aos jovens e operários que a saída é a tomada do poder pelos operários, a expropriação dos capitalistas e um país governado por Assembleias Populares, por um Governo dos Trabalhadores. Esse é o caminho do socialismo. A única salvação.

Continue cavando “velha toupeira”. Estamos esperando e trabalhando para tudo reconstruir fazendo deste cemitério, destas ruínas sociais e humanas da sociedade capitalista, um belo jardim com todas as flores e perfumes que a humanidade merece. Nosso adubo será feito com os ossos, a carne e o sangue do regime da propriedade privada dos grandes meios de produção.

A humanidade merece viver e para isso precisa da organização revolucionária da juventude e da classe trabalhadora, especialmente da classe operária nas fábricas, centro vital do capitalismo opressor.

Ânimo, camaradas! Nossos inimigos são fortes, mas estão divididos, confusos e sem esperança. É nossa hora de intensificar o combate unido pela revolução e pelo socialismo.

Recomendo a leitura do artigo “Um dia agitado e mais tempestades pela frente”

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