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Professores e estudantes se mobilizam em universidade no Rio de Janeiro

Desde de meados de 2008 a Universidade Iguaçu sofria com diversos problemas, entre eles o seu principal órgão de representação dos estudantes – o DCE – estava sem vida, inativo, tinha uma direção fantasma que até então só tinha ganho uma eleição fantasma e convocado uma assembléia também fantasma, comprando o voto dos estudantes a troco de álcool.



O DCE, então formado pela base do PSDB e Democratas de Itaperuna, não era nada mais nada menos do que palanque para vereadores na Unig.

A Unig tinha uma das maiores estruturas privadas da América Latina, bem equipada com laboratórios. Mas o que acontecia é que a burocracia atrapalhava o acesso dos estudantes a tal estrutura.

Ao inicio de um novo ano se inicia pelos próprios estudantes a organização de DA’s (Diretórios Acadêmicos), mas por conta de fraudes nós não conseguimos conquistar o DCE. Desta maneira existem dois DCE’s, o nosso – que foi reconhecido por estudantes e o deles – o DCE fantasma.

No início de 2010, Sheila Gama – vice prefeita de Nova Iguaçu – comprou 50% da Unig, em fevereiro de 2010 tem inicio das aulas com um novo nome: “Nova Unig”. O campus foi todo reformado de cima-abaixo e a direção da universidade gastou com tintas e alt-doors. No fim de abril a maio de 2010 estoura a bomba: a Unig esta em greve e os professores estão há três meses sem receber um só centavo da Unig.

A direção atual diz que essas dividas eram da antiga direção. O Sep (Sindicato Estadual dos Professores) inicia a greve, outros funcionários também aderem a greve e ganham o apoio dos estudantes.

Os DA’s convocam uma assembléia onde é abordado o motivo da greve. A direção da Unig nos subestima e diz que nossa assembléia não daria 10 pessoas, quando comparecem 150 estudantes. Na assembléia da greve foi discutido a omissão do MEC quanto a verba pública mal administrada que entra na universidade: bolsas como ProUni, Fies e outras. Foi falado sobre o pedido de intervenção, alguns falaram em ocupação, afinal “universidade quebrada é universidade ocupada, e universidade ocupada tem que ser estatizada!”. Iniciado o pela ocupação, várias pessoas aderem entre elas um militante da Esquerda Marxista (Antonio Marcio Braga Silva).

A intervenção acaba não tendo andamento, pois o Ministério Público de Itaperuna/RJ acaba sendo conivente com a direção da Unig. A greve acaba depois de 25 dias, alguns professores recebem, mas outros não!

O movimento das universidades ocupadas acaba tendo prosseguimento e vai continuar. “A luta continua e continuara até a vitória!”

Fonte: Antonio Marcio Braga Silva (militante da Esquerda Marxista em Miracema/RJ)

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