Início / Artigos / Outras Análises | Ver Mais / Sindical / PPE – Reduzir salário sem proteger emprego

PPE – Reduzir salário sem proteger emprego

Dilma acaba de editar uma Medida Provisória que permite que empresas reduzam a jornada de trabalho e os salários em troca de uma estabilidade provisória.

A Presidente da República acabou de editar uma Medida Provisória que permite que empresas reduzam a jornada de trabalho e o salário em troca de uma estabilidade provisória. A Executiva Nacional do PT tinha aprovado um “pedido” pela adoção deste plano e também o Presidente da CUT tinha assinado nota pedindo junto com a Força Sindical que fosse adotado tal plano.
 
O plano é copiado do modelo alemão, organizado pela Social Democracia alemã em conjunto com a Central Sindical (DGB). O resultado é que os salários na Alemanha estão comprimidos e isto está garantindo os lucros das empresas. 
 
No Brasil, a situação será muito mais complexa que lá. A começar que as empresas já demitiram milhares de trabalhadores e não vão readmiti-los. Depois, enquanto a inflação aumenta, falar em reduzir salário vai significar um arrocho duplo: aumenta a energia elétrica (mais de 60% em alguns casos), aumenta o preço do transporte, aumenta tudo e reduz o salário? quem é que vai aguentar isso?
 
O site UOL fez uma curta simulação da situação para dois casos de empregados:

Por exemplo, um profissional que ganha R$ 2.500:

  • considere uma redução de 30% da jornada de um trabalhador que recebe hoje R$ 2.500 de salário;
  • ao entrar no programa, a empresa pagará a esse profissional 70% do salário; o governo pagará outros 15% com recursos do FAT; 
  • assim, o trabalhador passará a receber R$ 2.125 (85% do salário), sendo R$ 1.750 pagos pelo empregador e R$ 375 pagos pelo governo. 

Já no caso de um trabalhador que ganha R$ 8.000:

  • se houver uma redução de 30% da jornada e do salário;
  • ao entrar no programa, a empresa pagará a esse profissional 70% do salário, ou seja, R$ 5.600;
  • o governo pagará R$ 900,84, que é o limite máximo estabelecido pelo programa;
  • esse profissional vai ganhar, então, R$ 6.500,84, ou seja, 81% do salário integral.
Esta situação mostra claramente o que vai acontecer. E muitas empresas vão demitir antes e depois “aderir” ao programa. E a chantagem vai ser a forma de obrigar todos a aderir: ou aceita a redução salarial ou então vai pra rua. 
 
Os tempos que virão serão muito duros! Cabe aos trabalhadores organizar a reação! A Esquerda Marxista estará na linha de frente do combate contra mais esta medida patronal patrocinada pelo governo Dilma!

Deixe seu comentário

Leia também...

Contribuição ao programa da chapa única de oposição do SATED/SP

As eleições do SATED/SP (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculo de Diversão do Estado …