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PPE não salvou empregos, mas garantiu lucro patronal

Propagado como salvação dos empregos frente à crise, já é hora de fazer um balanço do PPE.

No mundo, os trabalhadores resistem bravamente contra os ataques desferidos pela burguesia, que tenta de forma violenta arrancar direitos e rebaixar o nível de vida das massas. A classe operária luta em defesa de suas conquistadas e vai abrindo caminho, muitas vezes se chocando com as direções reformistas.

No Brasil não tem sido diferente. Mas qual foi à política que a direção da CUT adotou frente ao aprofundamento da crise. Foi buscar uma alternativa mágica. Importou da Alemanha o PPE (Programa de Proteção ao Emprego), com o falso argumento de que ele foi uma experiência fantástica que salvou milhares de empregos durante a crise naquele país, e que no Brasil os trabalhadores não teriam prejuízos.

Mas como não teriam prejuízos se os salários seriam reduzidos em até 30%? Na verdade deram autonomia para os patrões ganharem mais sobre as costas dos trabalhadores com a redução de seus salários, com redução da jornada. Hoje, o PPE, mostra de forma clara que além de reduzir os salários, não garantiu os empregos.

As poucas empresas que aplicaram o programa no primeiro momento, agora querem demitir trabalhadores em massa. O PPE foi um tiro no pé da direção da CUT e dos Metalúrgicos do ABC que deixou os trabalhadores reféns da pressão dos patrões e da ameaça do desemprego. Hoje no Brasil já existem mais de 11 milhões de trabalhadores desempregados, segundo dados do próprio governo. E a burguesia quer mais, muito mais, e por isso joga pela janela o PPE.

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