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Polícia Militar e repressão: A mão que que afaga é a mesma que mata

Os movimentos, trabalhadores, sindicatos e juventude não devem ter nenhuma confiança nas palavras dos homens do aparato Legislativo e militar dos governos burgueses. Devem confiar em suas organizações e em sua luta. Exigir de seus dirigentes que lutem e se oponham aos governos que reprimem. (Foto – Ana Maria (ao centro), companheira do operário Santo Dias em seu enterro. Santo foi assassinado pela PM em 1979)

Os movimentos, trabalhadores, sindicatos e juventude não devem ter nenhuma confiança nas palavras dos homens do aparato Legislativo e militar dos governos burgueses. Devem confiar em suas organizações e em sua luta. Exigir de seus dirigentes que lutem e se oponham aos governos que reprimem. (Foto – Ana Maria (ao centro), companheira do operário Santo Dias em seu enterro. Santo foi assassinado pela PM em 1979)

Recentemente, um coronel da PM de São Paulo foi atacado supostamente por um Black Bloc em uma manifestação pela Tarifa Zero, no Parque D. Pedro. Seria mesmo um Black Bloc? A ação poderia ter sido ou não planejada pelo serviço reservado da PM instigando os eufóricos e patéticos blacks contra o coronel? A imprensa vem construindo a imagem dele como a de um pacato e conciliador cidadão.

Para os jovens e trabalhadores, deve estar claro que ele é da PM e que está em um poderoso aparato criado para defender os interesses e as leis da burguesia, de seu Estado. O coronel não está acima da instituição. Num jogo bem montado, lançou um apelo à unidade do governo, da polícia e dos movimentos para caçarem os malfeitores e garantir o direito às manifestações pacíficas.

O ministro Gilberto Carvalho orientou que sejam realizadas investigações para atacar o mal pela raiz. Para ele, não basta reprimir, a PM tem que conhecer a fundo os Black Blocs e as ações têm que ser mais eficazes. A caça às bruxas vem aí e todos serão convidados a virar dedos duros, alcaguetas e delatores. A juventude será chamada para tal.

Eis aqui como as duas pontas da linha se juntam. Gilberto e Dilma de um lado da ponta, PM e seu pacato coronel do outro. O novelo é o mesmo.

Em 1979, ano da Anistia, a PM assassinava Santo Dias

No ano de 1979, depois de muita mobilização popular, era decretada a Anistia ampla e geral. Anistiava-se os presos políticos e também os torturadores e integrantes dos crimes contra os presos e mortos, muitos deles oriundos ou ativos integrantes das PMs.

Naquele mesmo ano, na porta de uma fábrica da zona sul de São Paulo, em 30 de outubro, o metalúrgico Santo Dias era assassinado por um PM com um tiro dado pelas costas.

A greve organizada pela Oposição Sindical dos Metalúrgicos decide em assembleia que passará por cima do velho pelego Joaquinzão, que a batalha será por 83% e pelas Comissões de Fábricas. Mais de 6 mil metalúrgicos realizam assembleia na Rua do Carmo e decidem começar a greve. A PM prendeu mais de 130 trabalhadores, as sub-sedes do sindicato foram todas invadidas pelas tropas. Na Capela do Socorro, em Santo Amaro, instala-se o comando de greve.

No dia 30 de outubro, em frente à fábrica Sylvânia, Santo Dias, membro da Oposição, era assassinado depois de tentar dialogar com as tropas para que elas agissem sem violência. Em resposta, recebeu um balaço pelas costas vindo da arma do soldado Herculano, um pacato e conciliador soldado. Gilberto e Dilma podem ter se esquecido, nós não! Aos lutadores de hoje dizemos: conciliação não, abaixo a repressão! 

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