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Paraná: Contra a criminalização do Coletivo Quebrando Muros

A Esquerda Marxista, cujos militantes estiveram na linha de frente da manifestação do dia 29, posiciona-se contra a criminalização do Coletivo Quebrando Muros. A responsabilidade pelos mais de 200 feridos na manifestação é do governo de Beto Richa.

Se o governador Beto Richa (PSDB) achou que os professores iriam se calar após a brutal repressão do dia 29 de abril, enganou-se profundamente. Não apenas os professores e servidores mantém a luta, como uma onda de solidariedade se espalhou pelo país. Na final do campeonato estadual de futebol do PR, no último domingo, o estádio lotado gritava “Fora Beto Richa!”. Em diferentes estados, professores vestiram-se de preto contra os acontecimentos no Paraná. No 1o de Maio, atos de centrais sindicais repudiaram o ocorrido. No dia 5 de maio, uma manifestação de mais de 20 mil pessoas, tomou as ruas de Curitiba. Logo em seguida foi realizada uma grande assembleia que decidiu a continuidade da greve

Nessa assembleia foi aprovada também a moção abaixo, contra a criminalização do Coletivo Quebrando Muros. Trata-se de uma evidente tentativa de justificar a repressão do dia 29, jogando a responsabansabilidade do conflito para grupos de manifestantes. É uma farsa, que o ex-secretário de segurança, Fernando Francischini, que pediu demissão na última sexta-feira, buscou montar para justificar a ação brutal do governo.

A Esquerda Marxista, cujos militantes estiveram na linha de frente da manifestação do dia 29, posiciona-se contra a criminalização do Coletivo Quebrando Muros. A responsabilidade pelos mais de 200 feridos na manifestação é do governo de Beto Richa. Toda soliadariedade à luta dos professores do Paraná! Abaixo a repressão e a criminalização das lutas da classe trabalhadora e da juventude!  

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Moção de Repúdio Contra a Criminalização do Coletivo Quebrando Muros

Os trabalhadores e trabalhadoras em Educação Pública do Paraná, reunidos em Assembleia Estadual no dia 05 de maio de 2015, vêm, por meio desta moção, declarar repúdio à tentativa de criminalizar a Organização Política Coletiva Quebrando Muros, como sendo responsável por atos de violência, depredação do patrimônio público e também ter planejado uma entrada forçada na Alep, numa clara tentativa de justificar a brutal repressão policial que ocorreu no dia 29 de abril de 2015.

A administração do Estado do Paraná, na figura do secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, veio a público em entrevista na TV RPC e na rádio CBN acusar o Coletivo Quebrando Muros como sendo o grupo radical, infiltrado e alheio aos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, que teria iniciado os ataques contra a PM com pedras, coquetéis molotov e bombas caseiras.

Entretanto, todas as imagens e filmagens mostram precisamente que o ocorrido na Praça Nossa Senhora de Salete foi um movimento de resistência dos(as) manifestantes frente ao ataque brutal e desmedido da PM a mando dos 3 poderes , que com bombas de efeito moral, balas de borracha, bombas tríplices de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, enfim um verdadeiro arsenal de guerra.

Esclarecemos que o Coletivo Quebrando Muros é uma organização política que congrega vários setores populares, inclusive professores(as) sindicalizados(as) que compõem a luta dos trabalhadores da Educação de forma organizada e nos espaços democráticos da categoria: tais como assembleias e comandos de greve, sem ações individualistas que comprometam a pauta de reivindicação.

É importante tornar claro que essa atitude da administração do governo Beto Richa, na figura do Secretário da Segurança, Fernando Francischini, é um ataque desesperado e inconsequente a uma das principais conquistas do processo de redemocratização que é a liberdade de organização.

Com isso, denunciamos que a tentativa de criminalização de uma das organizações políticas presentes na luta dos(as) professores(as) é entendida como um ataque à toda a luta dos trabalhadores e trabalhadores.

Não abaixaremos a cabeça para esses ecos da ditadura militar e seguiremos firmes na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática.

Firmes na luta!

Abaixo a repressão!

Manifestação não é crime!

Nenhum direito a menos!

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