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Pará: Líder de acampamento onde ocorreu chacina é assassinado

Mais um trabalhador rural foi assassinado na luta por reforma agrária. Rosenildo Pereira de Almeida, de 44 anos, chamado por todos de “Negão”, foi morto com tiros na cabeça em 07 de julho quando saia de uma igreja em Rio Maria, há 60 km de Pau D’Arco. Foi nesse município no sul do Pará que aconteceu a chacina há cerca de 40 dias, 24 de maio, em que 10 trabalhadores rurais foram executados pela polícia, na fazenda Fazenda Santa Lúcia.

Mesmo após a chacina Rosenildo e seus companheiros seguiam corajosamente a incansável luta contra o latifúndio, e seguiam acampados novamente, mesmo sob ameaças, protestavam em área próxima a fazenda Santa Lúcia pela reforma agrária e para que o massacre dos 10 de Pau D’Arco não caísse no esquecimento.

O Estado do Pará ainda não tomou nenhuma medida efetiva no sentido de garantir a vida desses trabalhadores rurais ou para superar o conflito. Hoje as organizações camponesas juntamente com entidades de diretos humanos discutem iniciativas para garantir a segurança de seus militantes contra a violência da repressão policial e de jagunços, e também uma campanha em defesa das liberdades democráticas de organização e manifestação. É urgente que o Governo Federal e o do Pará adotem medidas efetivas para garantir a vida e a integridade das trabalhadoras e trabalhadores rurais acampados da Fazenda Santa Lúcia. E garanta uma investigação isenta e rigorosa da chacina dos 10 de Pau D`Arco e de Rosenildo.

A unidade e a mobilização contra o Estado e o capital é nossa maior arma. Um grande Encontro Nacional dos Trabalhadores (ENCLAT) é necessário para unificar as lutas contra as reformas de Temer e as reivindicações dos trabalhadores do campo e da cidade. Esse ENCLAT tem necessidade de ser amplo suficiente para agrupar, por exemplo, organizações camponesas que mantém levantada a bandeira pela reforma agrária e os sindicatos de trabalhadores das metrópoles de todas as regiões do Brasil. Seria um oportunidade para se articular ações políticas coordenadas de organizações camponesas e de operários dos empreendimentos do agronegócio.

Vamos à luta contra Temer e do Congresso Nacional e pela construção de um Governo dos Trabalhadores.

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