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O PT e as eleições

Publicamos aqui algumas observações sobre a política do PT nas eleições e o combate da Esquerda Marxista para que o PT rompa com a burguesia e venha a constituir um governo socialista dos trabalhadores.

Derrotar Serra: romper com a burguesia

A temperatura começa a subir na campanha eleitoral. Mas apenas nos bastidores e na mídia. Acusações, dossiês, multas cobradas pelo TSE. Os militantes e o povo? Ora… ora, seguem assistindo tudo pela TV e só não votarão pela TV porque ainda não inventaram mais essa modernidade.

Segundo as pesquisas eleitorais Dilma já está empatada com Serra e continua crescendo. Mas como pesquisa eleitoral e decisões de juízes nos tribunais são sempre imprevisíveis e nem sempre
dá para acreditar, aos mortais militantes do PT, a depender da direção, resta apenas torcer…

Recentemente veio a público um dossiê “contra” Serra, que supostamente teria sido originado em um livro que ninguém viu e que por meio de negociatas envolveriam gente do PT e até ex- agente federal. Para os militantes do PT, que querem sair para as ruas e defender o programa de lutas e de reivindicações, se opondo à burguesia e aos seus partidos, fica a impressão de que a estratégia do PT está centrada em Lula defender Dilma em várias atividades e inaugurações, alavancando
a sua candidatura e contando apenas com a TV e o tempo emprestado pelos partidos burgueses.

A militância segue torcendo, mas em alguns lugares reage e quer impor sua vontade. Isso ocorreu no Maranhão. Os petistas votaram contra a aliança com a família Sarney, se recusaram a apoiar Roseana para governadora. A maioria da Direção Nacional do PT quer passar por cima da base no Maranhão e para isso ignora a democracia e ameaçam até mesmo destruir o partido.

Por que o PT faz isso? Em outra ocasião abordávamos o assunto e afirmávamos que é impossível colocar a militância nas ruas com um discurso vacilante para contemplar os acordos com a burguesia. Agora mesmo, Lula declara que vai vetar a queda do fator previdenciário e até ontem dizia vetar o reajuste de 7,7 % aos aposentados, mas acabou, sob pressão, aprovando o reajuste.

Dilma e Lula calam-se diante da reivindicação da jornada de 40 horas. Lula não fez a reforma agrária e deixa a criminalização correr solta contra os trabalhadores.

Para superar esta situação o PT e seus candidatos, os dirigentes, devem colocar o partido em movimento, nas ruas, saindo em defesa dos direitos dos trabalhadores. Chega de alianças que empurram o partido para a atrofia e para a destruição. Do jeito que a coisa vai o PT pode até ganhar, mas com esta política será refém da burguesia e jamais executará as tarefas em favor
dos trabalhadores, para edificar o socialismo.

PT SC: as alianças aceleram a destruição do partido

O PT SC realizou o Encontro Eleitoral, dia 29 de maio, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis. Estiveram presentes aproximadamente 500 militantes que aprovaram a homologação das candidaturas de Ideli Salvatti para o governo do Estado, de Claudio Vignatti para o Senado federal e das candidaturas dos deputados estaduais e federais.

Na mesa matutina, para discutir alianças e conjuntura, havia a salada dos partidos da coalizão com seus representantes. Ângela Albino (PC do B), Djalma Berger (PSB), Everton Wandall (PDT), Nelson Goetten (PR), Paulo Henrique Ferreira (PRB), bem como José Eduardo Dutra, Presidente Nacional do PT, José Dirceu, Direção Nacional do PT, José Fritsch, Presidente Estadual do PT, Ideli Salvatti e Claudio Vignatti.

Para eliminar a boataria que corre nos meios de comunicação de que Ideli abandonaria o barco da candidatura majoritária por pressão do Palácio do Planalto, o ex-ministro José Dirceu deixou claro que Ideli Salvatti será candidata ao governo do estado.

O objetivo da direção majoritária é de tentar ampliar o leque de alianças com os demais partidos da coalizão (PMDB e PP). A Esquerda Marxista, através da intervenção do vereador Adilson Mariano de Joinville, se colocou radicalmente contra a posição da coalizão afirmando que: “o governo Lula foi o melhor governo capitalista que o Brasil já teve. Porém, não foi para isso que construímos o PT.

Queremos que Dilma construa um governo socialista, unificando os trabalhadores e jovens do campo e da cidade e suas organizações como o MST, a CUT, a UNE, para ter governabilidade
com o povo”.

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