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O governo grego acaba de fechar um pacote draconiano para esmagar os trabalhadores

Wanderci Bueno




As medidas adotadas contra a Grécia, por ordens de Merkel e Sarkozi, são aterradoras.
É a capitulação vergonhosa do governo diante do imperialismo que hoje manda diretamente na Grécia por sobre seus governantes, em nome da salvação dos negócios da burguesia na Europa.
Diante destes ataques e da capitulação daqueles partidos que se dizem socialistas, só resta aos trabalhadores a luta, a mais decidida, para acabar com o capitalismo, varrer do mapa as instituições da burguesia.

Na Grécia os trabalhadores só podem tomar uma decisão para derrotar Merkel, Sarkozy: eles devem realizar uma greve geral por tempo indeterminado,  tomar as empresas e colocá-las para produzir sob controle operário, e conforme um plano nacional e democraticamente decidido pela classe e pelos proletários, combaterem pela edificação do socialismo. Fora disso, os trabalhadores serão arremessados, juntos com suas conquistas, para as épocas mais remotas do capitalismo. 

Quais as decisões?
*22% de redução no salário Mínimo, redução de 32% do salário mínimo para os menores de 25 anos de idade – isto significa que o nível atual de 751 € bruto vai cair para 586 € bruto, o que significa 470 euros por mês depois de pagos os impostos, ou 350 € para menores de 25. A redução do salário mínimo também significará uma redução no subsídio de desemprego que atualmente que trabalhadores recebem durante um na. O valor será reduzido a 460 €.
*Após a redução maciça do salário mínimo, o nível será congelado até 2015
*Um congelamento em todos os aumentos salariais até que o nível de desemprego seja reduzido de 20% para 10%
*Mudanças radicais em acordos coletivos de trabalho a serem feita até julho de 2012, o objetivo declarado é “alinhar a Grécia com os países concorrentes”, especificamente citam Portugal, países da América Central e do Leste Europeu. (Ou seja, onde as leis são as mais draconianas contra os trabalhadores) 
*O objetivo declarado das mudanças na legislação trabalhista e dos salários dos trabalhadores, é reduzir os custos trabalhistas em 15%.
*Cortes de € 3,3 mil milhões cortes nos gastos públicos, incluindo € 1 bilhão em despesas farmacêuticas. Cortes de € 300 milhões em pensões em 2012 e € 325 milhões em 2013 (o que inclui a redução das pensões dos funcionários de empresas estatais de telecomunicações OTE e Public Power Corporation em 15%, bem como dos marinheiros em 7 por cento).
*Fechamento de 15.000 postos de trabalho no setor público neste ano, como parte de uma meta de fechamento de 150.000 postos de trabalho até 2015.
Realmente, o capitalismo não pode mais atender as mais mínimas aspirações do povo. Os trabalhadores, ou abrem uma perspectiva revolucionária pela tomada do poder, construindo seu partido revolucionário, ou suas conquistas serão varridas do mapa!

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