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Nas eleições, nas lutas, no PT e na CUT, construir a Esquerda Marxista!

Neste momento em que se aproximam as eleições de 7 de outubro, após a grande greve dos servidores públicos federais, que só não se transformou em uma greve geral de servidores graças à ação bloqueadora das direções, em especial da direção da CUT, o centro das atenções dos trabalhadores concentra-se tanto na disputa eleitoral, quanto nas campanhas salariais de importantes categorias que ocorrem nesse 2º semestre.

Neste momento em que se aproximam as eleições de 7 de outubro, após a grande greve dos servidores públicos federais, que só não se transformou em uma greve geral de servidores graças à ação bloqueadora das direções, em especial da direção da CUT, o centro das atenções dos trabalhadores concentra-se tanto na disputa eleitoral, quanto nas campanhas salariais de importantes categorias que ocorrem nesse 2º semestre.

Para supostamente enfrentar a crise econômica o governo Dilma já aplicou várias das medidas adotadas pelos governos burgueses em diferentes países. Na realidade todas elas aprofundaram a crise e agravaram suas consequências.

A resolução política do 29º Congresso da Esquerda Marxista afirmava que:

Do ponto de vista econômico, toda a força e energia dos governos e organismos internacionais estão voltadas para garantir ou salvar o capital financeiro internacional, para pagar o principal e os juros usurários das dívidas feitas pelos capitalistas para sustentar artificialmente os mercados. Tendo criado “bolhas” e depois transformado as dívidas privadas dos capitalistas em dívidas públicas (aos gritos de “grandes demais para quebrar!”) agora gritam que é preciso esfolar o proletariado para pagar estas dívidas e impedir a quebra dos bancos e especuladores. É o mundo do capital financeiro.

Do ponto de vista político, a “democracia como valor supremo” foi posta de lado sem a menor cerimônia e os banqueiros e especuladores nomeiam através de seus agentes “governos técnicos” para garantir o pagamento de seus papéis.

Um exemplo foi a decisão do governo grego (ainda Papandreu) de “suspender” o direito dos sindicatos gregos realizarem acordos coletivos, ou seja, de poder representar sua categoria frente a patronal, numa clara tentativa de destruir as organizações de classe que o proletariado construiu em sua luta contra o capital”.

No Brasil, a crise empurra mais e mais as direções e o governo para a direita. Do ponto de vista econômico, o governo Dilma, que já distribuiu bilhões aos empresários, que já desonerou a folha de pagamentos, insuflou o mercado com a bolha de crédito, já não consegue mais esconder que aqui também fará o mesmo que seus pares estão fazendo na Europa, esfolará o proletariado para pagar as dívidas, salvar os bancos e especuladores.

O Ministro de Fazenda, Guido Mantega, anuncia seguidamente projeções para o crescimento do PIB do país em 2012, cada projeção é sempre inferior à projeção anterior. No início do ano declarava que o crescimento ficaria entre 4% e 4,5%, mas a realidade não se molda aos desejos governamentais e, diante dos resultados, a previsão de crescimento foi caindo progressivamente até chegar em 2% na semana passada. Já o mercado, que precisa ser mais realista, estima que o crescimento em 2012 não passará de 1,57%.

Novas medidas de salvamento do grande empresariado virão. Elas já estão sendo preparadas. E para não deixar grego nenhum envergonhado com as medidas antidemocráticas e draconianas que foram adotadas na Grécia contra os trabalhadores, aqui o governo Dilma, durante a greve dos servidores, baixou a medida fura greve, permitindo a substituição de grevistas por outros funcionários dos estados, municípios, ou terceirizados e cortou o ponto dos que paralisaram.

O governo cede à pressão da burguesia e estuda proibir as greves naquilo que chamam de setores essenciais.

O governo Dilma manobra pra não se desgastar com os trabalhadores e, para isso, tem contado com o apoio da maioria da direção da CUT que se recusa a unificar as categorias em campanhas, fugindo da perspectiva da greve geral, como o diabo foge da cruz.

Para buscar desmoralizar as organizações dos trabalhadores, a burguesia lança mão do julgamento do mensalão. O objetivo claramente não é nenhum combate à corrupção, mas de criminalizar o PT e a luta dos trabalhadores. José Dirceu, ao invés de chamar o partido e a classe contra a sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal, diz resignadamente estar preparado para ir para trás das grades. A condenação de José Dirceu, sem nenhuma prova, é a um só tempo, a exigência e o recado da burguesia para a criminalização dos dirigentes das greves, do MST, das Fábricas Ocupadas, etc.

Mas não há nada a fazer? Sim, os marxistas ousam dizer que sim. Os trabalhadores e a juventude devem se organizar e se mobilizar, lutar por suas reivindicações, exigir do PT o rompimento da coalizão com a burguesia.

A Esquerda Marxista participa do processo eleitoral com candidatos a vereador em algumas cidades (Roque em Bauru, Mariano e Moacir em Joinville, Caio em São Paulo, Virginio em Santa Cruz do Capibaribe, Prata em Campinas, João em Florianópolis, Ayrton em Jaraguá do Sul, Semindo e Otavio em Garuva) e ainda Miranda para prefeito da cidade de Caieiras. Utilizamos o período eleitoral para discutir política e aproximar contatos, nossos candidatos apoiam e estão ao lado da mobilização dos trabalhadores, como a greve dos bancários e dos correios, das campanhas salariais dos químicos, petroleiros e metalúrgicos do ABC.

No PT, combatemos para agrupar todos os sinceros militantes que permanecem fiéis à luta de classe. Almejamos assim construir uma organização revolucionária com influência de massas. Esse é o método que os bolcheviques, Lenin e Trotsky, defenderam. Este é o método que a Corrente Marxista Internacional defende e aplica cotidianamente. Com este método foi erguido o mais poderoso partido operário da história capaz de realizar uma vitoriosa revolução na Rússia, depois esmagada pela reação burocrática do stalinismo e pelas forças do capitalismo.

A Corrente Marxista Internacional e sua seção no Brasil, a Esquerda Marxista, são herdeiras desse combate do proletariado por sua emancipação. Chamamos você para se juntar a nós nesta batalha!

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