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Mulheres! Lutemos ombro a ombro com os operários, lutemos contra o capitalismo

No dia 08 de março comemorou-se o dia internacional da mulher. Toda imprensa e organizações sociais registraram a data com homenagens e protestos, mas é preciso se perguntar: Onde estamos com relação à construção de uma sociedade livre de toda a opressão contra a mulher?

No dia 08 de março comemorou-se o dia internacional da mulher. Toda imprensa e organizações sociais registraram a data com homenagens e protestos, mas é preciso se perguntar: Onde estamos com relação à construção de uma sociedade livre de toda a opressão contra a mulher?

Para isso, se faz necessário entender que sociedade é essa. É verdade que em alguns lugares a sociedade avançou um pouco com relação à mulher, ou seja, na luta, as mulheres e homens, operários e operárias, arrancaram dos capitalistas alguns direitos. Mas é verdade também que existem lugares em que as mulheres vivem ainda intensamente subjugadas e exploradas, oprimidas, sem direitos.

Por outro lado, qualquer direito que se conquiste com relação a igualdade social das mulheres é uma contradição em si, pois está implícito neste direito uma referência social de desigualdade e que essa sociedade, acima de tudo, é uma sociedade de classes, machista e que, faz parte da essência deste sistema, a opressão.

Compreender isso é sem dúvida nosso maior desafio, não para as mulheres, mas para todos os oprimidos.

As mulheres, de diferentes lugares e diferentes culturas buscam a liberdade social, liberdade que consiste em viver em sociedade de forma fraterna, onde homens, mulheres, idosos, jovens e crianças vivam em harmonia. Mas, é possível isso na sociedade capitalista? Nós, os marxistas, dizemos que não.

Não há nenhuma dúvida de que, diariamente, qualquer mulher, homem, jovem ou idoso que se diz revolucionário precisa levar um combate contra toda e qualquer forma de opressão contra a mulher, todavia, é preciso esclarecer que isso são lutas transitórias importantíssimas, mas que a única forma de libertamos a mulher de toda a opressão é construindo outra sociedade e nenhum revolucionário pode se furtar de explicar isso.

É por esse motivo, que explicamos nossa divergência com os movimentos feministas, os quais entendem, de forma geral, a questão mulher como uma luta descolada da classe com a qual elas pertencem, como uma luta em si e não uma luta contra o sistema capitalista. Não vai aqui nenhuma desqualificação às feministas, ao estudo de diferentes linhas sobre a questão da mulher, vai aqui uma diferença teórica do que entendemos como a luta pela emancipação da mulher. Para nós, os marxistas, a sociedade está dividida em duas grandes classes predominantes e, portanto, não é possível travar um combate genérico sobre a questão da mulher, mas sim um combate sistemático de lutar pelos direitos, mas em especial de organizar a luta pela derrubada desse sistema podre.  Para nós, as mulheres, como todos os seres humanos, estão inseridas em classes e, portanto, não têm o mesmo papel na sociedade e não defendem as mesmas coisas.  Não é possível entender a Margaret Thatcher igual a Rosa Luxemburgo, assim como não entendemos como iguais as lutadoras do MST e as socialites da rede globo.  São mulheres como água e óleo e, certamente, não se misturariam jamais.

Por isso, nossa atenção com discussões como as cotas para mulheres no parlamento, ou em entidades sindicais. Não fazemos uma luta pela participação forçada, compulsória, sem princípios de ninguém. A participação das mulheres em todos os ambientes públicos deve ser fruto da história de luta e do reconhecimento da classe e não de uma lei que transforma a mulher em um número, em um produto que precisa ter espaço, sem qualquer princípio ou ideal.

Convidamos a todas as mulheres que querem construir uma outra sociedade, a socialista, para que se juntem a nós.

Viva o Socialismo!

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