Início / Luta de Classes / Movimentos sociais brasileiros repudiam repressão policial no México

Movimentos sociais brasileiros repudiam repressão policial no México

Na tarde desta quarta-feira (02/09), foram realizados atos simultâneos em frente aos consulados mexicanos de São Paulo e do Rio de Janeiro contra a repressão policial no México.

Na tarde desta quarta-feira (02/09), foram realizados atos simultâneos em frente aos consulados mexicanos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Em São Paulo, uma delegação formada por estudantes, militantes da Esquerda Marxista, da UJC e da campanha “Público, Gratuito e Para Todos” se manifestou em frente ao edifício do Consulado Mexicano exibindo uma faixa exigindo o fim da repressão policial no México. Cidadãos mexicanos que esperavam para ser atendidos no Consulado, vieram cumprimentar os manifestantes pela ação.

O Cônsul Luis Gerardo Hernández Madrigal aceitou receber a carta, permitindo a entrada de apenas um representante da delegação. O camarada Caio Dezorzi, da Corrente Marxista Internacional, entregou a carta dirigida ao governo mexicano, assinada por diversos movimentos sociais e organizações políticas brasileiras (ver abaixo). Os movimentos que assinaram a carta planejam nova visita ao Consulado no fim de setembro para cobrar uma resposta do Governo mexicano.

No Rio de Janeiro uma delegação de 15 pessoas, composta por estudantes, lideranças comunitárias, assessores parlamentares e sindicalistas, com participação do companheiro Marcelo Schimidt da corrente Unidade Classista, Munhoz da CUT-RJ e membros da direção dos petroleiros do RJ. Tal delegação realizou ato com falações em frente ao consulado.

A embaixadora María Cristina de la Garza Sandoval recebeu uma delegação de 5 pessoas, composta pelo camarada Fernando Leal da Esquerda Marxista, o companheiro Emanuel Cancella, da direção do Sindicato dos Petroleiros do RJ, o companheiro Mauro Nunes da Associação de Pais de Alunos da Rede Pública do RJ, o companheiro Pedro Mansur do RUA – Juventude Anticapitalista, a companheira Dodora, em nome do mandato do Deputado Estadual do PSOL Flávio Serafini, que entregou a mesma carta entregue em São Paulo, que pode ser lida abaixo.

Fotos do ato no RJ: Pedro Mansur e Rafael Duarte (Agência Petroleira de Notícias)

Ao Governo Mexicano

Vimos por meio desta expressar nosso repúdio aos acontecimentos que se sucederam na noite do último dia 26 de agosto na Cidade do México. Tomamos conhecimento de que, após o término da manifestação popular que lembrava os 11 meses do desaparecimento dos 43 normalistas de Ayotzinapa, a Polícia do Distrito Federal, comandada pelo Sr. Miguel Ángel Mancera, deteve e espancou vários dos manifestantes que já buscavam voltar para suas casas. Dentre os agredidos pela Polícia estavam mães dos normalistas desaparecidos de Ayotzinapa, jornalistas independentes e lideranças do movimento estudantil da Cidade do México, mais precisamente do CLEP (Comitê de Luta dos Estudantes do Politecnico) e do MENA (Movimento dos Estudantes Não-Admitidos) do IPN (Instituto Politecnico Nacional). Um dos agredidos é o conhecido editor do Jornal “La Izquierda Socialista”, membro do Conselho Nacional do MORENA (Movimiento Regeneración Nacional) e dirigente da CMI (Corrente Marxista Internacional) no México, Ubaldo Meneses.

Consideramos que este ataque violento e covarde é um ataque político contra o movimento estudantil da Cidade do México, contra o movimento pela reaparição dos 43 de Ayotzinapa, contra o CLEP, contra o MENA e contra a CMI no México (representado por “La Izquierda Socialista”). Um ataque político que evidencia ainda mais o caráter antidemocrático do Estado mexicano.

Repudiamos o ocorrido e exigimos que o governo mexicano se pronuncie e tome medidas de reparação às vítimas deste ataque.

  • Pela liberdade de expressão e manifestação no México!
  • Abaixo a repressão policial no México!
  • Parem os ataques contra os estudantes do IPN e suas organizações!
  • Um ataque a um é um ataque a todos!
  • Exigimos a reaparição dos 43 normalistas de Ayotzinapa com vida!

Assinam:

Campanha “Público, Gratuito e Para Todos!”

Campanha “O Petróleo tem que ser nosso”

Campanha “Tirem as Mãos da Venezuela”

Esquerda Marxista (seção brasileira da CMI)

Mandato do Vereador Adilson Mariano (Joinville-SC)

Mandato do Vereador Roque Ferreira (Bauru-SP)

Movimento JUNTOS!

Movimento Negro Socialista

MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra

PRÁXIS

SINSEJ – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville-SC

SINTRASEM – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis-SC

UJES – União Joinvillense dos Estudantes Secundaristas

Deixe seu comentário

Leia também...

Dois projetos que privatizam a Educação Infantil em Florianópolis

Estão em tramitação na Câmara Municipal de Florianópolis dois projetos de lei que atacam frontalmente …