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Movimento Negro Socialista realiza atividades em Brasília

Realizamos no dia 25 de Agosto duas atividades do Movimento Negro Socialista (MNS). No Distrito Federal: A crise do capitalismo e a luta da juventude negra e austeridade e os impactos para a população negra. Essas atividades tiveram como objetivo dar continuidade  à construção  da luta contra o racismo e o capitalismo, em todo o Brasil. 

No turno da manhã fizemos uma atividade voltada para a juventude, onde discutimos os problemas reais que os jovens sofrem, em especial os jovens negros. Montamos uma banca com livros, revistas e materiais políticos no pátio da Biblioteca Nacional de Brasília, onde fizemos uma roda de conversa aberta a todos interessados.

Um dos temas tratados foi a educação. Onde atualmente a juventude sofre um grande ataque, seja através da PEC 55, que impede aumentar os investimentos em educação, ou seja, faz com que as escassas vagas no ensino superior  se mantenham congeladas e os estudantes sem assistência estudantil.

Já no ensino básico a juventude sofre o pior ataque já visto contra a educação, que é a reforma do ensino médio, que tem como objetivo principal precarizar a formação para lançar ao jovens cada vez mais cedo no mundo do trabalho e sem direitos, tudo isso disfarçado de “melhorias”, como pinta o governo.

 O alvo central desses ataques são a juventude da classe trabalhadora, e por isso a carga mais pesada recairá sobre os jovens negros que sempre contaram com escolas sucateadas e educação de pior qualidade.

 Negar o direito à educação é negar o direito ao trabalho, a um futuro.  E esta prática unida ao racismo, faz com que nós negros, sejamos justamente os principais prejudicados. 

Falamos também dos homicídios e violência que matam jovens nos bairros operários todos os dias, na cidade e no campo.

Na parte da tarde nossa atividade se deu no SINDSASC (Sindicato dos Servidores da Assistência Social e da Cultura). Nesse encontro discutimos com os trabalhadores presentes como as reformas trabalhista e da previdência vão afetar a vida dos trabalhadores negros, que são a maioria da classe trabalhadora no Brasil e que ainda ocupam os cargos mais mal remunerados.

Debatemos a realidade social no DF e a crise política que atravessa a organizações sindicais e os partidos que se reivindicam da classe trabalhadora. Um dos assuntos em que concentramos o debate foi a crise das direções dessa entidades que não estão conseguindo mobilizar suas bases para a luta ou estão freando as mobilizações que surgem no DF e no Brasil, situação que deixa os trabalhadores sem referência e ponto de apoio no combate ao capital e aos governos que aplicam sua política.

 Como alternativa a essa descrença nos moldes burguês é preciso apresentar uma saída real para a classe operária. Um saída é organizar um encontro Nacional da classe trabalhadora, onde o centro da luta seja combater as reformas, de Temer e esse Congresso Nacional podre.

Em ambas atividades explicamos a necessidade do socialismo como única saída para derrotar, de uma vez por todas esses ataques. O Movimento Negro Socialista entende que o racismo e o capitalismo são duas faces de uma mesma moeda, como nos explicou o militante sul africano Steve Biko. Sendo assim, combater o racismo exige combater também o capitalismo e seus métodos para dividir a classe trabalhadora.

 O MNS convida todos aqueles que se indignam com o racismo e a descriminação a se juntarem conosco nessa luta.

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