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Marrocos: Um balanço de dois anos de luta contra a Ditadura e a Exploração – ‘A Ditadura da Monarquia pode ser derrubada através da Luta de Classe’

 

Há dois anos, em 20 de fevereiro de 2011, uma vaga de protestos começou contra o regime marroquino. Era somente uma imitação dos acontecimentos na Tunísia e no Egito ou os jovens e trabalhadores de Marrocos têm suas próprias razões para tomar as ruas?

As revoluções tunisiana e egípcia que derrubaram alguns dos mais notórios ditadores na região são uma grande fonte de inspiração para o povo marroquino em geral e para sua juventude em particular. Elas mostram que é possível derrubar regimes ditatoriais como um meio de reconquistar nossa dignidade e liberdade. Mas não se trata apenas de imitar as revoluções tunisiana e egípcia. Marrocos é reconhecido por seu forte e combativo movimento ainda antes da irrupção dos acontecimentos revolucionários na Tunísia e no Egito.

Há dois anos, em 20 de fevereiro de 2011, uma vaga de protestos começou contra o regime marroquino. Era somente uma imitação dos acontecimentos na Tunísia e no Egito ou os jovens e trabalhadores de Marrocos têm suas próprias razões para tomar as ruas?

As revoluções tunisiana e egípcia que derrubaram alguns dos mais notórios ditadores na região são uma grande fonte de inspiração para o povo marroquino em geral e para sua juventude em particular. Elas mostram que é possível derrubar regimes ditatoriais como um meio de reconquistar nossa dignidade e liberdade. Mas não se trata apenas de imitar as revoluções tunisiana e egípcia. Marrocos é reconhecido por seu forte e combativo movimento ainda antes da irrupção dos acontecimentos revolucionários na Tunísia e no Egito.

O Movimento 20 de Fevereiro representou uma mudança qualitativa no movimento de protesto em Marrocos e uma continuação histórica da rebelião do povo marroquino. As massas marroquinas saíram às ruas em várias cidades através de todo o Marrocos em marchas e levantamentos e encontraram repressão e assassinatos por parte do aparelho repressivo do regime ditatorial. As massas marroquinas sabem muito bem o que elas não querem mais: desemprego, pobreza, exploração etc. Isto se revela nas demandas econômicas e sociais que foram levantadas (justiça social, investigação e julgamento dos ladrões do dinheiro público etc.) durante aqueles protestos. Dessa forma, o Movimento 20 de Fevereiro, os protestos e os levantes das massas marroquinas não resultam da imitação dos acontecimentos nos países vizinhos, mas fundamentalmente são o resultado do descontentamento público e da rejeição da realidade da tirania e da exploração impostas pela monarquia ditatorial para servir aos interesses dos capitalistas e do imperialismo.

Quais eram os componentes do Movimento 20 de Fevereiro e dos protestos?

O Movimento 20 de Fevereiro era composto de correntes revolucionárias de esquerda e de algumas correntes reformistas, bem como de fundamentalistas islâmicos de “Justiça e Caridade”. Mais importante ainda: muitos jovens sem qualquer filiação política ou organizacional eram ativos no movimento. Note-se que os fundamentalistas islâmicos se retiraram do Movimento 20 de Fevereiro, confirmando nossa análise da natureza contrarrevolucionária e antidemocrática deste grupo (ver nosso artigo em árabe المغرب: حركة 20 فبراير ومستقبل الثورة حوار ).

Quais eram as reivindicações do Movimento 20 de Fevereiro e qual é a posição dos marxistas?

O Movimento 20 de Fevereiro exigia democracia em geral e em termos vagos, mas ele também incluía demandas com caráter de classe, como o imediato cancelamento da privatização dos setores estratégicos e o retorno da terra confiscada aos camponeses, um fundo de compensação para benefícios desemprego para o desempregado, empregos para os diplomados e outras demandas.

Os marxistas naturalmente apoiam as reivindicações do Movimento 20F por reformas, mas não as consideramos como a essência e a finalidade do movimento. Ao mesmo tempo, nós propomos nossas reivindicações transicionais e sublinhamos o caráter de classe da luta contra a tirania.

O Movimento 20F tem passado por mudanças desde o início. Em sua opinião, quais foram as diferentes etapas de seu desenvolvimento?

Durante o primeiro ano ele foi capaz de mobilizar inicialmente milhares de jovens. O movimento ainda era capaz de conquistar muitas concessões do sistema. Nessa primeira etapa, o Movimento também experimentou uma série de crises internas, deserções e expulsões, e acusações mútuas entre seus componentes, contra o pano de fundo de muitas questões e problemas.

O segundo ano foi um período de declínio em que praticamente não se realizavam reuniões em meio a um clima de tensão. O número de manifestantes e de protestos caiu em algumas cidades a zero e em outras o Movimento continuou.

Os islâmicos de “Justiça e Caridade” (Salafistas) fizeram parte do Movimento 20F. Qual era o seu papel?

Desde o início ficou claro para nós que este grupo era um reacionário e feroz defensor da propriedade privada. Os fundamentalistas não são progressistas ou democráticos. Se eles participavam no movimento desde o início, isto aconteceu porque, por um lado, eles estavam sob a pressão de suas próprias fileiras e, por outro, correspondia ao desejo de seus líderes utilizarem o movimento para pressionar a classe dominante a fim de ganharem uma fatia do bolo. Eles tomavam parte por razões oportunistas. Quando o movimento enfrentou a repressão, eles se esconderam. A única coisa que queriam era lutar por ganhos políticos limitados aos seus interesses, como o direito a formar um partido político. Na verdade, eles nunca adotaram as reivindicações do movimento; eles não são democratas; eles não se opõem à tirania e ao capitalismo.

Qual era a posição do movimento trabalhista e sindical com relação ao Movimento 20F? Houve greves e, se houve, quais eram suas demandas?

Os trabalhadores participaram ativamente nas manifestações. Junto aos seus filhos e filhas (estudantes e desempregados etc.), eles formavam a espinha dorsal do movimento. Mas sua presença ainda era desorganizada e sem quaisquer palavras de ordem politicamente conscientes de classe. O papel da liderança dos sindicatos neste contexto foi ruim, quando recusaram mobilizar a classe trabalhadora na base de reivindicações claras. Nem a cúpula do sindicato queria unificar e centralizar a luta econômica e política da classe trabalhadora, nem convocar uma greve geral que, se ocorresse, teria resolvido o conflito com a ditadura e com os patrões de forma rápida e com menos perdas de vida.

As burocracias sindicais são reféns das ilusões sobre “paz social” e temiam a luta revolucionária da mesma forma que a burguesia a teme. Isto é assim porque o regime fez pequenas concessões no acordo de negociação coletiva entre os sindicatos e o estado. Seu objetivo era neutralizar a classe trabalhadora e separá-la do movimento mais amplo ao aceitar magros aumentos salariais em troca de paz social. Esses aumentos resultaram do surto revolucionário geral no país. Mas isto não significa que o movimento dos trabalhadores não entrou em greve ou que deixou de tomar parte em outras formas de protesto, como ficou demonstrado pelas greves dos trabalhadores mineiros de Bouazar, nas lutas dos mineiros em Khouribga e em outras heroicas lutas dos trabalhadores.

Qual foi a reação do sistema ao Movimento 20F?

A maioria das manifestações do Movimento 20 de Fevereiro enfrentou repressão brutal no pleno significado da palavra. A repressão resultou em mais de nove mártires (em Al Hoceima, Safi e Bni Bouayach e Sefrou…) e em dúzias de detidos, que ainda estão padecendo na prisão, bem como um número indeterminado de feridos. O regime também lançou uma campanha de calúnias e mentiras através da mídia contra nós e tentou brecar o movimento com a ajuda dos serviços de inteligência e de elementos provocadores.

O regime combinou a repressão brutal com falsas promessas, manobras, campanhas tendenciosas da mídia, e através do clero e das mesquitas. Em um discurso em nove de março de 2011 o rei Mohammed VI anunciou uma revisão da constituição objetivando promover um sistema de direitos humanos e de eleição democrática do governo. O comitê encarregado de elaborar o projeto da nova constituição deixou os poderes do rei intocados. As reformas foram logo aprovadas em um referendo fraudulento com o objetivo de dar continuidade ao status quo da tirania e da autocracia. Por esta razão, este referendo tentou retratar a imagem do rei fazendo algumas concessões. Direcionando a repressão contra a ala mais radical do movimento da juventude revolucionária, esperava dividir o Movimento 20F. As reformas constitucionais também objetivavam desviar a atenção da luta em curso nas ruas, fábricas e universidades e canalizá-la na direção dos debates constitucionais e legais concebidos por acadêmicos corruptos.

A entrada dos islâmicos de “Justiça e Desenvolvimento” no governo mudou a situação? Qual é sua política? O governo teve êxito em satisfazer as reivindicações das massas?

O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (PJD) chegou ao poder carregando um grande número de esperanças e promessas. O PJD tinha a imagem de “partido de oposição” que “trará as necessárias reformas” etc. À mídia oficial contribuiu na disseminação destas ilusões falando sobre “realizações da oposição” e sobre a “sábia liderança” do PJD. O partido prometeu, por exemplo, que quando chegasse ao poder, a economia cresceria a uma taxa não menor que 7% ao ano.

Mas todas estas esperanças se evaporaram logo após os primeiros dias de seu governo. Os preços da alimentação se elevaram acompanhando a decisão de aumentar o preço dos combustíveis.

A repressão não diminuiu. Pelo contrário, os movimentos e levantes em várias regiões e cidades foram brutalmente tratados resultando na morte de dois estudantes.

E as coisas se tornaram piores com a ameaça do governo de cancelar o fundo de compensação que subsidia produtos alimentícios básicos.

O Movimento 20F perdeu sua oportunidade. Por que isto aconteceu em sua opinião? Existem outras formas de protesto hoje?

O declínio era esperado devido à ausência de uma alternativa política e de um horizonte claro para a juventude envolvida na luta. Isto beneficiou temporariamente às forças da contrarrevolução. A situação em toda a região árabe depois da derrubada dos ditadores também está despertando o interesse dos jovens revolucionários. Eles estão buscando ativamente uma explicação e um caminho para a revolução. A reação das massas egípcias contra o governo de Morsi, a greve geral na Tunísia e os levantes contra a coalizão liderada por Ennahda trouxeram um renovado ímpeto. É claro que as massas têm um forte desejo de não permitir que sua revolução seja desviada pelas forças reacionárias. Isto é muito positivo e a revolução em Marrocos certamente se beneficiará disto.

Então, os atuais acontecimentos na Tunísia (greve geral, a segunda revolução) e no Egito (lutas contra o governo de Morsi) também afetam o Marrocos?

Naturalmente que eles afetam a situação política em Marrocos. A juventude e a classe trabalhadora em Marrocos acompanham com grande interesse o curso dos acontecimentos ali. Cada vitória das massas tunisianas e egípcias tem impacto positivo no moral e na consciência das massas do povo em Marrocos. O mesmo acontece com cada revés. A lição mais importante das revoluções egípcia e tunisiana é sobre a natureza das forças fundamentalistas e de suas práticas quando estão no governo. No passado, este debate pareceria teoricamente “abstrato”, e existiriam ilusões sobre a necessidade de se ter amplas alianças contra a ditadura, incluindo os fundamentalistas. Agora, os movimentos fundamentalistas estão sendo testados e este teste ajuda as massas a entender melhor sua natureza reacionária.

Apesar de dois anos de protestos o regime ainda está no poder. Algumas pessoas tiraram conclusões pessimistas sobre a possibilidade de uma revolução no Marrocos. O que você pensa disto?

Primeiramente, gostaria de fazer uma distinção entre dois tipos de defensores de tais sombrios pensamentos. Na primeira categoria estão os falsos intelectuais e ex-revolucionários e “radicais”. Estes cavalheiros e damas são sempre pessimistas. Eles não necessitam analisar a situação objetiva. Não depositam nenhuma confiança na classe trabalhadora ou na juventude revolucionária. Seu papel é disseminar a frustração e o pessimismo entre as gerações mais jovens. Na mais leve e temporária calmaria do movimento, eles choramingam dizendo: “Eu não disse? É inútil lutar”. Esses elementos não têm substância e logo serão empurrados para o lado pela nova vaga da revolução.

Na segunda categoria estão os grupos de jovens que enfrentaram a luta sem uma bússola ou perspectiva e sem experiência. Lutaram durante dois anos e fizeram grandes sacrifícios. E devido à falta de experiência acreditaram que a revolução seria como uma marcha contínua até a vitória, sem calmarias, viradas ou revezes. Mas no final foram surpreendidos pela amarga realidade, e ficaram frustrados. Estes jovens, ou pelo menos os melhores elementos deles, podem aprender lições corretas quando ajudados pelos marxistas. Eles aprenderão que a revolução é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte como Marx sempre sustentou. E eles necessitarão absorver a teoria revolucionária e construir uma organização revolucionária, e entre eles você encontrará os melhores líderes da revolução marroquina.

Como você vê a possibilidade de derrubada do regime em Marrocos?

Atualmente, o sistema está muito fraco. Existem crises em todos os níveis. Sua base social é fraca e reduzida. Seus patrocinadores imperialistas não lhe dá mais apoio incondicional, cujas consequências puderam comprovar através de sua experiência na Tunísia, no Egito, na Líbia etc.

Por um longo tempo os notáveis (a elite local e regional de quadros administrativos e judiciais) formaram uma sólida base para a continuidade do regime, mas eles não têm mais a mesma força de antes. A classe média urbana está desabando continuamente e até mesmo se juntou a alguns movimentos de protesto, ou, pelo menos, simpatizaram com eles. Os partidos reformistas não têm nenhuma capacidade de influenciar a rua. E as falsas promessas de reformas e a nova constituição não têm mais o mesmo impacto de antes, particularmente desde que as massas estão acumulando experiências a cada dia à luz da miséria, da exploração e da opressão. A maior de todas as mentiras não pode resistir ao teste da realidade.

O aparelho repressivo está mostrando sinais de exaustão e o descontentamento aparece de vez em quando em suas fileiras. Até mesmo o exército está dividido e testemunha uma agitação silenciosa. A primeira tentativa de dirigi-lo contra o movimento poderá dividi-lo ao longo de linhas de classe. Isto explica o adiamento do uso do exército, até agora. O regime prefere usar bandoleiros e gangs recrutadas dentre os filhos da classe média e do lumpenproletariado, mais do que contar com o exército para reprimir o movimento.

Todos os dados econômicos e políticos indicam que o sistema existente em Marrocos é imensamente mais fraco do que o regime de Ben Alí na Tunísia, de Mubarak no Egito ou de Kadhafi na Líbia. E, dessa forma, derrubar a ditadura não é uma questão impossível.

Para derrubar o regime em Marrocos deveria acontecer o seguinte.

A classe trabalhadora deve se juntar ao movimento com demandas independentes e com os tradicionais métodos de luta: a greve geral, levantamentos armados etc.

Com um partido revolucionário dotado de programa claro e enraizado nos sindicatos, nas escolas e nos bairros, com necessária credibilidade aos olhos das massas, tornaria possível não somente derrubar o regime, como aconteceu no Egito e na Tunísia, como também levar a classe trabalhadora ao poder político.

Alguns poucos milhares de marxistas organizados, verdadeiramente enraizados nas massas, poderiam conduzir a revolução a bom termo. Os trabalhadores, como durante a Comuna de Paris, têm provado que podem tomar o poder. O que é necessário para consolidar este poder e generalizá-lo é o que Marx disse “atacar imediatamente Versalhes e nacionalizar o Banco Central”. Assim, o papel dos marxistas hoje é o de trazer o programa correto, as demandas, os métodos e a estratégia. Novamente, as revoluções tunisiana e egípcia são uma clara evidência do que estamos dizendo.

O que você espera que aconteça nos próximos meses em Marrocos?

Nossa perspectiva geral dos acontecimentos nos próximos meses é por uma intensificação da luta de classe. Esta convicção está baseada na compreensão científica da situação política e econômica em Marrocos, na região e no mundo.

A crise do capitalismo continua a piorar. Não há nenhuma saída no horizonte. Esta havendo uma pressão devastadora sobre o sistema em Marrocos. Todos os indicadores estão no vermelho: o desemprego alcançou níveis muito altos, um terço dos jovens não tem nenhum emprego, os preços estão se elevando, as condições de vida e de trabalho estão se tornando intoleráveis. No ano passado, 60 mil acidentes de trabalho foram oficialmente informados, incluindo dois mil acidentes letais.

A dependência com relação aos poderes econômicos estrangeiros aumentou. No ano passado, as exportações cobriram somente 47% de todas as importações. O déficit comercial representa 24% do PIB. A dívida pública representa agora 70% do PIB anual. Os custos de manutenção da dívida pública, bem como os gastos públicos em educação, saúde e investimento! Três quartos da renda do estado vêm dos impostos sobre a classe trabalhadora, pequenos camponeses e pobres!

A solução da classe dominante para sair da crise é aumentar os ataques sobre as conquistas e direitos da classe trabalhadora e dos pobres em geral, que é o que estamos testemunhando nas sucessivas ações do governo.

No lado político há um forte ataque sobre as pequenas conquistas em termos das liberdades que foram obtidas graças às amargas lutas que duraram décadas.

O ataque sobre os fundos de pensões e sobre os salários, a tentativa de impor uma lei restringindo o direito de greve, estão todos afetando diretamente a classe trabalhadora e suas conquistas. Isto empurrará  a classe trabalhadora a responder com toda a força.

A classe dominante, ou pelo menos parte das facções mais estúpidas representadas pelo palácio e pelo primeiro-ministro, tem a ilusão de que está tendo êxito em desgastar a tormenta revolucionária. Imaginam que a situação está “voltando ao normal”, isto é, voltando à situação que existia antes de 20 de fevereiro de 2011. É por esta razão que eles estão pensando que é o momento de ir à ofensiva. Mas os dias e os meses a frente vão obrigatoriamente mostrar o quanto eles estão errados. A roda da história não pode retroceder. O gênio da revolução escapou da garrafa.

Isto já é visível nas lutas que se renovam nos campus através dos estudantes universitários, na luta contínua dos “diplomados desempregados” e em alguns levantamentos nos bairros populares de Marraquesh no ano passado contra o aumento dos preços (المغرب – مراكش: جماهير حي سيدي يوسف بن علي يصنعون التاريخ فلنعمم التضامن ولنعمم النضال) e no campo (a luta por infraestruturas básicas e contra os efeitos devastadores do sistema de microcrédito sobre as mulheres aldeãs) ou nas greves no setor hoteleiro, na agricultura, na mineração e no departamento de justiça, entre os professores e nos hospitais.

Tudo isto anuncia uma nova vaga de luta, uma gigantesca repercussão, que coloca para nós marxistas novos e maiores desafios teóricos e organizacionais.

Tradutor: Fabiano Adalberto

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