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Liberdade para os cinco heróis cubanos presos nos EUA

Publicamos abaixo trechos do texto de Emílio Marín sobre a prisão e a luta pela libertação dos cinco combatentes cubanos presos e condenados nos EUA há 13 anos. 

Vejam o vídeo que recebemos de Tina Camará. Tina gostaria que o mesmo chegasse até a presidente Dilma e que ela fizesse algo pela libertação dos cinco heróis! Aliás, é esse o pedido dos parentes dos cinco presos que falam neste vídeo.

Agencia Latino Americana de Informação


Almir Marín
(…) Em 12 de setembro completaram-se treze anos da detenção de Antonio Guerrero (Miami, 1958) Engenheiro de Construção em Aeroportos, poeta; Fernando Gonzalez (Havana, 1963), graduado do Instituto de Relações Internacionais (ISRI) de Cuba; Gerardo Hernández (Havana, 1965), graduado do ISRI, cartunista; Ramon Labañino (Havana, 1963), Bacharel em Economia na Universidade de Havana e René González (Chicago, 1956), piloto e instrutor de vôo.
Em Cuba e no resto do mundo, onde existem 300 comitês pela Liberdade são conhecidos como Antonio, Fernando, Gerardo, Ramón e René. Eles são os heróis da República de Cuba, depois de terem arriscado suas vidas para salvar sua terra natal e mantiveram seus princípios, apesar das duras condições na prisão.
Eles suportaram 17 meses no “buraco”, que são as celas de castigo, incomunicáveis, mesmo no período em que seus advogados mais precisavam para se comunicar com eles, para preparar as suas defesas no julgamento arranjado que foi realizado em Miami.
E ali foram condenados, no total, a quatro prisões perpétuas mais 77 anos de prisão. Qualquer leitor que tivesse visto essas severíssimas condenações pensariam que este homens fossem assassinos em série, ou renomados terroristas membros do bando de Osama Bin Laden. Que foram presos com toneladas de explosivos ou com as mãos manchadas de sangue americano.
Nada disso. Os cinco patriotas cubanos foram infiltrados nos círculos de terroristas cubano-americanos de Miami. Sua tarefa era monitorar as atividades desses grupos violentos, financiado pela infame Fundação Nacional Cubano Americana, que colocou bombas em hotéis de Havana. Luis Posada Carriles, o mesmo que com Orlando Bosch tinha organizado o atentado ao avião da Cubana em Barbados em outubro de 1976 (73 mortos), enviado para Havana mercenários salvadorenhos para plantar bombas em hotéis. Assim, em 1997, matou italiano Fabio Di Celmo. Eles mataram dois coelhos com uma cajadada só: pessoas inocentes morreram e, incidentalmente, arruinaram o turismo para Cuba, que era uma fonte indispensável de divisas para superar o bloqueio dos EUA (…)

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