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Ku-Kux-Klan em 15 de setembro de 1963 assassinou 4 crianças

Este artigo foi escrito há 2 anos passados. Vale a pena relembrar esta triste e trágica data. A violência até hoje impera ao lado do fanatismo religioso e do racismo. Nos EUA, no dia 15 de setembro de 1963, há exatos 50 anos, uma dúzia de bananas de dinamite foram colocadas na Igreja Batista da 16th Street da cidade de Birmingham, estado de Alabama, EUA, em um atentado racista cometido por membros da organização terrorista de extrema direita Ku-Kux-Klan.

Este artigo foi escrito há 2 anos passados. Vale a pena relembrar esta triste e trágica data. A violência até hoje impera ao lado do fanatismo religioso e do racismo. Nos EUA, no dia 15 de setembro de 1963, há exatos 50 anos, uma dúzia de bananas de dinamite foram colocadas na Igreja Batista da 16th Street da cidade de Birmingham, estado de Alabama, EUA, em um atentado racista cometido por membros da organização terrorista de extrema direita Ku-Kux-Klan.

Essa igreja ficou famosa por reunirem-se nela importantes e combativos militantes da luta pelos direitos civis, que se acirrou no início da década de 1960, nos E.U.A. Quatro meninas afro-americanas (Cynthia Wesley, Carole Robertson e Addie Mae Collins, todas com catorze anos de idade, e Denise McNair, de 11 anos de idade) foram assassinadas nesse atentado que ainda feriu cerca de vinte pessoas.

Dos quatro autores do atentado, apenas um foi julgado, sendo condenado à prisão perpétua. Isso apenas há dez anos, no dia 1º de maio de 2001, 38 anos após o atentado! Seu nome Thomas Blanton, antigo membro da Ku-Kux-Klan.

A Ku-Kux-Klan foi uma associação fundada no ano de 1865 nos E.U.A., logo após a Guerra da Secessão (1861/65). Como um dos resultados dessa guerra civil foi a abolição da escravidão em todo o território dos E.U.A., um grupo de brancos racistas criou essa associação com o objetivo de impedir que os afro-descendentes pudessem se integrar á sociedade com direitos como o direito a voto e de aquisição de terras. A associação criminosa terrorista promovia passeatas e manifestações racistas, além de crimes, ao perseguir, linchar e assassinar covardemente afro-descendentes. Também perseguiam judeus, católicos e latinos, e quem mais desafiasse a aristocracia branca sulista. Atentados incluíam incêndios a propriedades ou colheitas de quem se opusesse suas políticas racistas. Eles ainda existem hoje, defendendo os mesmos princípios racistas de sua formação, ainda que com menos adesões.

Esse grupo terrorista chegou a 4 milhões de membros em 1920, vários deles em posições influentes, entre políticos, juízes e legisladores, além da burguesia e aristocracia rural sulista. Em estados como Texas, Oklahoma, Arkansas, Mississipi, Alabama, Geórgia, Flórida, Missouri, Louisiana, Carolinas do Norte e do Sul, aprovaram leis que asseguravam a segregação racial em locais como escolas, transporte e banheiros públicos, bebedouros, hotéis, restaurantes, etc.

No ano 1955, Rosa Parks recusou-se a ceder seu lugar no ônibus para um jovem branco. O ato de resgate da própria dignidade enquanto ser humano foi um exemplo que espalhou-se feito um rastilho de pólvora, ganhando adesões e apoios, iniciando a luta pelos direitos civis nos E.U.A., que duraria mais treze anos antes de conquistar a isonomia na lei e o banimento das absurdas leis racistas de segregação.

Da mesma forma que a luta pelos direitos civis organizou setores progressista, a extrema direita racista jogou seu papel nefasto em atos como o atentado do dia 15 de setembro de 1963, que assassinou as quatro meninas, Cynthia Wesley, Carole Robertson e Addie Mae Collins e Denise McNair.

Ao saber do acontecimento, músico John Coltrane compôs a música “Alabama”, apresentando-a com seu quarteto (Elvin Jones na bateria, McCoy Tynner ao piano e Jimmy Garrisson no contrabaixo). Clique no link abaixo para ver e ouvir o vídeo que foi realizado no mesmo ano de 1963, para o programa de Tv “Jazz Casuals”

 
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