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JPT de Joinville discute criminalização do partido e de movimentos sociais

A Juventude do Partido dos Trabalhadores de Joinville enviou uma carta às direções estadual e nacional desta instância para abrir uma discussão sobre a Ação Penal 470 – mensalão – e o que ela representa. Ao fim, propõe-se a realização de um ato em defesa do PT, dos movimentos sociais e pela anulação da AP 470. Leia a carta:

A Juventude do Partido dos Trabalhadores de Joinville enviou uma carta às direções estadual e nacional desta instância para abrir uma discussão sobre a Ação Penal 470 – mensalão – e o que ela representa. Ao fim, propõe-se a realização de um ato em defesa do PT, dos movimentos sociais e pela anulação da AP 470. Leia a carta:

Dia após dia nós, militantes jovens do Partido dos Trabalhadores, nos deparamos com ataques e mais ataques contra o Partido, contra os dirigentes históricos, contra os movimentos sociais, a CUT, UNE e MST.

A farsa montada em rede nacional pelo Supremo Tribunal Federal – STF condenou os dirigentes do partido, em um emaranhado de erros jurídicos e falta de prova dos envolvidos. A mídia burguesia, como lhe é peculiar, ataca o PT e os movimentos sociais dia e noite, tentando a todo custo desmoralizar seus militantes e suas causas.

Logo após a condenação pelo STF dos dirigentes partidários, o Jornal o Estado de São Paulo ataca de forma contundente a Central Única dos Trabalhadores, em mais uma tentativa de manchar o histórico de luta de uma das principais organizações dos trabalhadores declarando a CUT como organização criminosa.

Recentemente, 72 estudantes da USP que ocuparam a reitoria da Universidade foram indiciados em uma ação penal proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo que, entre outros crimes são acusados de formação de quadrilha.

Historicamente, o MST é vitima de matérias e ações judiciais acusando a organização de vandalismo, formação de quadrilha e uma cartilha de crimes sem fim.

Os companheiros do Movimento Fábricas Ocupadas veem com frequência os ataques da burguesia e do poder judiciário contra a organização dos trabalhadores.

Hoje, centenas de dirigentes e militantes do PT, CUT, MST, Fábricas Ocupadas, DCEs, sindicatos estão presos, respondem a processos ou foram condenados sem provas ou até com provas de inocência, única e simplesmente por defenderem seus ideais e lutarem por um mundo mais justo e igual. Fazer greve, ocupar terras, reitorias ou fábricas virou caso de polícia. O que está em pauta é a criminalização dos movimentos sociais.

A burguesia prepara o terreno para os mais variados ataques vindo em todas as direções contra os trabalhadores, os estudantes, a juventude e todos os demais militantes dos movimentos sociais e suas organizações. A burguesia utiliza de um dos principais instrumentos dentro do sistema capitalista que é poder judiciário para dar legitimidade aos seus ataques. É preciso reagir! A “Suprema Corte”, que não foi eleita por ninguém, não tem legitimidade para atacar os movimentos democráticos.

Cabe a nós, militantes do Partido dos Trabalhadores, membros da Juventude do PT – Socialista e Democrática – baseados nos princípios norteadores da fundação do nosso partido, levar a cabo a defesa do PT, da CUT, da UNE, e de toda e qualquer entidade ou organização disposta a defender os interesses dos trabalhadores e da juventude. É necessário anular a AP 470, que condenou os dirigentes do partido e o PT. O caminho é a organização dos trabalhadores e da Juventude

Por isso, a Direção da Juventude do Partido dos Trabalhadores de Joinville encaminha esta carta à direção estadual e nacional da juventude do partido, para propor a realização de um ato em defesa do PT, dos movimentos sociais e seus militantes e pela anulação da AP 470.

Joinville, maio de 2013.

Direção da Juventude do Partido dos Trabalhadores de Joinville

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