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Interventor da Cipla/ Interfibra se desmoraliza ao apresentar resultado de auditoria

A intervenção ocorrida na Cipla/ Interfibra pretendia flagrar desvios financeiros para desmoralizar os dirigentes da Esquerda Marxista, destituídos da direção destas empresas. Deram com os “burros n´agua”.

Carlos Castro
de Joinville (SC)

A Comissão de Fábrica da Cipla/ Interfibra/ Flaskô administrou ao longo de quase cinco anos, acima de trezentos milhões de reais. A intervenção ocorrida na Cipla/ Interfibra pretendia flagrar desvios financeiros para desmoralizar os dirigentes da Esquerda Marxista, destituídos da direção destas empresas. Deram com os “burros n´agua”.

Após meses de investigação, a auditoria constata o óbvio: todo o valor administrado pela Comissão serviu para pagar despesas diversas, menos destinar-se ao beneficio pessoal dos dirigentes destituídos. Porém, para tentar confundir a opinião pública, o interventor fascistóide, Rainoldo Uessler, joga o resultado da auditoria nas mãos dos “bocas de aluguel” local, denunciando supostas irregularidades, antes mesmo do material chegar as mãos da Justiça.

Acusações Ridículas

O interventor acusa como um desvario administrativo, os pagamentos de serviços e os realizados pela Associação Ferreirinha, as despesas salariais com a Comissão de Fábrica, as despesas de viagens e com funcionários na Venezuela para garantir o cumprimento do acordo com o governo Chavez. Ou seja, como não tinha o que atacar, arruma “pêlo em ovo”.

As acusações foram tão ridículas que a imprensa local foi obrigada a repercutir a “Nota de Esclarecimento” enviada pela Comissão, se calando em seguida. Nos dois primeiros meses de intervenção, o ataque da imprensa foi violento, sem permitir a defesa da Comissão. O mesmo fez a Revista Veja.

O Interventor deve ser imediatamente afastado

A falta de independência do interventor, comprometido com forças fascistóides da Fiesp e Abiplast, leva-o a cometer os crimes de calúnia, injúria e difamação, pelos quais será chamado a responder diante do Poder Judiciário. A Comissão ira requerer da Justiça Federal o seu afastamento das responsabilidades da intervenção.

Fica claro que seu interesse nunca foi o de salvar as empresas, mas tentar dizimar politicamente a Esquerda Marxista, além de receber honorários generosos na quantia de 260 mil reais para os seis meses de intervenção. Este montante avalizado pela Justiça Federal foi para realizar a auditoria nos últimos 10 anos, conforme o Mandato Judicial, e não apenas da gestão da Comissão de Fábrica. Assim, ele oculta a sua responsabilidade como comissário da concordata da Cipla ocorrida nos anos 90 e encobre os atos de má administração dos patrões, os irmãos Batschauer, verdadeiros responsáveis pela atual situação das fábricas.

Acusações para confundir e fechar as empresas

A intenção das acusações é criar uma cortina de fumaça, para omitir os seus atos que pavimentam o fechamento das fabricas: a falta de pagamento integral dos salários e direitos, o desligamento de mais de 200 trabalhadores após a intervenção, sem pagamento das rescisões, a falta de matéria prima no parque fabril, e o não pagamento da energia, levando a cortes momentâneos e ao desespero dos operários.

A Comissão de Fábrica lutou incansavelmente pela estatização destas empresas, a única forma de garantir todos os empregos e direitos, de forma duradoura. Deu passos importantes na recuperação do empreendimento, mantendo todos os postos de trabalho, além da criação de outros novos, e reduziu para 30 horas a jornada de trabalho. No entanto, o governo Lula requereu a intervenção, através do INSS, e se mantém impassivo com a desgraça que se abate cada vez mais sobre os trabalhadores destas empresas.

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