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IMPA Resiste! Não Passarão!

Fábrica ocupada na Argentina que tinha conseguido a expropriação através de lei aprovada pela câmara de Buenos Aires é atacada agora por parte de um juiz corrupto. Campanha de moções começou!

Parte da guerra n° 1

Nós, trabalhadores da I.M.P.A., nos rebelamos e declaramos a guerra contra a injusta decisão do corrupto Juiz Huguito Vitale que com sua sentença, nos declara sujeitos sem nenhum tipo de direitos. Este “senhor” disse que para os trabalhadores da I.M.P.A. não é válida a lei 2969/08 que determinou a Legislação da Cidade de Buenos Aires por unanimidade e foi promulgada em 26 de Janeiro de 2009 pelo Poder Executivo da Cidade.

Esta mesma lei é a que está vigente em todas as empresas recuperadas da Cidade possibilitando a recuperação de milhares de postos de trabalho, tornado possível que os trabalhadores e o estado de forma inteligente consigam nestes casos dar respostas ao flagelo do desemprego.

Todos os juízes que intervieram compreenderam que este era um mecanismo idôneo para a continuidade da empresa, evitando o conflito social e a loucura de estar leiloando as máquinas a valores de sucata.

É mais que sugestivo que este mesmo juiz no caso da expropriação da Ghelco não tenha questionado esta mesma lei. Colocando a nu claramente suas intenções econômicas, o corrupto juiz tem armado com o corrupto sindico Debenedetti a venda do imóvel para ficar com 6.000.000,00 de pesos. Para este juiz seu negócio de seis milhões é mais importante que uma lei, que, repetimos, foi votada por unanimidade pelos legisladores de todos os setores políticos da Cidade de Buenos Aires. Esta lei contou também com o apoio de todas as organizações sociais, da igreja e de todos os partidos políticos sem representação parlamentar.

A lei 2069 reconhecia em seus fundamentos as contribuições solidárias feitas pelos trabalhadores da I.M.P.A.:

1- depois da recuperação do Emprego sendo fundadora do Movimento Nacional de Empresas Recuperadas e motor fundamental da recuperação de empresas;

2- no âmbito da Educação junto à Cooperativa de Educadores e Pesquisadores Populares C.E.I.P. criando o primeiro Bacharelado para Adultos gratuito com título oficial, hoje aplicado em muitas empresas recuperadas e bairros populares;

3- na Saúde, a I.M.P.A. emprestou um espaço pronto para ser usado e sendo responsável pelo pagamento dos serviços para que funcione o Centro de Saúde gratuito para toda a comunidade, o C.E.S.A.C 23 , cedendo espaços para o Hospital Durand para que os idosos do bairro pudessem fazer exercícios de recuperação;

4- no Cultural implantando o Centro Cultural “A Fábrica Cidade Cultural”, um espaço para que os filhos de nosso povo possam desenvolver e realizar suas qualidades artísticas e culturais.

Na I.M.P.A hoje trabalham 63 companheiros nucleados na Cooperativa 22 de Maio, estudam 150 alunos na Educação Secundária para Adultos, gratuito com título oficial ministrado pela Cooperativa de Educadores Populares, funciona o Centro de Saúde gratuito que oferece seus serviços aos vizinhos do bairro de Almagro, funciona o centro cultural que nucleia centenas de jovens. A I.M.P.A não é só uma empresa recuperada, A I.M.P.A é um espaço conquistado pelo povo, A I.M.P.A é para nós como é nossa Pátria.

Tudo isso foi construído com enorme sacrifício, apesar de não contar com políticas públicas que ajudem a consolidar estas experiências, de autogestão dos trabalhadores, contra a assimetria de recursos que o estado oferece à atividade privada, com os custos financeiros e econômicos que significam lutar em um mercado onde impõem as condiciones com suas posições dominantes dos monopólios fornecedores de matéria prima e dos grandes monopólios com seu poder de compra.

Talvez alguns pensem que nossa posição seja dura ou extremista, mas estamos dispostos a discuti-la com todos os homens e mulheres de boa vontade de nosso povo. Não descartamos totalmente a via legal e apelaremos das sentenças desse juiz corrupto chegando até a Corte Suprema de Justiça.

Porém hoje comunicamos ao conjunto de nosso povo que encontrando-nos cerceados de todos os direitos que nos assistem os quais estão consagrados em nossa Constituição Nacional, que resistiremos frente a qualquer tentativa de despejo violento, como o que já fez este mesmo juiz em abril de 2008, resistiremos com a Violência Popular Organizada que como dizia a companheira Evita, nas mãos do povo não é violência, mas sim justiça. Declaramos como únicos responsáveis pelas vitimas do enfrentamento com as forças da repressão o Juiz Corrupto Huguito Vitale e o sindicalista ladrão Debenedetti.

Chamamos a todos os companheiros das organizações sociais e políticas para participar da Assembléia Permanente que manteremos na I.M.P.A. desde esta Segunda-Feira, 10 de agosto, às 15h e para colaborarem com todo tipo de insumos e idéias para organizar a Resistência Popular. Se passam por cima da I.M.P.A. virão para cima de todas.

Às forças da repressão do estado, solicitamos-lhes que não respondam com a devida obediência à ordem inconstitucional do juiz corrupto até que se esgote as tratativas nas instâncias superiores, evitando que sejam utilizadas em beneficio pessoal de alguns corruptos.

Enquanto organizamos a Resistência, seguiremos fazendo o melhor que sabemos, os trabalhadores produzindo, os mestres ensinando, os alunos estudando, os doutores promovendo a saúde e os trabalhadores da cultura produzindo-a.

Por nosso Povo e nossa Pátria!
Livres ou mortos, jamais escravos!

Buenos Aires, 10 de Agosto 2009
Eduardo Vasco Murúa
Movimento Nacional de Empresas Recuperadas (MNER – Argentina)
IMPA – Querandíes 4290 – Almagro
4958-3764 4981-3610
1558445615
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Modelo de moção

Nos, abaixo assinados, recusamos a decisão do Sr. Juiz Héctor Vitale de declarar a inconstitucionalidade da Lei 2069/08 ditada pela Legislatura da Cidade de Buenos Aires a favor dos trabalhadores da fábrica recuperada IMPA.

Esta lei habilitou a expropriação do imóvel onde está localizada a fábrica para garantir a continuidade das fontes de trabalho de 70 famílias; onde se oferece, além da formação secundária para Adultos, de maneira gratuita e oficial, um Centro de Saúde gratuito para os vizinhos do bairro, todos funcionando nas instalações da fábrica IMPA.

A empresa IMPA foi recuperada por seus trabalhadores no ano 1998 e desde então através da luta e o compromisso dos trabalhadores e outros atores sociais, continua defendendo o trabalho, a cultura, a educação e a dignidade.

Com a decisão do Sr. Juiz Héctor Vitale, fica livre o caminho para que a fábrica possa ser despejada violentamente pela polícia a qualquer momento e para que o imóvel possa ser vendido para satisfazer interesses econômicos e imobiliários alheios aos trabalhadores da IMPA e aos habitantes da Cidade de Buenos Aires.

Por isso, exigimos ao Sr. Juiz Héctor Vitale que volte atrás em sua decisão. Nos solidarizamos com os trabalhadores da IMPA e com quantas ações e medidas decidam levar a cabo seus trabalhadores para defender a fábrica e a continuidade das fontes de trabalho.

Assinam:

Nome
Entidade
Contato (fone ou e-mail)

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Assine esta moção e a envie para:
Julgado de 1ª Instância no Comercial Nº4: Sr. Juiz Héctor Vitale.
E-mail: juzgado4@cncom.gov.ar
Enviar cópia a (trabalhadores do IMPA): vascoeduardo@yahoo.com.ar
e para a Esquerda Marxista: contato@marxismo.org.br

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