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Há a possibilidade de um golpe de direita?

 A situação política geral pode ser sintetizada pelo apoio do PT e do PCdoB aos ataques do governo contra os trabalhadores ao mesmo tempo em que a CUT chama os deputados de traidores e convoca o 29 de maio com “greves e mobilizações rumo à greve geral”.  

 A situação política geral pode ser sintetizada pelo apoio do PT e do PCdoB aos ataques do governo contra os trabalhadores ao mesmo tempo em que a CUT chama os deputados de traidores e convoca o 29 de maio com “greves e mobilizações rumo à greve geral”.

Para encobrir sua política de ataques e tentar se salvar frente à indignação da base a direção do PT e da CUT manobram. Cada um a seu modo, mas com o mesmo centro político, a defesa do governo.

Por isso agitam a fantasmagórica “luta contra o golpe de direita” e a luta por uma “Reforma Política”.

Não há nenhum “golpe de direita” em curso. Cães loucos como Bolsonaro e alguns deputados não falam pela burguesia e nem pelo imperialismo. E os principais homens do capital e do imperialismo já se pronunciaram contra tentativas de impeachment ou outras formas para derrubar o governo “agora”. FHC disse várias vezes que “Perdemos e vamos fazer oposição e ganhar em 2018”. O jornal Estadão já escreveu editoriais contra impeachment agora, além de outras imprensas reacionárias. Até o reacionário Cunha, presidente da Câmara já disse que é contra. Aécio se recusou a avançar a proposta de deputados do PSDB de pedir impeachment. Há uma lista.

Lista encabeçada por Barack Obama que para dar um sinal do que pensa sobre isso adiantou a visita de vassalagem que Dilma vai fazer aos EUA.

Além disso, a política depende da relação de forças entre as classes. Para um “golpe de direita” é preciso antes de tudo derrotar a classe trabalhadora nas ruas e nas fábricas, escolas, etc. E quem vai tentar fazer isso hoje?! Não há candidatos críveis para tanto.

A política da oposição de direita, a que importa, não esse lixo de Bolsonaro, etc., é sangrar o governo, e o PT, até 2018. E ganhar as eleições. Eles temem, e com razão, a ruptura da legalidade (um impeachment político) que poderia resultar em guerra civil. O imperialismo e os burgueses nativos querem é paz para seus negócios. Ainda mais numa situação de crise como a atual e tendo um governo que se dispõe a aplicar toda a política exigida pelo capital internacional.

O trágico é o PT fazer o papel que faz e sendo o aríete do capital contra a classe trabalhadora, sua base histórica. Vai pagar por isso e muito caro.

O centro hoje para os trabalhadores é a unidade para barrar a política de austeridade. Todos juntos no dia 29 contra o PL 4330 e as MPs de Dilma, a que fez a vaca tossir!

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