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Há 75 era assassinado Garcia Lorca, escritor e poeta socialista

Foto de Lorca

Ninguém sabe exatamente quando e em que condições Lorca, Federico Garcia Lorca, um dos maiores poetas da Espanha, foi preso e depois fuzilado entre talvez os dias 16 e 10 de agosto de 1936 depois do levante franquista que daria origem à ditadura fascista e levaria ao massacre da grande revolução espanhola.
Passaram-se 75 anos de seu trágico desaparecimento prestamos aqui nossa pequena homenagem ao poeta e lutador espanhol.


Lorca, filho de Federico García Rodrigues e Vicenta Lorca, nasceu em 5 de junho de 1898 em um povoado andaluz chamado Fonte dos Vaqueiros, em Granada. Gostava de música e se iniciou nas artes tentando estudar piano, mas não foi adiante. Descobriu as letras e delas nunca mais se separou, escrevendo poemas, peças de teatro, prosas.
Depois de uma viagem por toda Espanha, escreveu seu primeiro livro de prosa intitulado Impressões e Paisagens, em 1918. Em Madrid conheceu Salvador Dalí (pintor surrealista) e Luis Buñel (cineasta). Viajou o mundo, esteve nos Estados Unidos e Cuba. Aproximou-se dos socialistas e sua morte marcou o inicio da guerra civil espanhola.
Lorca defendia o socialismo, mas não era membro de nenhum partido. Com 38 anos de idade foi preso entregue à polícia por um deputado católico franquista que afirmava que Lorca deveria ir à prisão porque ela era “mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver.”
A insana barbárie fascista o liquidou com um tiro na nuca, talvez em 19 de agosto, e até hoje não se sabe onde seu corpo foi enterrado. Lorca escreveu peças teatrais de grande sucesso, entre elas “A casa de Bernarda Alba”, “Yerma”, “Bodas de sangue”, “Dona Rosita, a solteira”. Lorca deixa-nos o legado de uma verdadeira paixão pela liberdade e pela igualdade, mas antes de tudo uma maravilhosa poética que todos os revolucionários devem conhecer.
As seis cordas

A guitarra
faz soluçar os sonhos.
O soluço das almas
perdidas
foge por sua boca
redonda.
E, assim como a tarântula,
tece uma grande estrela
para caçar suspiros
que bóiam no seu negro
abismo de madeira.

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