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Greve na Petrobras: unidade para vencer

Seguindo a agenda da austeridade do governo federal, a direção da Petrobras está oferecendo a seus trabalhadores um reajuste de 5,73%, bem abaixo do índice de inflação, que nos últimos 12 meses alcançou 9,5%. O novo acordo coletivo apresentado traz uma série de retirada de direitos.

Seguindo a agenda da austeridade do governo federal, a direção da Petrobras está oferecendo a seus trabalhadores um reajuste de 5,73%, bem abaixo do índice de inflação, que nos últimos 12 meses alcançou 9,5%. O novo acordo coletivo apresentado traz uma série de retirada de direitos. O mais importante é que agora se abre a possibilidade da redução de jornada com redução de salário em até 25% para os trabalhadores do regime administrativo, poderíamos chamá-lo de o PPE da Petrobras.

Além desse ataque direto aos trabalhadores, o Plano de Negócio da Petrobras para o próximo período prevê a venda de US$ 15 bilhões em ativos da companhia até 2016. Aprofundando em muito o processo de privatização da empresa, entregando em uma bandeja para a iniciativa privada navios, termelétricas, dutos e terminais.

As duas federações de petroleiros continuam lutando separadamente. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) esteve em Brasília apelando aos ouvidos surdos de Dilma Rousseff para barrar os projetos de lei, que tramitam no Senado e na Câmara de Deputados, para acabar com o regime de partilha, que garante a Petrobras como operadora do Pré-sal.

Essa proposta está muito longe do ideal, que seria a volta do monopólio estatal da exploração e distribuição do petróleo e seus derivados. O regime de urgência desses projetos foi derrubado, mas continuam em discussão. A FUP já realizou assembleias em suas bases e aprovou a greve, mas ainda não marcou a data, na vã esperança de resolver a luta de classes em uma mesa de negociação bem abstrata.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) por sua vez aprovou a greve em suas bases e iniciou o movimento com atrasos e mobilizações, mas os trabalhadores ainda não aderiram com vigor devido à divisão da categoria, que entende que é preciso sair unificada para barrar os ataques.

Mais do que nunca é necessário estabelecer uma data unificada para iniciar a greve em todas as bases petroleiras do Brasil. Uma vitória em uma das mais importantes categorias de trabalhadores pode servir de estímulo para outras categorias, que têm suas datas-bases neste segundo semestre. A unidade da classe trabalhadora é o caminho para barrar a austeridade e responder aos ataques e chantagens do capital financeiro.

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