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Greve dos bancários avança. A CUT tem que unir as categorias em luta!

Rafael Prata
Ontem (28/09), segundo dia da greve nacional dos bancários, 6.248 agências permaneceram fechadas em 25 estados e no Distrito Federal. Após a massiva adesão dos trabalhadores de bancos públicos nos dois primeiros dias, os piquetes se fortaleceram hoje (29/09) na porta do Itaú, Bradesco, Santander e demais bancos privados, possibilitando uma participação ainda maior desses bancários na greve.


Para tentar intimidar os trabalhadores, os bancos contra-atacam com medidas judiciais, chamadas de interdito proibitório, que proíbem a realização de piquetes na entrada das agências. Mas, como essa tática já é bastante conhecida do movimento sindical e já há jurisprudência contrária aos bancos em relação ao cerceamento do direito de greve, reunião e organização, os trabalhadores têm conseguido resistir, por enquanto.
Com o fechamento de várias agências, a população começa a notar a greve e as reações são as mais diversas: alguns apóiam, outros não se sentem afetados porque os sistemas on-line, eletrônico e de compensação continuam a funcionar, mas alguns criticam. No piquete de hoje, em uma agência do Santander em Campinas pude perceber que, na verdade, quem mais reclama é o que tem menos razão para isso.
Normalmente, quem reclama costuma chegar de carrão e age como se fosse o patrão dos bancários, resmunga, mete o pau no sindicato, mas continua tendo acesso fácil às suas transações via canais alternativos. Já a população mais pobre, que tem mais dificuldade para utilizar os meios eletrônicos, não costuma reclamar… Geralmente, apenas pede alguma informação e segue sua vida.
Isso mostra que a greve é um claro instrumento de classe e distingue os elementos hostis dos setores com quem temos que dialogar para avançar. Para isso, seria extremamente importante uma carta dos bancários à população, que explicasse os motivos da greve, jogando a responsabilidade nos bancos – que lucram explorando os trabalhadores e a economia do país.
Por fim, a CUT deveria organizar ações conjuntas de todas as categorias que estão em greve ou em campanha salarial para que a classe trabalhadora comece a tomar consciência dos reais problemas que estamos enfrentando com os patrões, os banqueiros e o governo Dilma e que, para resolvê-los, só mesmo com a mobilização independente dos próprios trabalhadores na luta de classes.

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Um comentário

  1. Boa noite

    gostaria de saber quando essa pouca vergonha vai acabar?

    vcs são um bando de gente que gosta de prejudicar a vida das pessoas

    Acho tudo isso um vergonha, se eu foce presidente da republica eu ja mais aceitaria um merda desta, vcs estão vem o lado de vcs esquecem de quem paga seu salario
    Sou a favor do trabalhador e contra um bando de gente que acha que prejudicar as pessoas e manifestação
    Só acho que pelo menos algumas das agencias deveriam funcionar
    Mas agente sabe que nesse pais de merda tudo acaba em pizza

    Vergonha vergonha

    É isso que acho da greve de vcs

    vergonha vergonha