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Grécia: grande vitória do “Não” – Um mandato para a resistência revolucionária contra os acordos de austeridade

A vitória do “não” (“oxi” em grego), com mais do que 60% dos votos, é um acontecimento revolucionário. O povo deu um mandato ao governo para a resistência revolucionária e para que não se negocie nenhum programa de austeridade. Chegou a hora de nacionalizar os bancos, cancelar o pagamento da dívida e dar um fim aos programas de ajuste e ao selvagem capitalismo que gerou tudo isso.

A vitória do “não” (“oxi” em grego), com mais do que 60% dos votos, é um acontecimento revolucionário. O povo deu um mandato ao governo para a resistência revolucionária e para que não se negocie nenhum programa de austeridade. Chegou a hora de nacionalizar os bancos, cancelar o pagamento da dívida e dar um fim aos programas de ajuste e ao selvagem capitalismo que gerou tudo isso.

Os resultados oficiais mostram uma grande vitória do “não” no referendo, com mais de 60% dos votos. A classe operária, os setores pobres, estudantes, trabalhadores e jovens desempregados, com epicentro nas áreas mais desenvolvidas do país, as grandes cidades, enviaram uma mensagem de resistência heroica contra a troika e a classe dominante grega.

O fato do referendo ter ocorrido em um contexto antidemocrático, com uma guerra econômica terrorista contra o povo, com os bancos fechados, com trabalhadores e pensionistas sem acesso aos seus salários, com ameaças e chantagens feitas pelos representantes da troika e os políticos burgueses europeus, com uma constante e histérica campanha de propaganda para intimidação a partir dos grandes meios de comunicação, esse conjunto dá à vitória do “não” um caráter revolucionário.

O mandato da maioria do povo é claro. Estão exigindo que o governo não assine qualquer programa de austeridade e tome as medidas necessárias para conduzir de maneira vitoriosa a guerra de classes travada com a troika e a oligarquia grega, que vai se intensificar nas próximas horas e dias.

Como parte deste mandato, a partir de segunda-feira o governo não deve perder tempo em negociações inúteis com os chantagistas, com as “instituições” do imperialismo, o que só pode levar a uma nova versão dos programas de ajuste. O governo tem o dever de tomar as medidas radicais necessárias. Os bancos devem ser nacionalizados imediatamente para proteger as contas de pequenos e médios poupadores. Deve ser cancelada a dívida “ilegal” do país, considerada como tal pela comissão internacional para a auditoria da dívida organizada pelo parlamento. Um plano abrangente para dar fim e reverter os programas de austeridade e para abolir o brutal sistema capitalista que provocou tudo isso, com uma mobilização de trabalhadores e jovens para garantir o cumprimento dessas medidas. O estado de ânimo revolucionários das massas ficou evidente na sexta-feira passada em Atenas, com a manifestação histórica pelo “não”, reafirmada pela votação desse domingo.

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