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Governo contrata paramilitares americanos para treinar policiais que atuarão na Copa

A Folha de São Paulo divulgou na última segunda-feira (21) que “a empresa americana Academi, que antes se chamava Blackwater, está treinando policiais militares e agentes da Polícia Federal para ações antiterrorismo na Copa”.

A Folha de São Paulo divulgou na última segunda-feira (21) que “a empresa americana Academi, que antes se chamava Blackwater, está treinando policiais militares e agentes da Polícia Federal para ações antiterrorismo na Copa”.

O artigo explica que “a Blackwater ficou conhecida por agir como um exército terceirizado dos Estados Unidos, com mercenários atuando nas guerras do Iraque e do Afeganistão. Ex-funcionários da Blackwater são acusados de terem matado civis iraquianos no massacre da Praça Nisour, em 2007”.

Com o pretexto de garantir a segurança na Copa do Mundo o governo Dilma está contratando grupos paramilitares para treinar as tropas da Polícia Federal, Polícia Militar e da Força Nacional, mas o objetivo final é garantir a ‘ordem’ evitando manifestações. Grupo paramilitar é um bando armado que possui característica de força militar; tem estrutura e organização de uma tropa ou exército, mas não usa identificação ou farda.

O comandante de pelotão do COE (Comando de Operações Especiais) em São Paulo, Ricardo Bussotti Nogueira, explicou o objetivo do treinamento com a Academi: “O foco do programa é passar as experiências práticas vividas pelas tropas americanas no combate ao terrorismo”.

Para a submissa burguesia brasileira, qualquer tentativa de atrapalhar seus negócios e poder é classificada como terrorismo: manifestações, protestos e ocupações. Utilizando a ‘Lei de Segurança Nacional’ (LSN) e a ‘Garantia da Lei e da Ordem’ (GLO), a elite nacional criminaliza todo tipo de greve, atividade sindical, movimento estudantil e movimentos populares.

Se não bastasse, o senado e o parlamento, fiéis representantes do capitalismo, discutem ajustar a legislação criando o ‘crime de terrorismo’, o qual é definido da seguinte forma: “Invadir qualquer bem público ou privado; interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática e bancos de dados; sabotar o funcionamento ou apoderar-se do controle de comunicação ou de transporte, de portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios, instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais, inclusive instalações militares”.  Assim como “forçar autoridades públicas a fazer o que a lei não exige ou deixar de fazer o que a lei não proíbe”.  Ou seja, criminaliza como terrorismo desde greves a manifestações, ocupações, etc.” (Jornal Luta de Classes Nº48, pág. 10)

Na edição 54 do Jornal Luta de Classes, na página 12, os camaradas Alex Minoru e Gabriel Pinho explicavam que “o governo federal cria uma tropa de choque formada por 10 mil policiais para conter protestos durante a Copa do Mundo. O Ministério da Defesa anuncia que manterá as tropas do exército aquarteladas durante a competição. Prontas para entrar em ação contra os protestos, caso as policias militares necessitem de reforços”.

O governo se prepara como se fosse para uma guerra. E é. A guerra da luta de classes. E nela o governo Dilma está em sua trincheira ao lado dos exploradores.

As manifestações que tomaram o país em 2013 nas ‘jornadas de junho’ trouxeram a tona as reivindicações de transporte, saúde e educação. Necessidades básicas que não foram atendidas pelos 12 anos de governo do PT em coalizão com setores da burguesia. As condições de vida sob o capitalismo pioram a cada dia e aceleram em tempos de crise, como a que vivemos agora.

Mais cedo ou mais tarde outras jornadas como as de junho virão. A direita sabe disso e prepara seu exército para o confronto. Os revolucionários também se preparam com sua principal arma, a organização. É com esse espirito que a campanha ‘Público, Gratuito e Para Todos: Transporte, Saúde e Educação. Abaixo a Repressão!’ constrói comitês de lutas nas escolas e faculdades de todo o país. 

É contra essa escalada repressiva coordenada pela burguesia e por Dilma Rouseff, que a Esquerda Marxista prepara um ‘Projeto de Lei’ (PL) de anistia e revogação de todas as condenações e processos contra lideranças dos movimentos sociais, sindicais e estudantis e revogação das leis que buscam criminalizar a luta da classe trabalhadora.

Faça parte das campanhas, lute pela revolução socialista! Acompanhe em:

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