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Flaskô: 6 anos de Controle Operário e Luta pela Estatização

Trabalhadores comemoram 6 anos de luta sofrendo ainda mais ataques. Confira no final do texto apelo para campanha de solidariedade.

Em 12 de Junho de 2003, os operários da Flaskô tomavam a decisão de ocupar a fábrica e assumir o controle operacional, administrativo e financeiro da empresa. Um dia depois da audiência em que as Comissões de Fábrica da Cipla e Interfibra foram recebidas pelo presidente Lula.

A caravana com mais de 600 trabalhadores que saiu de Joinville (SC) para ser recebida pelo presidente em Brasília, na volta, passou na Flaskô para participar da histórica assembléia. Dois trabalhadores da Flaskô haviam participado da Caravana e voltaram animados com a esperança e o exemplo da luta dos trabalhadores da Cipla e da Interfibra. E mais do que isso, esperançosos de que o presidente Lula cumprisse com sua promessa de encontrar uma saída para salvar aqueles empregos.

Na última Sexta-Feira completou-se 6 anos de controle operário e luta pela estatização na Flaskô. Certos de que para manter os empregos seria necessário muita luta, os trabalhadores da Flaskô sempre puderam contar com a solidariedade dos trabalhadores e suas organizações, pois a destruição dos empregos, o fechamento de fábricas, os ataques aos direitos é uma política dos patrões que tem como objetivo aumentar a exploração sobre a nossa classe e assim obter mais lucros e lucros.

Cada ano de luta foi acompanhado de mais e mais experiência e da certeza que somente construindo a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras para lutar contra a opressão e a exploração é que poderíamos fazer avançar nossa luta e a própria defesa dos empregos.

Por isso sempre estivemos ao lado dos lutadores e lutadoras do povo. Nossa luta sempre foi, nestes 6 anos, uma luta dos sem-terra, dos sem-teto, do movimento sindical, do movimento popular e, principalmente, uma luta internacionalista, pois sabemos que se não lutamos para nos livrarmos de toda a opressão do capital não poderemos construir um mundo que tenha como objetivo a vida dos trabalhadores.

Por isso reafirmamos nosso compromisso de seguir lutando em defesa dos empregos, dos direitos.

Defender a Flaskô!
Defender os empregos!
Fábrica ocupada é fábrica estatizada!

Pedro Santinho
Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô
Movimento de Fábricas Ocupadas

15 de Junho de 2009.

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CAMPANHA DE MOÇÕES URGENTE!

Mais um ataque contra os trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô, contra a luta em defesa do emprego e contra a luta pela estatização sob controle operário e pelo socialismo: O companheiro Pedro Santinho recebeu a visita em sua própria casa de um Oficial de Justiça cobrando dívidas e ameaçando penhorar seus bens pessoais. Buscam com isso aumentar as pressões através de cobranças de dívidas dos antigos patrões sobre os trabalhadores, para estrangular a luta em defesa dos postos de trabalho.

É urgente a mais ampla campanha de moções dirigida ao Ministério da Fazenda e suas Procuradorias. Abaixo segue modelo de moção que solicitamos a todos os companheiros(as), sindicatos, entidades e movimentos comprometidos com a luta dos trabalhadores, que enviem (pedimos que enviem com cópia ao e-mail mobilizacaoflasko@yahoo.com.br).

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES DA FLASKÔ

Ao Ministério da Fazenda Nacional
Sr. Ministro Guido Mantega – gabinete.df.gmf@fazenda.gov.br
Sr. Secretário-Executivo Nelson Machado – se.df@fazenda.gov.br
Fax: (61) 3412-1824

À Procuradoria Geral da Fazenda Nacional
Dr. Luis Inácio Lucena Adams – luis.adams@fazenda.gov.br
Fax: (61) 3412-1784

À Procuradoria da Fazenda Nacional em Campinas
Dra. Giuliana Maria Delfino Pinheiro Lenza
giuliana.lenza@pgfn.gov.br , psfn.sp.campinas@pgfn.gov.br
Fax: (19) 2101-9260

Com indignação e espanto, tomamos conhecimento que o Sr. Pedro Alem Santinho, dirigente eleito na fábrica ocupada Flaskô, recebeu no último dia 08 de Junho intimação da Justiça Federal de São Paulo, a pedido da Procuradoria da Fazenda Nacional, para que pague cerca de R$ 139.000,00 de dívidas dos antigos proprietários da fábrica que foi ocupada pelos trabalhadores em 12 de Junho de 2003, como última medida para manter os empregos e os direitos daqueles pais e mães de família. Medida extrema, mas necessária para manter os empregos.

Desde então, os trabalhadores da Flaskô têm pedido apoio ao Governo para que encontre uma solução para estes empregos. Com o objetivo de encaminhar medidas nesta direção, o Conselho de Fábrica já esteve reunido com esta Procuradoria e com vários ministérios, sempre com o fim de manter os empregos.

Se não bastassem todas as ameaças de fechamento, como as diversas penhoras de faturamento, o que nos surpreende agora é a cobrança de dívidas, geradas pelos antigos patrões, de um trabalhador da fábrica. Realizada de forma arbitrária e ilegal, esta atitude nos parece mais uma medida de criminalização das lutas sociais, uma vez que, ao mesmo tempo, é publico e notório que os antigos patrões não são cobrados por estas dívidas.

Assim, pedimos que seja suspensa qualquer ameaça aos dirigentes da fábrica Flaskô, e que este Ministério, em conjunto com a Procuradoria da Fazenda Nacional, receba os trabalhadores urgentemente!

Sem mais,

Local, Data

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