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Fernando Holiday, negro, homossexual, pobre e… Não nos representa!

Para aqueles combatem pelo fim da sociedade capitalista, a representatividade sempre precisa ser observada de um ponto de vista das classes trabalhadoras contra seus inimigos.

Logo após as eleições, muito se comentou sobre este jovem de 20 anos, Fernando Holiday, eleito vereador na cidade de São Paulo pelo Democratas (DEM). Morador da cidade de Carapicuiba, ficou conhecido pelos vídeos postados nas redes sociais. Em 2015 entrou para o Movimento Brasil Livre (MBL), se tornando um dos jovens “pops” defensores dos ideais do liberalismo, leia-se: capitalismo.

Nas redes sociais, muitos achincalhavam o jovem reacionário e o chamavam de “capitão do mato”, traidor, ingênuo, etc. Na maioria das vezes, a explicação era que ele ainda “vai descobrir a verdade” ou que é “burro”. 

É preciso ir além e entender este fenômeno. Em primeiro lugar, é um jovem inteligente e articulado e só pôde ascender no momento devido à crescente polarização da luta de classes. A burguesia sabe o que faz. Ou coopta lideranças dos trabalhadores ou produz seus heróis. E esse Holiday foi muito divulgado pelos mais diversos meios da mídia burguesa.

A questão que se coloca para a esquerda é sobre a representatividade. Muitos militantes e organizações fazem um combate para que as “minorias” oprimidas tenham “representação nos espaços de poder”. Formalmente parece muito correta essa política. A questão é que a vida é mais dinâmica e dialética. A pergunta fica: a representatividade importa?

Parece inusitado que digamos: neste caso não importa, porque o jovem é de direita! Mas e nos outros casos?

Então teríamos que discutir caso a caso a questão da representatividade?

Na verdade, a resposta a todas essas possíveis perguntas necessita partir de uma outra questão: a representatividade está sempre subordinada às posições políticas na luta de classes.

As posições políticas do jovem vereador são tão antigas quanto o capitalismo e esse tipo de gente existe há muito tempo. A resposta a essa política também é bem antiga. Chama-se luta de classes.

Para os revolucionários, a cor da pele, gênero, orientação sexual, nacionalidade, entre outras., sempre estarão subordinadas às posições de classe. Não devemos ter uma sombra de dúvida sequer nesta questão.

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