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Fábrica Ocupada Flaskô na luta contra o PL 4330 (terceirização)

Os trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô se somam ao conjunto da classe trabalhadora neste dia 06 de agosto, nesse importante dia nacional de lutas. O chamado unificado de todas as centrais sindicais é um passo de grande importância para sinalizar que a perspectiva de classe deve pautar a defesa contra os ataques dos capitalistas, afirmando que “não pagaremos pela crise do capital”. No dia 11 de julho, estivemos nas ruas, somando-nos aos operários de todo o país, apresentando a pauta histórica da classe trabalhadora. Reivindicamos o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o combate ao PL 4330 que regulamenta a terceirização, em defesa da saúde do trabalhador, entre outras pautas.

Os trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô se somam ao conjunto da classe trabalhadora neste dia 06 de agosto, nesse importante dia nacional de lutas. O chamado unificado de todas as centrais sindicais é um passo de grande importância para sinalizar que a perspectiva de classe deve pautar a defesa contra os ataques dos capitalistas, afirmando que “não pagaremos pela crise do capital”. No dia 11 de julho, estivemos nas ruas, somando-nos aos operários de todo o país, apresentando a pauta histórica da classe trabalhadora. Reivindicamos o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o combate ao PL 4330 que regulamenta a terceirização, em defesa da saúde do trabalhador, entre outras pautas.
 
Como muitos sabem, há 10 anos, os trabalhadores da Flaskô realizaram uma greve com ocupação da fábrica, e depois, aprovando por unanimidade, decidiu-se pela retomada da produção sob controle operário, mostrando que podemos produzir sem patrões. Em defesa dos postos de trabalho, pela nossa dignidade, pelo valor social do trabalho, pelos direitos trabalhistas, tomamos uma decisão história e que mudou as nossas vidas, e tem tentado ajudar o conjunto da classe operária! 
 
Não tem sido fácil nossa luta, e sabemos que não há socialismo num só país, muito menos somente uma fábrica ocupada sobreviverá diante das contradições capitalistas. Mas, nesses 10 anos, conseguimos manter a carteira de trabalho de cada operário, entendendo que ela representa uma conquista importante da classe trabalhadora. A ocupação da fábrica foi uma decisão histórica, pois enfrentamos todos os demais caminhos, inclusive o das cooperativas ou da recuperação judicial, que retiram direitos dos trabalhadores. Lutamos firmemente para manter as conquistas da classe. Com isso, muitos companheiros conseguiram aposentar, contando esses 10 anos como tempo de serviço, apesar das mazelas do sistema de previdência do país. Com isso, freamos as tentativas da burguesia ou do reformismo de nos adaptar a lógica de mercado, atacando direitos, “flexibilizando” garantias, e mesmo terceirizando. Nossa primeira decisão na Assembleia foi reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, deixando o sábado livre para estudo, lazer, famílias, etc, melhorando o ritmo de trabalho, resultando em nenhum acidente de trabalho nas máquinas. Uma pauta histórica para todos nós. 
 
Junto com isso, tomamos uma medida exemplar de solidariedade de classe. Incorporamos todos os que eram terceirizados. Todos foram contratados diretamente pela Flaskô. Sempre entendemos que a terceirização é uma medida do capital contra a classe trabalhadora, que somente interessa aos empresários, um ataque frontal o qual não podemos aceitar de nenhuma maneira. Com a terceirização, e mesmo depois, a quarteirização, etc., soma-se as demais medidas adotadas (banco de horas, remuneração variável, contratos temporários, etc.) pela burguesia para ter mais lucros e atacar ainda mais a classe operária. Com a terceirização, cria-se uma verdadeira sub-classe, provocando maior dificuldade de identidade de classe, fragilizando a ação coletiva e sindical dos trabalhadores. Por tudo isso, somos contra qualquer tentativa de regulamentação da terceirização, e dizemos: Somos contra esse projeto de lei (PL 4330) dos capitalistas! 
Além disso, aprovamos o achatamento de salário, aumentando os mais baixos para o piso da categoria, e cortando os salários absurdos que havia nas diretorias. Depois, conseguimos reduzir a jornada de trabalho ainda mais, de 40 para 30 horas semanais, seis horas diárias. Mostramos que a produção pode ter o caráter social, justamente porque não temos patrão, nem chicote nem a apropriação privada da riqueza que é coletivamente crida por nós. Conseguimos, aumentar a produção e o faturamento, mostrando que a classe trabalhadora não precisa de patrões. Junto com as fábricas ocupadas de Santa Catarina (Cipla e Interfibra), construímos o Movimento das Fábricas Ocupadas, atuando em mais de 35 fábricas no Brasil. Pela coerência de nosso combate, fomos atacados e estamos sendo criminalizados!
 
Justamente por tudo isso, não nos preocupamos com o nosso emprego somente, ou com o “sucesso econômico” da Flaskô. Queremos que todos os trabalhadores lutem nas greves, ocupem fábricas e que também retomem a produção sob controle operário. Lutamos para que a “moda pegue”, que “tenhamos mais precedentes”, e que a luta das ocupações de fábricas e pela estatização sob controle operário cresça ainda mais, porque se podemos fazer isso na Flaskô, por que não podemos fazer em outras fábricas? Se podemos fazer isso nas fábricas, enquanto classe operária, por que precisamos dos empresários enquanto classe, ou seja, da burguesia? Nossa luta tem essa importância: manter os trabalhadores unidos contra o capital, mostrando que a classe operária pode organizar muito bem a produção sem o patrão! Dia 30 de agosto, estaremos novamente nas ruas e nas lutas, em cada batalha dos trabalhadores pela defesa dos direitos trabalhistas, em direção ao socialismo e à expropriação dos meios de produção! E hoje, aqui estamos, enquanto classe trabalhadora, operários de base do ramo químico de Sumaré/SP, para gritar bem alto: 
 
“NÃO AO PL 4330! NÃO À TERCEIRIZAÇÃO!”
“DERROTAR A TERCEIRIZAÇÃO: GREVE CONTRA O PATRÃO!”
 
Viva a unidade da classe trabalhadora! Viva a luta da Flaskô!
Sumaré, 06 de agosto de 2013
Contato: www.fabricasocupadas.org.br – mobilizacaoflasko@yahoo.com.br – 19-3864-2624 – 19-8129-6637
 

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