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Estudantes ocupam escolas para barrar a “reorganização escolar” de Alckmin

No dia 9 de novembro estudantes se reuniram em assembleia e decidiram ocupar a Escola Estadual Diadema. Os alunos da Escola Estadual Fernão Dias fizeram o mesmo no dia seguinte, na região de Pinheiros. A pauta de ambas é a mesma: fim da “Reorganização Escolar”.

Às 19h do dia 9 de novembro estudantes se reuniram em assembleia e decidiram ocupar a Escola Estadual Diadema. Os alunos da Escola Estadual Fernão Dias fizeram o mesmo no dia seguinte, na região de Pinheiros. A pauta de ambas é a mesma: Pelo fim da “Reorganização Escolar”. 

No momento em que essas palavras estão sendo escritas as duas escolas estão sitiadas pela Polícia Militar. O autor desse texto acompanhou por algumas horas, pelo lado de fora, a ocupação da E.E. Fernão Dias.  Cerca de dez carros da Força tática, dois esquadrões da tropa de choque e um contingente de cerca 150 homens da PM estão prontos a reprimir os cerca de 60 estudantes em luta. Uma estudante foi detida após sair da ocupação, a PM quis arrastá-la à delegacia, porém os 400 apoiadores do lado de fora impediram e ela foi liberada com a chegada de sua responsável.

O cerco continua e a distribuição de água foi cortada. O sindicato dos professores e apoiadores diversos tentam entregar água e alimentos, porém, a PM confisca os produtos à primeira vista.

As duas escolas não têm previsão de fechamento, porém sofreriam impactos profundos com o fechamento de ciclos. Como dissemos em textos anteriores sobre a questão, esse plano somente produzirá pior qualidade educacional e corte de custos, que é o centro da proposta. Não esqueçamos nunca, o objetivo do governo é o fechamento de 1,5 mil escolas, o impacto será gigante contra a educação pública paulista. Este é só o primeiro passo.

Já fizemos o governo reduzir quase pela metade o número de escolas a serem fechadas na primeira leva, de 180 para 94, com as amplas mobilizações com dezenas de milhares de estudantes, pais e professores. Porém, esse impacto ainda será gigantesco, em especial se contarmos que o governo pouco voltou atrás em relação ao fechamento de ciclos. No total 711 mil estudantes e 74 mil professores sofrerão com essa proposta. Não podemos aceitar!

Poucos professores terão condições de cumprir integralmente sua jornada em uma só escola. A cada dia as direções das escolas chegam com novas informações que agravam cada vez mais nossa situação. Tudo o que diziam que não fariam, estão fazendo. Mentiras e mais mentiras aparecem todos os dias. Nenhuma confiança no governo estadual!

Todas as formas de diálogo foram utilizadas: reuniões com dirigentes de ensino, abaixo-assinados, passeatas e até ocupações breves de Diretorias de Ensino. Porém, o governo deixa claro que não está aberto a negociações quanto à “reorganização” escolar. Até mesmo as escolas que escaparam esse ano, serão certamente alvos preferenciais nos próximos anos. É preciso barrar toda a proposta.

Essas duas escolas apontam a resistência para barrar a reorganização escolar. A escola pública, se Alckmin vencer essa batalha, sofrerá um salto na sua precarização e na privatização já em curso!

 

Abaixo a “Reorganização Escolar”! Nenhuma escola fechada!

Contra a superlotação das salas de aula!

Em defesa da ocupação das escolas! Abaixo a repressão e criminalização! 

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