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Esquerda Marxista na luta dos estudantes de Serviço Social

No dia 21/03/2014 às 19h30min aconteceu na PUC-Campinas Campus I o Encontro Local de Estudantes de Serviço Social, articulado pelos coordenadores regionais que integram o Movimento Estudantil de Serviço Social dirigido pela Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO).

No dia 21/03/2014 às 19h30min aconteceu na PUC-Campinas Campus I o Encontro Local de Estudantes de Serviço Social, articulado pelos coordenadores regionais que integram o Movimento Estudantil de Serviço Social dirigido pela Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO). O encontro realizou um resgate histórico das lutas dos estudantes de Serviço Social durante o período da ditadura militar até o processo da redemocratização burguesa no Brasil.

A luta da transformação da sociedade está diretamente relacionada a formação profissional do Assistente Social na vertente da teoria crítica, marxista e dialética, desencadeada no movimento de reconceituação da profissão a partir da década de 60. Com o objetivo de despertar os alunos para os fatos históricos que estão interligados à luta política, na direção da transformação da sociedade, buscou-se descortinar a concepção de formação profissional para o mercado de trabalho, reafirmando a necessidade de construir outro projeto de formação (norteado pelo pensamento marxista), já que as instituições de ensino atualmente enfatizam o pensamento conservador, desenvolvimentista e burocratizante, já superado na teoria, mas necessário à aqueles que pretendem manter a ordem à custa do povo carente, nas diversas faces que compõe o ser social.

Nesta conjuntura da educação no Brasil que engendra a política neoliberal de precarização das Universidades Públicas e expansão das Universidades privadas sobre a falácia da democratização do ensino, fortalecer a luta dos militantes de base para a composição de centros acadêmicos e diretórios traz a possibilidade de trazer a luz as contradições que se expressam entre a mercantilização da educação e a qualidade do ensino que é de péssima qualidade.

Hoje, 90% dos cursos de Serviço Social no estado de São Paulo estão nas Universidades Privadas, e se registra uma forte expansão do ensino à distância, precarizando a formação de qualidade, dividindo os trabalhadores da categoria e contrariando as orientações da própria Abepss (Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social) quanto às diretrizes curriculares adequadas a formação profissional de qualidade que deve ter como premissa o tripé da formação: Técnico-Operativo, Teórico-Metodológico, e Ético-Político.

A Esquerda Marxista esteve presente utilizando o espaço para a divulgação da Campanha Público e Gratuito Para Todos, foi possível colher assinaturas e dialogar com os estudantes sobre a campanha, além de convoca-los para o Ato de repúdio ao golpe militar que acontecerá dia 31/03/2014 às 17h no Largo do Rosário em Campinas/SP.

Diante do contexto apresentado parece claro que a consolidação de um projeto de formação profissional que atenda as necessidades de uma população que perde a cada dia sua soberania política, (considerando que o estudante em Serviço Social está inserido nessa parcela), não se dará de forma pacífica, sendo inevitável e urgente sua articulação para um embate político-ideológico contra a política privatizante sob hegemonia do capital.

A precarização do ensino em geral tem afetado de forma considerável a formação dos estudantes, especificamente no Serviço Social, verificam-se denúncias de estágios inadequados, utilização de estágio como exploração de mão de obra barata, falta de supervisão direta nos campos estágios, forjamento do Projeto Ético Político nas Universidades, desacato as diretrizes curriculares propostas pela ABEPSS.

 Afirmar a formação profissional em consonância com o projeto hegemônico do Serviço Social consolidado em sua ruptura com o conservadorismo e a busca por uma nova ordem societária é papel intransigente das entidades representativas dos trabalhadores e dos estudantes. Implica em assumir estratégias de combate às deformidades oriundas de um sistema educacional que o torna brutalmente precário e implica em fomentar a constante discussão sobre a temática da formação nas Unidades de Formação Acadêmica.

O estudante tem papel fundamental nesse processo por ter a capacidade de quebrar os paradigmas ditados pela lógica de mercado em uma articulação de resistência dentro (em CA’s, DA’s, DCEs) e fora dos muros da Universidade (na luta de classes articulada com outros movimentos sociais e forças políticas). As experiências históricas de lutas da classe trabalhadora demonstram que as mudanças são possíveis, mas exigem esforço na conscientização dos estudantes como sujeitos coletivos e construtores de objetivos comuns.

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