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Foto: Aline Seitenfus

Esquerda Marxista debate a Internacional Comunista em Joinville

Em comemoração ao centenário da Revolução Russa, a Esquerda Marxista em Joinville organizou quatro atividades de formação: “A Rússia Tzarista e a Revolução de 1905”, “Revolução Russa: fevereiro a outubro de 1917”, “A Revolução Traída (1921-1938)” e “A Internacional Comunista (1919-1922)”. A última atividade, sobre a Internacional Comunista, aconteceu no último sábado (23/9), na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região (Sinsej), encerrando o calendário que abordou uma das etapas mais importantes da história da classe trabalhadora. A formação contou com o informe dos camaradas Luiz Gustavo e Mayara Colzani.

Luiz iniciou explicando que o Estado moderno passou a existir por uma necessidade do capitalismo. “O capitalismo precisa do Estado para gerenciar o sistema e manter esta forma de exploração do homem pelo homem”. Ele fez um breve apanhado geral das primeiras internacionais, falando um pouco sobre a Comuna de Paris  e o fim da 1ª Internacional, as conquistas, os erros e o que se pode tirar de lições de cada acontecimento. Luiz explicou que a necessidade da construção da 3ª Internacional, a Internacional Comunista, se deu pela adaptação à democracia burguesa da 2ª Internacional. A fundação da 3ª Internacional aconteceu em março de 1919, em Moscou. “O 1º Congresso adotou uma tese redigida por Lenin, ‘Democracia burguesa e ditadura do proletariado’, e um manifesto, redigido por Trotsky”.

O manifesto termina assim:

“Se a 1ª Internacional previu o desenvolvimento da história e preparou suas trilhas, se a 2ª Internacional reuniu e organizou milhões de proletários, a 3ª Internacional, ela própria, é a Internacional da ação de massa aberta, da realização revolucionária, da internacionalização da ação. A crítica socialista estigmatizou suficientemente o universo burguês. A tarefa do partido comunista internacional consiste em derrubar esta ordem e edificar em seu lugar o regime socialista.”

Foto: Aline Seitenfus

O 2º Congresso estabeleceu 21 condições para um partido ou organização entrar na Internacional, para evitar que a mesma fosse tomada por oportunistas de direita. Dentre os requisitos estava: não confiar na legalidade burguesa, serem adeptos do centralismo democrático e se denominarem partidos comunistas. Luiz finalizou seu informe explicando a importância de entender e estudar a 3ª Internacional para combater o reformismo nos dias atuais.

A segunda parte do informe ficou com Mayara Colzani, que contou um pouco sobre o 3° e o 4° Congresso da 3ª Internacional. “O 3º Congresso, em 1921, teve como tema central os acontecimentos na Alemanha e a tática da Frente Única”, explicou. O partido alemão entrou em uma via esquerdista, fazendo com que Trotsky e Lenin perdessem a maioria. Além disso, um dos principais dirigentes, Paul Levi, foi expulso por criticar publicamente o partido.

O 4º Congresso, que aconteceu cinco anos após a Revolução Russa, em 1922, foi o último que Lenin participou, mesmo doente e com dificuldade de trabalhar. “Apesar dessa situação, foi um Congresso produtivo, que representou a última grande discussão na Internacional antes de sua estalinização e destruição”, contou. Mayara terminou seu informe falando sobre as resoluções da juventude, da 3ª Internacional. “É preciso aprender a olhar o mundo através dos olhos da classe trabalhadora”, finalizou.

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