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Espalham-se mobilizações em SP contra a “Reorganização Escolar” de Alckmin

Após quase duas semanas da divulgação pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) do plano de “Reorganização Escolar”, já começam a ficar mais claras as reais intenções do governo estadual. Protestos ocorreram em mais de 20 cidades do Estado.

Após quase duas semanas da divulgação pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) do plano de “Reorganização Escolar”, já começam a ficar mais claras as reais intenções do governo estadual. Boa parte já havíamos apontado em artigo anterior sobre essa questão se concretiza (ver: http://www.marxismo.org.br/blog/2015/09/29/falacias-sobre-reorganizacao-escolar-em-sp ):

– Fechamento de escolas: Como a própria SEE-SP informou “A reorganização poderá levar até ao fechamento de algumas unidades […] “(1) Essa “Reorganização escolar” representa um profundo ataque a professores, estudantes e pais. Ao afirmar falaciosamente que necessita adequar uma rede projetada para 6 milhões de estudantes, mas que “só” tem 4 milhões, a SEE-SP está tentando justificar o fechamento de centenas de escolas em todo o Estado. Como podem afirmar tal coisa se a maioria das salas na rede estadual são superlotadas, só podendo ser abertas com 40 alunos em lista? Não sobram, faltam escolas. Afinal, se o máximo permitido fosse de 25 alunos por sala, o que começaria a viabilizar as aulas, os “espaços ociosos” se tornariam, ao contrário, insuficientes.

– Superlotação das escolas que continuam existindo: Mesmo as escolas que não serão fechadas sofrerão com esse processo. Imaginem uma escola com 10 salas, 40 alunos por sala, que funcione em 2 períodos (manhã e tarde). Isso significa 800 alunos e entre 10 e 20 professores. Após a escola fechar, para onde vão esses alunos? Para a escola mais próxima de sua residência num raio de 1,5km. E os professores? Mesma situação. O que ocorre então com as escolas que não fecham? Superlotação de salas.

– Professores efetivos “adidos”: para os professores existe ainda outro problema. Fecham-se as escolas, diminui o número de aulas disponíveis e aumenta a probabilidade, em especial para os professores que recentemente ingressaram, de ficarem “adidos” (quando o professor não tem à sua disposição o número mínimo de aulas para cumprir sua jornada). Imagine um Professor de Sociologia que ingressou no último concurso (2013-2014), tendo assim pontuação baixa na atribuição, mas ainda conseguindo pegar aulas em sua escola sede. Porém, como fecharam a escola vizinha, outro professor mais velho, com altíssima pontuação vem e toma seu lugar. Esse professor terá que atribuir, agora, aula, quando existir essa possibilidade, na Diretoria de Ensino sendo obrigado a lecionar em 3, 4 escolas para cumprir sua jornada mínima. Se as aulas não estiverem disponíveis, o professor receberá basicamente um salário mínimo, tendo que cumprir permanência de 10 aulas semanais.

– Professores categoria F exonerados: as Diretorias de Ensino estão sendo claras. Com o alto número de professores efetivos que ficarão adidos em 2016, muitos professores “estáveis” (ou o chamado categoria F) terão que atribuir aulas independente da distância, mesmo em outras diretorias de ensino. Caso se recusassem, serão exonerados.

– Municipalização das escolas estaduais: separando as escolas por ciclos, o que não tem nada a ver com “melhora da aprendizagem”, o estado só quer se livrar do ônus que é a educação para o orçamento do estado, desconsiderando o impacto que isso terá na vida de professores, pais e alunos, jogando a responsabilidade para os municipios que tem um orçamento menor.

– Servidores técnico-administrativos e trabalhadores terceirizados demitidos: realocação de funcionários para “onde existir espaço”, demissão dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas das escolas fechadas.

A verdadeira intenção de Alckmin é só uma: CORTE DE CUSTOS. É o ajuste fiscal do PSDB querendo que a classe trabalhadora, que depende da escola pública, seja prejudicada em prol da manutenção dos privilégios das classes dominantes. Porém, professores, pais e estudantes estão em mobilização intensa em quase 20 cidades em todo o estado.

Professores e alunos tomam as ruas contra esse novo ataque

Milhares de professores, pais e estudantes tomam as ruas do estado de São Paulo contra o ajuste fiscal do governo Alckmin na educação.

Em Tupã-SP 300 alunos e professores se manifestaram contra o fechamento da escola Lélio Toledo Piza e Anísio Carneiro:

Fonte: G1

Em Guarulhos – SP, quase 800 estudantes tomaram as ruas contra a reestruturação:

Fonte: GuarulhoWeb

Vídeo: Facebook/FiscalizaGuarulho

Em Ibitinga-SP cerca de 1 mil professores e alunos protestaram na manhã do dia 2/10/2015 contra a reestruturação na rede estadual e o fechamento da escola estadual Iracema de Oliveira Carlos:

Fonte: G1

Em muitas outras localidades segue a mobilização da classe trabalhadora contra esse novo e mais forte ataque do governo tucano contra a educação Pública.

– Protesto contra a reestruturação e fechamento da escola estadual Major Prado em Jaú-SP:

Fonte: JCNET

– Protesto contra a reestruturação em Hortolândia – SP:

Fonte: http://www.portalhortolandia.com.br e Facebook 

– Protesto contra a reestruturação em Presidente Prudente – SP:

Fonte: G1

– Protesto contra a reestruturação em Leme – SP:

Fonte: http://centralleme.com.br/

– Protesto contra a reestruturação e fechamento de escola na Capital (Zona Leste):

Fonte: Facebook

– Protesto contra a reestruturação e fechamento de 4 escolas em Ribeirão Preto – SP:

Fonte: www.jornalacidade.com.br

– Protesto contra a reestruturação e fechamento de 7 escolas em Osasco – SP:

Fonte: correiopaulista.com

– Protesto contra a reestruturação em Agudos – SP:

Fonte: www.jcnet.com.br

– Protesto contra a reestruturação em Poá – SP e contra o fechamento de uma escola:

Fonte: G1

– Protesto contra a reestruturação em Catanduva-SP:

Fonte: www.oregional.com.br

– Protesto contra a reestruturação e fechamento de escolas em Martinópolis – SP e Rancharia – SP:

Fonte: Facebook

– Protesto contra a reestruturação em Itapetininga-SP:

Fonte: G1

– Protesto contra a reestruturação em São José dos Campos – SP, ver vídeo no link:

 

Recebi do professor Bismarck Abranches, de São José dos Campos, essas imagens de manifestação de pais, estudantes e professores contra a bagunça que o Governador está fazendo na rede estadual de ensino com essa tal “reorganização”. Se você tiver imagens de manifestações na sua cidade, mande para a gente.

Posted by Maria Izabel Azevedo Noronha Bebel on Quarta, 30 de setembro de 2015

– Protesto contra a reestruturação e contra o fechamento do Colégio Cleóbulo em Santos-SP, ver vídeo no link: 

– Protesto contra a reestruturação em Araçatuba-SP e Votuporanga – SP, ver vídeo no link: G1

Assim, o coletivo Educadores pelo Socialismo também convoca a todos e todas para participarem das novas mobilizações que ocorrerão em Outubro, como meio de construir uma gigantesca assembleia dia 29 de Outubro com centenas de milhares de professores, pais e alunos para varrer essa verdadeira bagunça escolar promovida por Alckmin.

 

TOTAL REPÚDIO À “REORGANIZAÇÃO ESCOLAR” DE ALCKMIN!

TODOS À ASSEMBLEIA DO DIA 29 DE OUTUBRO DA APEOESP!

ABAIXO O AJUSTE FISCAL!

 

Calendário de mobilização para o mês de OUTUBRO:

Dia 6: ato contra a reestruturação (8h da manhã no MASP – Av. Paulista).

Dia 6: ato na DE NORTE 1 contra a reestruturação às 11h.

Dia 15: dia de luta dos professores às 10h na frente do portão Palácio dos Bandeirantes.

Dia 23: Reunião de Representantes de Escola com abono de ponto e atos nas subsedes.

Dia 29: Assembleia da APEOESP às 14h e ato às 17h com professores, pais e alunos na frente do MASP

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