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Escola Mundial da CMI: Celebrando o legado de 1917

Mais de 300 revolucionários de 20 diferentes países reuniram-se na Itália na última semana de julho para a Escola Mundial de 2017 da Corrente Marxista Internacional. O evento celebrou o centenário da Revolução Russa, com discussões políticas sobre este importante capítulo da história humana.

Além das sessões educativas sobre o prelúdio da revolução, a construção do Partido Bolchevique, a conquista do poder pelos trabalhadores, a Guerra Civil e o regime soviético inicial, camaradas de todo o mundo compartilharam experiências do trabalho revolucionário em suas respectivas nações e discutiram planos para a construção da corrente em todo o mundo.

Em todos os aspectos, a escola foi um enorme êxito que inspirou profundamente os participantes (em sua maioria jovens) a honrar o legado do Partido Bolchevique através da construção do socialismo no século XXI.

Perspectivas mundiais: para a burguesia, todos os caminhos levam à ruína

Depois que os camaradas se instalaram, cumprimentaram os velhos amigos e se apresentaram aos recém-chegados, a escola começou oficialmente com uma discussão sobre perspectivas mundiais, conduzida pelo editor de In Defence of Marxism, Alan Woods.

Alan assinalou que todas as medidas adotadas pelos políticos e economistas burgueses para restaurar o equilíbrio econômico destruíram o equilíbrio político e social – seja pela austeridade ou pelo resgate financeiro do setor bancário; buscando afastar a crise atual, simplesmente investem em crises futuras.

Como marxistas, entendemos que a consciência está defasada em relação aos desenvolvimentos materiais – mas agora está se alinhando explosivamente. Alan citou uma recente pesquisa de opinião em que 67% dos estadunidenses disseram que votariam por um socialista, incluindo 34% acima da idade de 65 anos. E isto no país do “Reds Under the Bed”!

Ele explicou que essa virada decisiva na sociedade capitalista talvez seja mais clara na Grã-Bretanha, onde a classe dominante foi golpeada por três ondas de choque simultâneas na forma do referendo da independência da Escócia, do referendo da União Europeia e da eleição geral de 2017 – em que os Conservadores conseguiram manter uma tênue maioria parlamentar, e que tornou Jeremy Corbyn um “Primeiro-Ministro potencial”.

No entanto, Alan lançou uma palavra de advertência a todos com ilusões em reformistas como Corbyn, apontando para a catástrofe econômica e social na Grécia, na sequência da capitulação de Tsipras às exigências de medidas de austeridade da Troika.

Durante as discussões que se seguiram, vimos contribuições de todos explicando como a crise global do capitalismo alterou o status quo em todos os continentes. Alan concluiu refletindo sobre essas erupções, observando que, no período de morte agônica do capitalismo, todas as ações da burguesia inevitavelmente levam à ruína.

Armado com as ideias marxistas, e com uma liderança correta, a classe trabalhadora pode e deve seguir o exemplo do proletariado russo há cem anos, e criar uma nova sociedade.

A Venezuela e a primeira etapa da Revolução Russa

O restante da semana foi ocupado em grande parte pelas comissões temáticas em torno da Revolução Russa. Uma exceção foi a comissão sobre a Venezuela, introduzida por Jorge Martin, secretário-geral do grupo da campanha Mãos fora da Venezuela.

Jorge explicou que, depois de sua eleição em 1998, o programa de Hugo Chávez não era socialista, mas era constituído por demandas nacional-democráticas elementares: reforma agrária, fim da corrupção política, ampliação da democracia a camadas que anteriormente estavam excluídas, e o uso mais democrático dos lucros do petróleo para o bem da sociedade. Ademais, ao realizar este programa, Chávez inspirou um movimento que era muito mais radical que ele próprio, levando as massas à vida política, rechaçando o golpe de direita em 2002.

No entanto, Chávez não expropriou os capitalistas e oligarcas venezuelanos (de fato, buscou a reconciliação com eles), o que lhes permitiu sabotar a Revolução Bolivariana a partir de dentro. Isso, combinado com a desaceleração da economia petrolífera, resultou em uma enorme degeneração dos padrões de vida e permitiu à oposição contrarrevolucionária (apoiada pelas potências imperialistas) ganhar uma maioria que controla a Assembleia Nacional.

O sucessor de Chávez, Nicolás Maduro, tentou manter o poder através da eleição de uma Assembleia Constituinte, enquanto, simultaneamente, fazia concessões aos capitalistas. O resultado é o que o entusiasmo revolucionário das massas está em baixo refluxo.

Como Jorge assinalou, não foi o socialismo que fracassou na Venezuela, mas o reformismo. A impossibilidade de se realizar uma meia revolução empurrou a Revolução Bolivariana à beira do colapso. Somente através da participação direta e da iniciativa revolucionária das massas para romper o controle dos capitalistas a revolução pode sobreviver.

Em comissão paralela, o camarada Jerôme Metellus da França introduziu uma discussão sobre a Revolução de Fevereiro. Ele explicou como uma greve de massas, iniciada por trabalhadoras têxteis em uma fábrica de Petrogrado, em 23 de fevereiro (no velho calendário) se desenvolveu em insurreição vitoriosa.

Desconcertando as avaliações dos historiadores burgueses, quando os trabalhadores revolucionários e os soldados imperiais desertores convergiram sobre o Palácio Táurida em 27 de fevereiro, não buscavam entregar o poder à Duma, mas ao Sovíete de Petrogrado.

Aqui reside o que Trotsky chama de paradoxo de fevereiro: os trabalhadores e camponeses de uniforme realizaram uma revolução contra os desejos da burguesia russa, que temiam sua força. Além disso, os dirigentes reformistas do Sovíete estavam ansiosos para conferir o poder à burguesia, uma vez que não tinham fé nas massas para governar a si mesmas. Assim, a Rússia entrou em uma fase de poder dual: sendo governada conjuntamente pelo Governo Provisório e os Sovíetes.

Durante a tarde, Alan conduziu uma discussão plenária sobre a história do Partido Bolchevique, única na rapidez de seu crescimento desde uma pequena força até uma poderosa organização de massa que conduziu milhões de trabalhadores e camponeses russos à conquista do poder. Sob a orientação de Lenin, o partido se distinguiu ao fazer da teoria marxista a base de seu trabalho, da mesma forma que nós.

Alan ofereceu uma rápida visão do desenvolvimento dos bolcheviques: começando com pequenos grupos de discussão marxista liderados por Plekhanov; ao profissionalismo de Lenin do Partido Socialdemocrata russo em seu segundo congresso em 1903 (precipitando a separação dos bolcheviques dos reformistas mencheviques); à conferência de 1915 em Zimmerwald, onde Lenin rompeu com a II Internacional por seu apoio à Grande Guerra; e terminando com a eclosão da revolução na Rússia em 1917.

Naquele momento, os bolcheviques tinham oito mil membros em um país de 150 milhões de habitantes, e formavam uma pequena minoria nos Sovíetes, demonstrando como uma pequena organização – com uma base teórica correta – pode em breve período de tempo se tornar uma força de massa. Em seus comentários, Alan afirmou que nossa organização está firmemente baseada na incrível herança do bolchevismo.

Como os trabalhadores tomaram o poder

Hamid Alizadeh deu sequência na manhã da quinta-feira, descrevendo as “Jornadas de Julho”: um momento crucial em que os acontecimentos oscilaram entre revolução e reação. Somente a clareza política de Lenin e dos bolcheviques repeliu uma feroz ditadura fascista na forma do golpe do General Kornilov contra o Governo Provisório.

Hamid comparou esses acontecimentos às consequências da Revolução Egípcia, na qual houve muitas dessas “Jornadas de Julho” – tais como quando os jovens saíram contra os militares, e quando 17 milhões de manifestantes derrubaram Morsi. Mas sem nada equivalente ao Partido Bolchevique (o fator subjetivo essencial) a revolução voltou a recuar.

Francesco Merli cobriu o seminal Estado e Revolução de Lenin na sessão paralela, explicando sua importância para a compreensão do estado burguês. Utilizando a análise de Lenin, Francesco demonstrou que as qualidades abstratas vinculadas ao aparato do estado – tais como Justiça e Liberdade – não são nada mais que uma cobertura ideológica para um corpo de homens armados, destinados a defender e preservar as relações capitalistas de propriedade.

A segunda parte do dia foi destinada a sessões sobre a Revolução de Outubro e sobre a atitude dos bolcheviques quanto a I Guerra Mundial. O primeiro tema (conduzido por Claudio Belotti, da Itália) proporcionou uma visão geral do único momento mais importante da história humana, superando até mesmo a Grande Revolução Francesa de 1789. Em meio a lutas dentro de seu próprio partido e enfrentando o reformismo nos Sovíetes, Lenin pacientemente delineou as tarefas concretas da insurreição contra o Governo Provisório. Somente as massas poderiam realizá-las, como o próprio Lenin disse: “O destino da revolução russa e mundial depende de dois ou três dias de luta aberta”.

Apesar de novas tentativas para adiar ou sabotar completamente a insurreição de certos membros do Partido Bolchevique (incluindo Kamenev e Zinoviev), os Guardas Vermelhos (milícias de trabalhadores) e soldados simpatizantes eventualmente realizaram uma tomada do poder bem coordenada (e quase sem sangue) em Petrogrado em 25 de outubro, culminando no cerco do Palácio de Inverno no dia seguinte.

“Avante à Revolução Socialista Mundial!”

Refutando diretamente as acusações dos liberais burgueses, Outubro não foi um golpe realizado por conspiradores violentos, mas um levantamento popular de milhares de trabalhadores e camponeses ganhados gradualmente para as ideias revolucionárias pelo trabalho paciente de Lenin.

Niklas Svensson conduziu uma discussão sobre a obra de Lenin de 1916, O Socialismo e a Guerra, na qual evocou a descrição da guerra de Clausewitz como meramente a “continuação da política por outros meios”, e, portanto, não uma questão moral, mas científica. O primeiro passo para um marxista é identificar o caráter de uma guerra: é um conflito entre classes? Pela libertação nacional? Uma guerra de conquista? Esse caráter concreto é o que determina nossa posição.

Niklas explicou como a II Internacional analisou corretamente a I Guerra Mundial como imperialista (decorrente da necessidade de re-dividir o mundo enquanto a Alemanha reunificada buscava o controle de novos mercados), mas somente uma pequena minoria da Internacional, dirigida por Lenin, se opôs, em última instância, aos esforços nacionais de guerra.

Implícita na palavra de ordem de Lenin de derrotismo revolucionário estava a visão de que o real inimigo não estava no exterior, mas nos capitalistas de seu país. Esta análise também formava a posição de Trotsky na II Guerra Mundial, apelando aos trabalhadores para derrubar seus governos aliados e realizar uma luta revolucionária contra o fascismo, enquanto apelava aos trabalhadores alemães no processo.

Nenhuma libertação sem socialismo!

A quinta-feira foi destinada às discussões sobre a libertação das mulheres e à questão nacional. O primeiro tema, conduzido por Marie Frederiksen, dos marxistas dinamarqueses, descreveu o impacto progressista da Revolução Russa para as mulheres.

O nível particularmente alto de opressão e subjugação enfrentado pelas mulheres na Rússia (quando os abusos domésticos eram legalmente protegidos) rapidamente se transformou em seu oposto quando a revolução se tornou realidade. De fato, foram as mulheres trabalhadoras que lideraram a Revolução de Fevereiro.

Embora as mulheres constituíssem uma pequena proporção da liderança bolchevique (e em termos de representação política em geral naquele tempo), os bolcheviques, ao tomar o poder, introduziram uma série de reformas extremamente progressistas para as mulheres. Estas incluíam a descriminalização do aborto, a simplificação da lei do divórcio, a liberdade de circulação e a concessão às mulheres do direito de sua própria terra.

Marie explicou que, para os marxistas, a luta pela emancipação das mulheres não se pode separar da luta de toda a classe trabalhadora, tornando a revolução socialista uma precondição da genuína libertação das mulheres. Esta perspectiva contrasta radicalmente com as feministas pequeno-burguesas e burguesas que apoiaram a I Guerra Mundial, e que se opuseram à demanda por pão como “demasiado material”.

Jorge Martin conduziu a discussão sobre libertação nacional, que foi uma questão fundamental para Lenin que descreveu o Império russo como uma “prisão das nações”, abrangendo muitos grupos oprimidos no Báltico, na Bielo-Rússia, na Ucrânia, no Cáucaso, no Cazaquistão e outras nacionalidades do Sul. A questão das nacionalidades foi tratada já no Congresso de 1903, no qual o RSDLP [Partido Socialdemocrata dos Trabalhadores Russos] reconheceu o direito das nações à autodeterminação, ao mesmo tempo em que enfatizava a necessidade de uma luta unificada pela classe trabalhadora.

Lenin colocou esta perspectiva na prática depois da Revolução de Outubro, declarando o direito de todas as nações do Império russo à autodeterminação. Jorge explicou que – apesar de causar complicações durante a Guerra Civil na Finlândia, na Ucrânia e em outros lugares (onde a questão da libertação nacional era cinicamente utilizada pela velha classe dominante para contornar a questão de classe) – a análise matizada por Lenin acabou por se provar correta.

No entanto, a posição dos bolcheviques sobre a questão nacional foi mais tarde sabotada pelo stalinismo, que pavimentou o caminho de volta ao chauvinismo grão-russo. As sombrias consequências disso podem ser vistas hoje na Chechênia, onde um povo brutalmente reprimido foi transformado de alguns dos mais ardentes revolucionários da região (durante a Guerra Civil Russa) em um viveiro de reação islâmica fundamentalista.

A Rússia sob os bolcheviques

A última parte da escola tratou do início do regime bolchevique, com a exceção de Alex Grant do Canadá, que desmontou sistematicamente 10 mentiras comuns sobre o Partido Bolchevique.

Qualquer marxista experimentado certamente estará familiarizado com a velha cantilena: “a revolução foi um golpe”; “Lenin era um espião alemão”; e “haveria democracia na Rússia se não fosse Outubro”. Embora todos os presentes dessem boas risadas quanto ao absurdo dessas calúnias, os camaradas saíram armados com contra-argumentos efetivos se encontrarem lixo semelhante no futuro.

Na manhã da sexta-feira, John Peterson dos EUA tratou do primeiro ano dos bolcheviques no poder.

Depois de apoderar-se de Petrogrado, os bolcheviques aguardaram a Revolução Alemã, que foi tragicamente derrotada com a derrota do Levantamento Espartaquista de 1919. Entretanto, os bolcheviques foram obrigados a agir rapidamente para consolidar seu poder e ganhar o respeito das massas, aprovando determinado número de decretos sobre a paz imediata com a Alemanha, a reforma agrária, melhorias nos salários e na jornada de trabalho, secularização da educação pública e certo número de reformas (incluindo a descriminalização da homossexualidade).

A resposta da burguesia veio na forma brutal do Terror Branco, tema tratado por Rob Lyon do Canadá, em sua palestra sobre a Guerra Civil.

Em flagrante contraste com as mentiras lançadas contra Trotsky e o Exército Vermelho pelos historiadores burgueses, o “Terror Vermelho” dos trabalhadores não foi nada em comparação ao sadismo dos exércitos brancos liderados por Kolchak, Kornilov e Denikin. Um episódio particularmente horroroso relatado por Rob envolveu centenas de Vermelhos (e suspeitos de ser Vermelhos) fuzilados, desnudos, com seus corpos congelados e colocados em posições obscenas, e enviados à faminta Petrogrado em vagões de um trem chamado de “carne fresca”.

Como explicou Rob: o exército profissional e centralizado, que Trotsky construiu com trabalhadores destreinados, camponeses e combatentes guerrilheiros, estava lutando uma luta olho por olho, dente por dente, contra o embrião do fascismo russo, que gozou do pleno apoio de 21 exércitos imperialistas invasores.

Finalmente, o camarada Fred Weston conduziu uma discussão sobre a construção do Comintern, descrevendo como o internacionalismo sempre foi central no programa e objetivos do Partido Bolchevique – apesar das distorções stalinistas do “socialismo em um só país”.

Tendo declarado morta a II Internacional depois que a maioria de sua liderança adotou uma posição chauvinista sobre a Grande Guerra, Lenin começou a construção de uma Terceira Internacional, que finalmente foi concluída em 1919 com a formação de partidos comunistas. Delegados da Rússia, Alemanha, Áustria, Polônia, França, Grã-Bretanha, China e de outros lugares se reuniram na Rússia para ratificar o manifesto da internacional em seu primeiro congresso.

No entanto, começaram imediatamente a surgir rachaduras na organização, uma vez que várias de suas várias seções caíram presas do oportunismo ou do ultra-esquerdismo. Naturalmente, quando Stalin assumiu o controle da União Soviética, a degeneração somente se intensificou, ao ponto de vários partidos comunistas adotarem vergonhosas posições colaboracionistas, social-chauvinistas e outras posições contrarrevolucionárias. Isto poderia ser descrito como o fim dos dias de glória que começaram em Outubro, com a revolução agora firmemente no caminho da reação termidoriana.

Um novo capítulo para a CMI

Apesar dessas sombrias lições da história, a escola terminou em tom de grande positividade com o informe internacional, apresentado por Jorge. Os camaradas obtiveram um sentimento real da força da CMI quando Jorge descreveu relatos de particular êxito, em locais como El Salvador e Suécia.

Em outros locais, vimos um aumento constante em quatro continentes, em particular com uma forte influência entre a juventude radicalizada. Dado o espantoso impacto da crise do capitalismo sobre as condições de vida e as perspectivas de trabalho para a juventude, não é de admirar que nosso programa revolucionário esteja encontrando um eco nesse meio.

O rápido crescimento dos marxistas estadunidenses, combinado aos impressionantes sacrifícios financeiros dos camaradas, proporcionou um escritório em Nova Iorque e um jornal revitalizado e em cores: Socialist Revolution – um título notavelmente audaz para um país que antes era tão hostil à política de esquerda. Aparentemente, um camarada de Pittsburgh fixou para si mesmo como “objetivo de vida” vender meio milhão de subscrições para o novo jornal. Camaradas, não há nada que se compare ao otimismo revolucionário!

Enquanto isso, o árduo trabalho dos marxistas britânicos valeu a pena com o lançamento do jornal quinzenal Socialist Appeal. Os camaradas italianos fizeram uma campanha exitosa entre os estudantes de escolas e nas marchas das mulheres, que começaram em Nápoles no início deste ano.

Os camaradas ficaram impressionados com a coragem dos camaradas paquistaneses, que apresentaram um breve resumo da desafiante situação política em seu país, onde a prisão e até mesmo a morte são ameaças constantes. Apesar dos obstáculos, uma abordagem ousada em direção à juventude através da Progressive Youth Alliance, permitiu-nos forjar vínculos com estudantes e jovens trabalhadores indignados, entre outras coisas, pelo assassinato de Mashal Khan em abril.

Nossos camaradas estiveram à frente nos protestos antigovernamentais em todo o país, e também começaram a ganhar apoio na Caxemira ocupada. O camarada Adam Pal descreveu nosso trabalho como uma “pequena luz na escuridão” para a classe trabalhadora paquistanesa que está começando a perceber sua força.

Nas declarações finais de Alan Woods, ele brincou ao dizer que cada novo evento mundial da CMI é o melhor de todos os tempos – e que isto sempre é verdade! Mas neste ano, dado o centenário da Revolução Russa, a atmosfera estava particularmente especial. O ânimo foi resumido por um recém-unido camarada britânico:

“Nunca estive em um evento tão educativo e amigável como a Escola Mundial da CMI. Sempre quis estar ativo na mudança das coisas. No entanto, a escola simbolizou os melhores meios para fazer isto: a análise científica marxista e uma genuína organização bolchevique”.

O legado dos bolcheviques é a nossa herança. Avante à revolução, camaradas!

Tradução Fabiano Leite.

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