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Escola da CMI: debate sobre a crise no Oriente Médio

Um dos temas no quinto dia da Escola de Quadros da CMI foi a crise no Oriente Médio, suas origens, seus desdobramentos e perspectivas.

Um dos temas no quinto dia da Escola de Quadros da CMI foi a crise no Oriente Médio, suas origens, seus desdobramentos e perspectivas.

Com informe do camarada Hamid Alizadeh, transportou todos os presentes aos horrores vividos pela população que vivem na região. “O futuro da humanidade é o socialismo ou a barbárie. Em nenhum lugar do mundo essa verdade está tão presente quanto no Oriente Médio”. Assim iniciou sua palestra, que detalhou com precisão os elementos de barbárie presentes em muitas nações da região, como Afeganistão, Iraque, Líbano, Síria, mostrando as consequências do avanço do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS, na sigla em inglês) em regiões do Iraque e da Sìria.  

Hamid transitou pelo contexto histórico, mostrando como o imperialismo, aliado à ganância da burguesia local, ao longo de décadas, vem pilhando os povos, “inclinado a destruir qualquer vestígio de civilização para garantir os interesses da minoria” – destacou.

Ao abordar detalhadamente o contexto sócio-econômico-político de Egito, Síria, Turquia, Irã, Iraque, Tunísia, Iêmen, entre outros, o informante fez a ponte entre os desdobramentos da recente Revolução Árabe com a história revolucionária destes povos. Em resumo, concluiu que o imperialismo quer fazer acreditar que os povos árabes têm tendência natural ao islamismo, o que não é verdade. “Criam o mito de que os árabes são atrasados, sem consciência de classe, que preferem viver em tribos medievais, sem democracia”. Na verdade, porém, os árabes têm um histórico revolucionário e socialista, o que ficou evidente em todo o relato.

O debate foi enriquecido com intervenções de camaradas do Reino Unido, do Paquistão, da Áustria e do Marrocos. Hamid concluiu lembrando que o capitalismo está no seu limite. O aumento da instabilidade na região cria perspectivas para a revolução socialista. Chamou os militantes em países europeus a contribuírem com a construção entre os trabalhadores do oriente médio, porque, segundo Hamid, “aqui na Europa há muitos refugiados, que estão sedentos para entender a situação e ajudar a resolvê-la”.

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