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Em todo o mundo: os trabalhadores respondem aos ataques da burguesia

O texto que agora publicamos é o Editorial da edição 49 do Jornal Luta de Classes que estará com nossos militantes a partir da próxima semana. Leia e assine a nossa imprensa.

Greve europeia

Acabam de ocorrer grandes mobilizações na Europa. Greves em Portugal, Espanha, Itália, Bélgica e atos de apoio em vários outros países. Os sindicatos reformistas, diante da pressão e insatisfação vinda da base, foram obrigados a convocar a Greve de 14 de novembro. Em 26 países os trabalhadores e a juventude se ergueram por suas reivindicações e contra a violência da polícia.

O aprofundamento da crise e os ataques que os capitalistas lançam contra os trabalhadores estão no centro da origem destas grandes lutas que apontam para uma radicalização, mas que, sem um partido revolucionário, tendem a se perder do caminho da revolução, o que poderá levar a longos períodos de impasse e sofrimento Aos trabalhadores não restará outro caminho, senão forjar seu partido no calor das batalhas.

Estas grandes manifestações assustam a burguesia que se utiliza mais e mais da repressão. Na greve geral do dia 14, centenas de jovens e trabalhadores foram presos. Na Alemanha, os patrões e reformistas anunciam a necessidade de um diálogo social. Na Grécia, a Troika quer até mesmo acabar com a existência dos sindicatos.

Em toda a Europa, em cada país, de modo diferenciado, as massas caminham na direção de novos e duros embates. Depois das manifestações de 14 de novembro uma nova etapa está sendo aberta na luta de classes, na linha de sua unidade mundial.

Palestina

Na semana de 12 de novembro Israel lançou novo e criminoso ataque contra o povo palestino, que também sofre com a nefasta política terrorista do Hamas já provada como inútil e danosa pela Primavera Árabe. Repudiamos a ação criminosa de Israel.

A Esquerda Marxista defende a existência de um só Estado, laico e democrático sobre todo o território histórico da Palestina, onde possam conviver com direitos iguais, judeus, muçulmanos e cristãos. Somos pelo direito de retorno de todos os refugiados.

Sob esta base interviremos no Fórum Social Mundial Palestina Livre que se realizará em Porto Alegre de 28 de novembro a 1º de dezembro.

Brasil

No Brasil, o Supremo Tribunal Federal acaba de anunciar as penas dadas aos dirigentes do Partido dos Trabalhadores depois de um “julgamento” permeado por erros grotescos típicos da Santa Inquisição, demonstrando que a burguesia quer ir até o fim nos ataques contra a classe operária e todos os trabalhadores, criminalizando seus dirigentes sindicais, o MST, a CUT, PT e todas as organizações dos trabalhadores.

A Direção Executiva do PT emitiu uma nota pública no dia 14. Nela critica as decisões do STF e diz que chamará “nossa militância a mobilizar- se em defesa do PT e de nossas bandeiras”.

Para os marxistas, sem deixarmos de lado em um só momento nosso combate contra a política de conciliação de classes, sem escondermos nossas divergências sobre as questões da previdência, das privatizações, sem escondermos que somos contra o tripartismo; sem escamotearmos nossa defesa da independência política e sindical do PT e da CUT, defendemos que todos, absolutamente todos os que dizem lutar pelos interesses materiais e políticos dos trabalhadores, devam cerrar fileiras para exigir que as penas contra José Dirceu, Genoíno e demais dirigentes do partido, sejam imediatamente anuladas. Nenhuma criminalização, nenhuma perseguição.

Defesa de nossas organizações!

A burguesia se prepara para quando a crise econômica aqui bater firme, os trabalhadores tenham o mínimo de possibilidade para enfrentar os ataques que o governo aplicará. A burguesia lançará mão de tudo para ir fundo nos ataques contra todas as conquistas históricas obtidas ao longo de duras lutas dos trabalhadores.

A Esquerda Marxista considera ser fundamental que a Direção do PT, a começar de Lula e Dilma, saiam em defesa dos condenados pelo STF. Por isso reafirmamos a necessidade da realização de um Encontro Nacional em defesa do PT, da CUT contra a criminalização do movimento operário e popular.

Reafirmamos o que dissemos em nossa carta dirigida às direções do PT e da CUT:

“Eles não pretendem parar. Há anos criminalizam os movimentos sociais em crescente fúria. É por isso que um editorial do jornal O Estado de São Paulo já declara a CUT como organização criminosa. Se isso continua, todos, sindicatos, a UNE, o MST, os partidos de esquerda, as organizações populares, todos serão atingidos.

Em todo o país já são centenas de dirigentes do MST, dos sindicatos e das fábricas ocupadas, ou presos, ou processados e condenados sem provas ou mesmo apesar das provas de inocência.

Fazer greve, ocupar terras ou fábricas, lutar pela vida e para mudar a vida, é caso de polícia para as classes dominantes.

É hora de reagir. É hora de parar de “falar nos autos” e ir para as ruas. E a nossa resposta começa por agrupar nossas forças, discutir a gravidade da situação nos sindicatos, nos partidos da classe trabalhadora, entre a juventude, e preparar a batalha para reverter a situação. Nós consideramos que ninguém, nem a presidente da República, que é do PT, pode se calar e aceitar este ataque contra a democracia e as organizações da luta de classes.”

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