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Eleições na Venezuela: trabalhadores em cena

São cerca de 28 candidatos inscritos para as eleições na Venezuela. Durante vários meses, a burguesia buscou unificar-se em torno de um único candidato, que seria eleito através de “prévias eleitorais” , na verdade, uma estratégia para arrecadar dinheiro da burguesia norte-americana e, além disso, conseguir um candidato de consenso que pudesse desmoralizar o processo revolucionário e a candidatura de Chávez. No entanto, o grau de radicalização das massas não permitiu essa unificação, pois para pôr fim ao processo revolucionário, somente um banho de sangue.

Os fatos demonstram que só há um candidato de oposição, Manuel Rosales, governador de Zúlia, principal estado petroleiro, onde se desenvolveu um movimento separatista que não teve apoio das massas. No entanto, a candidatura de Manuel Rosales se apóia no fato de que ele aplica em Zúlia projetos de Chávez, tais como as Missões e os Conselhos comunitários, além de prometer demagogicamente distribuir as rendas petroleiras.

Segundo o jornal “Ultimas Notícias”, de 3/9, Chávez aparece com 58% das intenções de voto, enquanto Rosales aparece com 21%. Os demais candidatos não aparecem nas pesquisas. “El Conde”, nome artístico do bufão humorista, cujo nome verdadeiro é Benjamin Rausseo, não passa de uma candidatura que por sua verborragia cômica transforma-se cada vez mais em uma piada nacional.

Por sua vez, a candidatura de Chávez, apesar de ter grande apoio popular, com forte apelo antiimperialista, não tem aprofundado a Construção de Comitês Eleitorais Revolucionários e, por exemplo, no estado de Carabobo, centro industrial do país, não consegue deslanchar, pois existem divisões no MVR e, por sua vez, a UNT não avança na linha de atuação independente dos trabalhadores.

Os próximos meses serão fundamentais para o processo revolucionário Venezuelano com os trabalhadores efetivamente entrando em cena, pois não ficarão calados diante das confusões e brigas internas nas direções do MVR e UNT.

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