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Eleição no Haiti ocorre sob a mira das tropas brasileiras

Em 25 de outubro de 2015, ocorreram eleições no Haiti, canceladas devido a fraudes que geraram protestos nas ruas. O mandato de Michel Martelly terminou 7 de fevereiro e assumiu o governo provisório do presidente do Senado, Jocelerme Privert.

As eleições programadas para 9 de outubro foram adiadas pela passagem do furacão Matthew, que deixou 573 mortos e 175 mil desabrigados. Foi uma das piores crises humanitárias desde o terremoto de 2010. Hoje, cerca de 800 mil pessoas vivem em acampamentos e uma epidemia de cólera vitimou cerca de quatro mil pessoas. O desemprego é endêmico e motiva migrações em massa.

A agricultura, praticamente único setor produtivo, reduziu-se a zero com o Matthew. As regiões mais afetadas mal recebem ajuda humanitária e falta até mesmo água potável.

Em 20 de novembro ocorreram eleições. As tropas brasileiras que ocupam o país há 11 anos mobilizaram 80% de seu contingente da MINUSTAH, armado inclusive de munição letal.

Jovenel Moise, do partido do ex-presidente Michel Martelly, ganhou com 33,67% dos votos (32,81% em 2015). Em segundo ficou Jude Celestin, com 19,52% (25,27% em 2015).

Apenas a organização do povo haitiano pela tomada do poder poderá superar o cenário de barbárie capitalista que assola o país.

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