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E agora Luiz Inácio? E agora José?

 

Segundo a agencia de noticias ANSA, o ex-presidente Lula teria declarado à presidente Dilma que ele não teve qualquer participação na suposta rede de corrupção da qual são acusados Zé Dirceu, Genuíno e outros dirigentes do PT. Lula não disse uma palavra em defesa deles.

Segundo a agencia de noticias ANSA, o ex-presidente Lula teria declarado à presidente Dilma que ele não teve qualquer participação na suposta rede de corrupção da qual são acusados Zé Dirceu, Genuíno e outros dirigentes do PT. Lula não disse uma palavra em defesa deles.

Marcos Valério foi condenado a 40 anos de prisão. A burguesia fecha o cerco contra o PT e a CUT e sai acusando também Lula em seu depoimento. Quer arrastar tudo e todos para o esgoto. Quem sabe com isso consiga uma revisão da pena por parte do STF. Para um capitalista tudo se negocia e tudo se vende.

Mas a novidade é que o PSDB e outros partidos querem também pegar Lula e entraram com um pedido de investigação contra o ex-presidente. O partido de FHC considera que Lula, pelo cargo que ocupava, está envolvido com a tal quadrilha inventada pelo STF.

Quem acredita que a sanha vingativa e de ódio da burguesia terminará na condenação de Zé Dirceu e de Genoíno, está bem enganados. Ela irá até o fim na tarefa de ridicularizar o PT e a CUT, desmoralizar os dirigentes e criminalizar as lutas da classe trabalhadora. A burguesia, por meio do STF e da repressão, está a preparar seu futuro para enfrentar a crise com o mínimo de resistência. Isso significa desmantelar qualquer possibilidade das massas se agarrarem em suas organizações, por mais reformistas que sejam suas direções, quando elas forem obrigadas a se colocarem em movimento para defender suas reivindicações.

Resta saber se em nome da aliança com a burguesia e diante das pressões que começarão a vir das bases o silêncio obsequioso imperará ou se o chicote da contrarrevolução fará os dirigentes, a contragosto, irem mais adiante do que gostariam.

De todo modo, os marxistas devem seguir firmes no combate pela frente única na defesa da CUT e do PT, contra a criminalização da classe, em defesa das reivindicações e de suas entidades, pela ruptura com a burguesia.

 

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